UE chega a acordo sobre suspensão de encargos aduaneiros até 2025 com salvaguardas

O Conselho da União Europeia (UE) e o Parlamento Europeu (PE) chegaram hoje a acordo provisório para prolongar até junho de 2025 as isenções alfandegárias e suspender restrições comerciais à Ucrânia, mas com salvaguardas para os agricultores europeus.

© D.R.

 

O acordo vai suspender todos os acordos aduaneiros até ao verão do próximo ano, à semelhança do que tem acontecido desde 2022, na sequência da invasão russa que prejudicou as exportações ucranianas, a principal fonte de receitas do país que tem uma das maiores áreas agrícolas do mundo.

Desta vez há salvaguardas, que tinham sido exigidas pelos agricultores e que motivaram diversas manifestações em vários Estados-membros, nomeadamente Portugal, França, Países Baixos, Polónia e Bélgica.

Segundo comunicado do PE, o acordo provisório, que ainda tem de ser validado, vai “ajudar a estabilizar a economia ucraniana e a facilitar a integração gradual do país no mercado interno da UE”, já que a Ucrânia é candidata à adesão ao bloco comunitário.

Em caso de disrupções do mercado interno da UE, na sequência de um ou mais Estados-membros serem afetados pelas importações da Ucrânia – por exemplo, o trigo – o acordo possibilita uma ação rápida da Comissão Europeia, para impor medidas nos setores onde houver necessidade e, deste modo reequilibrar a balança.

Este ‘travão’ pode ser aplicado, por exemplo, a ovos, açúcar, mel, trigo e outros cereais.

A isenção de direitos aduaneiros tem alimentado a ira dos agricultores europeus, que acusam o fluxo de produtos ucranianos de baixar os preços locais e de concorrência desleal.

O compromisso alcançado mantém as disposições do acordo anterior com uma exceção: reduzindo o limiar para a imposição de barreiras comerciais, o período de referência para ativar novamente as tarifas foi alargado de 2022-2023 para o segundo semestre de 2021, como sustentava a França.

Antes deste ajustamento, Bruxelas previa que as restrições planeadas reduziriam as exportações ucranianas para a UE num total de cerca de 240 milhões de euros em comparação com 2023.

Últimas de Economia

O preço eficiente do gasóleo em Portugal deve aumentar 13,2% esta semana, aproximando-se dos 2 euros por litro após uma valorização de 39,9% nas cotações internacionais, indicou hoje a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE).
Os municípios da Área Metropolitana de Lisboa (AML) entregaram até ao início deste mês cerca de 8.500 habitações, na maioria reabilitadas, um terço do previsto no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), em execução até final de agosto.
Os custos de construção de habitação nova aumentaram 3,7% em janeiro face ao mesmo mês de 2025, com a mão-de-obra a aumentar 7,2% e o preço dos materiais 0,8%, segundo estimativa hoje divulgada pelo INE.
O preço do gás natural subiu mais de 30% na abertura da sessão de hoje, atingindo os 69 euros por megawatt-hora (MWh), devido ao conflito no Médio Oriente.
Os cinco principais bancos a operar em Portugal tiveram lucros agregados superiores a cinco mil milhões de euros em 2025, ano em que CGD, BCP e Novo Banco registaram os maiores resultados das suas histórias.
Os preços dos combustíveis deverão sofrer uma forte subida na próxima semana, com o gasóleo simples a poder aumentar cerca de 25 cêntimos por litro e a gasolina simples 95 cerca de sete cêntimos.
Cerca de metade dos 22 mil pedidos de apoio para a reconstrução de casas devido ao mau tempo são dos concelhos de Leiria, Pombal e Marinha Grande, revelou hoje o coordenador da Estrutura de Missão, Paulo Fernandes.
As dormidas em estabelecimentos de alojamento turístico registaram um novo valor recorde de quase 3,1 mil milhões na União Europeia (UE) em 2025, segundo dados hoje divulgados pelo Eurostat.
A taxa de juro média das novas operações de crédito à habitação voltou a descer em janeiro, após ter subido em dezembro pela primeira vez num ano, fechando o mês em 2,83%, disse hoje o Banco de Portugal.
Casas vazias do Estado podem ganhar nova vida e servir para responder à falta de habitação que continua a afetar milhares de famílias em Portugal. Essa é a proposta apresentada pelo CHEGA, que defende a recuperação e reutilização de imóveis públicos devolutos como resposta à atual crise habitacional que Portugal atravessa.