Direita radical lidera sondagens em França e Macron perde votos para centro-esquerda

O partido de direita radical União Nacional (RN, sigla em francês), liderado por Jordan Bardella, é líder destacado numa sondagem em França divulgada esta segunda-feira pelo jornal Le Monde a seis semanas das eleições europeias, com 32% das intenções de voto.

© Facebook de Jordan Bardella

A lista do RN, de Marine Le Pen, regista um aumento das intenções de voto dos franceses, sendo seguido do partido do Presidente francês, Emmanuel Macron, (Renascimento, liderado por Valérie Hayer), que caiu para 17%, relativamente a sondagens anteriores em que estes partidos tinham 30% e 18%, respetivamente.Já a plataforma europeísta de esquerda de Raphaël Glucksmann, que junta o Partido Socialista e o Place Publique, continua em ascensão, registando 14% das intenções de voto, de acordo com a sondagem realizada pelo Instituto Ipsos, em parceria com a universidade Sciences Po, o Instituto Montaigne, a Fundação Jean Jaurès e o jornal francês Le Monde.

O crescimento da lista de esquerda, anteriormente com 13% das intenções de voto, é impulsionado pelas transferências de votos do Renascimento, dos ecologistas, da esquerda radical França Insubmissa (LFI, na sigla em francês) e do Partido Comunista Francês (PCF).

Embora a posição de liderança do partido de direita radical pareça segura, o mesmo não acontece com os restantes partidos, principalmente com os de Macron e de Glucksmann, devido ao impacto dos eleitores indecisos, que podem decidir o segundo e terceiro lugares.

Numa altura em que o chefe de Estado francês continua a defender um investimento europeu a nível de defesa, devido ao conflito na Ucrânia sob invasão russa e à dependência da NATO, os franceses continuam divididos na questão militar.

A sondagem revelou que a maioria (58%) dos 10.651 franceses inquiridos votará tendo em conta as propostas dos partidos para questões nacionais, como o poder de compra, a imigração, a saúde e o ambiente, considerando que as questões europeias já são abordadas “corretamente”.

Para a maioria dos inquiridos (54%), as decisões tomadas a nível europeu têm um impacto “bastante negativo” na situação do país, contrariando a opinião de quem se prepara para votar na lista presidencial, já que Macron é conhecido como um “verdadeiro presidente europeu”, desejando uma Europa federal.

No dia 25 de abril, Macron discursou na Universidade de Sorbonne, em Paris, sobre as prioridades da França para a agenda estratégica da União Europeia, o que foi visto também como uma forma de entrar na campanha eleitoral para dar destaque ao seu partido e à principal candidata, Valérie Hayer.

As eleições para o Parlamento Europeu ocorrem entre 06 e 09 de junho.

Tanto na França como em Portugal, os eleitores irão deslocar-se às urnas no domingo, dia 09 de junho. Prevê-se que este escrutínio registe uma diminuição na participação dos eleitores face às eleições anteriores.

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