Militares que se recusaram a embarcar no navio Mondego conhecem hoje decisões disciplinares

Os 13 marinheiros que se recusaram a embarcar no navio ‘Mondego’ alegando razões de segurança, em março de 2023, vão conhecer hoje as decisões disciplinares, segundo informação dada à agência Lusa por um dos advogados dos militares.

© Facebook da Marinha Portuguesa

 

De acordo com o advogado Garcia Pereira, os militares vão ser notificados hoje ao início da tarde, na Direção Jurídica da Marinha, das decisões disciplinares finais, que “em abstrato, podem ir até 30 dias de prisão disciplinar”.

Em 11 de março, o NRP ‘Mondego’ falhou uma missão de acompanhamento de um navio russo a norte da ilha de Porto Santo, no arquipélago da Madeira, após 13 militares (quatro sargentos e nove praças) se terem recusado a embarcar alegando razões de segurança.

A Marinha participou o sucedido à Polícia Judiciária Militar (PJM), em Lisboa, no âmbito de inquérito criminal, tendo também instaurado processos disciplinares.

O advogado Garcia Pereira refere que culmina hoje “um inquisitorial processo em que (…) os militares do NRP Mondego foram prévia e sumariamente julgados, condenados e executados na praça pública, e que se caracterizou por toda a espécie de irregularidades e nulidades”.

Especifica que essas irregularidades e nulidades se referem à “nomeação como instrutor de um dos intervenientes nos factos, sucessivas e injustificadas prorrogações dos prazos da instrução, indeferimento de todas as diligências de prova da defesa, desconsideração absoluta do Parecer/Relatório Técnico de um perito nomeado pela Marinha para o Tribunal Marítimo e negação de audiência pública”.

Num relatório de inspeção elaborado pelo Tribunal Marítimo, dias após a recusa dos militares, concluiu-se que o ‘Mondego’ podia navegar em segurança, embora seja referida a existência de “fissuras na estrutura” do navio, “falta de estanqueidade”, “dificuldades de esgoto da casa das máquinas” e “incapacidade de separação de águas e óleos”.

Últimas do País

Mais de 50 concelhos do interior, de oito distritos de Portugal, enfrentam hoje perigo máximo de incêndio, no dia em que se espera descida da temperatura
Presidente do CHEGA considera que o ministro da Administração Interna não reúne condições para continuar no cargo, critica as explicações prestadas na primeira conferência de imprensa realizada após serem conhecidos os casos polémicos que o envolvem e apela à intervenção do Presidente da República.
A Unidade Local de Saúde (ULS) do Algarve tem por cobrar 1.234.358 euros relativos a serviços prestados a pessoas estrangeiras não residentes em Portugal, em 2023 e 2024, revela uma auditoria da Inspeção-Geral de Atividades em Saúde (IGAS).
Um homem, de 23 anos, foi detido pela PSP e ficou em prisão preventiva por suspeitas de ter agredido a ex-companheira, de 39, depois de ter forçado a entrada na sua casa, em Beja, foi hoje divulgado.
O Tribunal de Ponte de Lima decretou prisão preventiva para um jovem de 27 anos, suspeito de atear cinco focos de incêndio em Ponte de Lima, "num curto espaço de tempo", revelou hoje a GNR.
O Governo está a preparar uma nova Estratégia Nacional para as Comunidades Ciganas, com medidas nas áreas da educação, habitação, emprego, saúde, associativismo e mediação intercultural, mas continua sem revelar quanto custará o plano aos contribuintes.
O acolhimento de cada refugiado em Portugal pode representar uma despesa pública próxima dos 12 mil euros por ano, considerando os custos com alojamento, alimentação, acompanhamento social e acesso aos cuidados de saúde.
Português de 41 anos fugiu após o homicídio, ocorrido em agosto do ano passado, mas acabou localizado no sul de França. Foi extraditado para Portugal e ficou em prisão preventiva.
A Câmara de Manteigas está a efetuar interrupções programadas no abastecimento de água na zona norte da sede do concelho na sequência da redução do caudal das nascentes que abastecem um dos reservatórios que servem aquela vila.
Operação em Loulé e Albufeira terminou com três detenções, dezenas de buscas e a apreensão de droga, dinheiro, notas falsas e material usado no tráfico. Outros três suspeitos foram constituídos arguidos.