Líder da NATO e Zelensky discutem criação de fundo de 100 mil milhões de euros

O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, fez hoje uma visita surpresa a Kiev, onde discutiu com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, a criação de um fundo de 100 mil milhões de euros de ajuda militar nos próximos cinco anos.

© Facebook de Jens Stoltenberg

“Hoje falámos sobre a iniciativa de Jens [Stoltenberg] de criar um fundo especial de apoio financeiro para a defesa da Ucrânia no valor de 100 mil milhões de euros por um período de cinco anos”, declarou Zelensky, numa conferência de imprensa conjunta com o líder da Aliança Atlântica realizada na capital ucraniana.

O secretário-geral da NATO propôs no início deste mês a criação de um fundo de 100 mil milhões de euros para ajudar a Ucrânia a longo prazo.

Numa mensagem publicada de Kiev na sua conta na rede X, Stoltenberg afirmou que “a situação é difícil” para as forças ucranianas nas frentes de combate, mas defendeu que “não é tarde demais para a Ucrânia prevalecer”.

“Mais apoio está a caminho”, indicou o líder da organização, acrescentando: “A NATO também está a envolver-se a longo prazo, colocando a Ucrânia num caminho irreversível em direção à aliança”.

Segundo Stoltenberg, os países da NATO não conseguiram cumprir atempadamente o que prometeram à Ucrânia, enquanto a Rússia se apressa a explorar as suas vantagens no campo de batalha antes que as forças esgotadas de Kiev obtenham mais fornecimentos militares ocidentais no âmbito desta guerra que já dura há mais de dois anos.

O secretário-geral da NATO avisou que “sérios atrasos no apoio significaram graves consequências no campo de batalha” para a Ucrânia.

“Os aliados da NATO não cumpriram o que prometeram”, disse Stoltenberg, referindo-se aos atrasos dos Estados Unidos e da Europa no envio de armas e munições.

“A falta de munições permitiu que os russos avançassem ao longo da linha de frente. A falta de defesa aérea tornou possível que mais mísseis russos atingissem os seus alvos, e a falta de capacidades de ataque profundo tornou possível aos russos concentrar mais forças”, disse ainda o líder da aliança.

A Ucrânia e os seus parceiros ocidentais estão numa corrida contra o tempo para disponibilizar nova ajuda militar crítica que possa ajudar a travar o recente avanço russo, lento e dispendioso, mas constante, no leste do país, bem como impedir ataques com `drones` (aparelhos não tripulados) e mísseis.

Zelensky afirmou que novos apoios ocidentais começaram a chegar, mas lentamente.

“Este processo deve ser acelerado”, pediu o chefe de Estado ucraniano.

De acordo com Stoltenberg, mais armas e munições para a Ucrânia estão a caminho, incluindo sistemas de mísseis Patriot para defesa contra as pesadas barragens russas que atingem a rede elétrica e áreas urbanas.

Essa ajuda adicional pode ser necessária, uma vez que as autoridades ucranianas dizem que a Rússia está a reunir forças para uma grande ofensiva de verão.

A ofensiva militar russa no território ucraniano, lançada a 24 de fevereiro de 2022, mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Os últimos meses foram marcados por ataques aéreos em grande escala da Rússia contra cidades e infraestruturas ucranianas, ao passo que as forças de Kiev têm visado alvos em território russo próximos da fronteira e na península da Crimeia, ilegalmente anexada em 2014.

Últimas do Mundo

A Comissão Europeia iniciou hoje uma investigação formal à chinesa Shein por suspeitas de design aditivo, falta de transparência nas recomendações e venda de produtos ilegais na União Europeia (UE), incluindo conteúdos associados a abuso sexual de menores.
Peritos da ONU defendem hoje que os arquivos do pedófilo norte-americano Jeffrey Epstein mostram atrocidades de tal magnitude, carácter sistemático e alcance transnacional que poderiam ser consideradas legalmente como “crimes contra a humanidade”.
A rede social X, anteriormente Twitter, voltou ao normal por volta das 14h30 de hoje, após sofrer uma quebra em vários países uma hora antes, incluindo Estados Unidos, Portugal e Espanha, por causas ainda desconhecidas.
A Comissão Europeia foi alvo de buscas policiais em Bruxelas devido a suspeitas na venda de 23 imóveis ao Estado belga em 2024. A investigação está a cargo do Ministério Público Europeu, que confirmou diligências de recolha de provas.
Dados recentes da agência europeia FRONTEX indicam que, entre 2024 e 2025, mais de 100 mil pessoas entraram ilegalmente em Espanha pelas rotas do Mediterrâneo Ocidental e das Canárias. Cerca de 73% provêm de países sem conflitos armados generalizados.
As perdas seguradas por catástrofes naturais atingiram em 2025 os 127.000 milhões de dólares (cerca de 106.681 milhões de euros), ultrapassando os 100.000 milhões de dólares pagos pelo setor segurador pelo sexto ano consecutivo.
Uma operação policial europeia que incluiu 18 países e foi liderada por Áustria, Portugal e Espanha impediu a entrada em circulação de cerca de 1,2 mil milhões de euros em notas e moedas falsas de várias divisas.
A Comissão Europeia propôs hoje a criação de uma aplicação para reportar casos de cyberbullying e instou os Estados-membros a desenvolverem uma abordagem comum para combater o fenómeno, que atinge uma em seis crianças.
As autoridades francesas lançaram hoje um apelo por testemunhas depois de terem acusado um ex-professor de 79 anos de violação agravada e abuso sexual contra 89 menores em vários países entre 1967 e 2022.
A Comissão Europeia adotou esta segunda-feira, medidas para impedir a destruição de vestuário, roupa, acessórios e calçado não vendidos, visando reduzir os danos ambientais na União Europeia (UE), que rondam 5,6 milhões de toneladas de emissões poluentes por ano.