CHEGA quer sede da agência europeia de fronteiras Frontex em Portugal

O presidente do CHEGA defendeu hoje que a sede da Frontex deveria mudar da Polónia para Portugal e voltou a pedir um maior controlo da entrada de imigrantes no país e o estabelecimento de quotas.

© Folha Nacional

“Até pelo contexto português geográfico, nós entendemos que a agência de controlo das fronteiras da União Europeia, Frontex, poderia e deveria estar em Portugal e vamos pedir e solicitar ao Governo português que faça junto das instituições em Bruxelas essa passagem do Frontex para Portugal”, afirmou.

André Ventura assinalou que “Portugal é a fronteira ocidental da Europa” e “liga ao Atlântico” e destacou “o prestígio que Portugal ganha” com esta mudança.

“Ao mesmo tempo, Portugal tem sido, nos últimos tempos, dos países que mais problemas tem enfrentado em relação à imigração e às fronteiras, não em número, porque isso até há países que obviamente têm muito mais que nós, como Itália e Grécia, mas porque Portugal tem sido chamado à atenção da Europa precisamente por estar a não controlar as suas fronteiras. E, portanto, nós devemos dar o exemplo de que o fazemos, e tanto fazemos que até temos cá a agência de controlo de fronteiras sem nenhum problema”, assinalou.

A Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira (Frontex) – que apoia os países da União Europeia e do espaço Schengen na gestão das fronteiras externas da Europa e na luta contra a criminalidade – está localizada em Varsóvia, na Polónia.

Ventura indicou que esta é uma das propostas que o partido vai defender no âmbito das eleições para o Parlamento Europeu de 09 de junho.

André Ventura esteve hoje na zona de Arroios, em Lisboa, acompanhado do cabeça de lista às eleições europeias, António Tânger Corrêa, de outros candidatos ao Parlamento Europeu e vários deputados.

O presidente do CHEGA considerou que existe atualmente “um problema de imigração” e defendeu “medidas de controlo efetivo das fronteiras e das entradas”.

“Temos que acolher com regras, com o cumprimento de leis restritas de entrada e, sobretudo, quem vem ter que vir através de um processo legal, controlado. Temos que saber quem são e não podemos deixar-nos invadir de gangues e de grupos oriundos do estrangeiro ou até de pessoas que vêm com boas intenções e acabam a viver na rua”, disse, apontando que os imigrantes só devem poder entrar em Portugal se tiverem “contrato de trabalho ou um visto apropriado à sua situação”.

André Ventura defendeu também o estabelecimento de quotas para a imigração e considerou que existe um aumento da “tensão social, económica, habitacional”.

Durante o percurso, André Ventura foi abordado por um imigrante num carro que referiu uma das publicações do líder do CHEGA nas redes sociais, que mostra um imigrante no metro com um objeto semelhante a um punhal, e considera que tal é possível porque “o país se tornou uma bandalheira de imigração”.

O homem explicou a Ventura que se trata de um objeto tradicional religioso sikh, um kirpan, e não uma faca, rejeitando que sirva para magoar alguém.

O líder do CHEGA disse não saber que se tratava de um objeto religioso e argumentou que pode causar sensação de insegurança nos outros, defendendo que os estrangeiros “têm de respeitar” as leis e regras portuguesas, e não o contrário.

Últimas de Política Nacional

André Ventura anunciou este sábado, em Coimbra, que vai assumir pessoalmente a presidência da Comissão Parlamentar de Inquérito aos mandatos de Luís Neves na Polícia Judiciária. Líder do CHEGA promete uma investigação “até ao fim”, garante que não haverá bloqueios aos restantes partidos e deixa um aviso: “Não deixarei que Luís Neves, nem outros Luís Neves, sejam bloqueadores da verdade.”
André Ventura criticou a decisão de José Luís Carneiro de propor a abstenção do PS no Orçamento do Estado para 2027 antes de ser conhecido o documento. O Presidente do CHEGA considera que os socialistas passam a ser "parceiros" do Governo e questiona que margem resta para negociar medidas em áreas como Saúde, Administração Interna, combustíveis e alimentação.
A Comissão parlamentar vai analisar a atuação de Luís Neves durante os oito anos em que dirigiu a Polícia Judiciária e apurar eventuais responsabilidades dos membros dos governos que o nomearam e tutelaram. O CHEGA fica com a presidência, enquanto PS e PSD assumem as duas vice-presidências.
Miguel Guimarães, antigo bastonário da Ordem dos Médicos e atual deputado do PSD, é visado por acusações que incluem alegados gastos excessivos, abuso de poder e corrupção passiva.
O CHEGA queria que o Governo português promovesse junto da União Europeia a inclusão do Primeiro Comando da Capital (PCC) na lista de organizações terroristas. Mas PSD, PS, Livre e Bloco de Esquerda votaram contra.
A concelhia social-democrata corta com Luís Jesus e Alexandra Moura e acusa os dois eleitos de desrespeitarem as orientações do partido.
O CHEGA levou ao Parlamento a descida do IVA dos combustíveis de 23% para 13%, IVA Zero num cabaz de bens alimentares essenciais e o fim das portagens nas pontes 25 de Abril e Vasco da Gama. Nenhuma das propostas passou. PSD, PS e CDS-PP juntaram os votos contra nas duas medidas fiscais.
André Ventura defendeu esta quinta-feira, no Parlamento, uma redução da carga fiscal sobre os combustíveis e acusou o Governo de não responder ao aumento do custo de vida.
O CHEGA aceita as duas limitações impostas por Aguiar-Branco e desbloqueia a comissão parlamentar de inquérito. Ventura mantém as críticas à decisão, mas garante que não deixará cair a investigação aos mandatos do antigo diretor da Polícia Judiciária, Luís Neves.
Autarquia liderada pelo socialista Gonçalo Lopes repartiu trabalhos semelhantes de gestão florestal por cinco procedimentos, todos abaixo do limiar europeu. Dois ficaram a poucos milhares de euros dos 216 mil e, em quatro concursos, as empresas tiveram apenas cerca de 36 horas para apresentar propostas.