Criança não é “nepalesa” e não houve “linchamento”. Escola abre inquérito

O Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) rejeita qualquer linchamento de uma criança nepalesa por alunos de uma escola na Amadora (Lisboa), confirmando a abertura de um inquérito pela escola a agressões entre dois alunos em novembro.

© D.R

“Face às notícias surgidas na comunicação social, o diretor do agrupamento tomou conhecimento, no final da semana passada, de relatos que indiciavam um episódio de agressão entre dois alunos, e não de um ‘linchamento’ a envolver ‘cinco ou seis’, ocorrido em novembro e não há ‘dois meses’. Nenhum dos alunos é de ‘nacionalidade nepalesa’, nem tem ‘nove anos’. Na sequência destes relatos, a direção do agrupamento abriu um processo de inquérito, que ainda decorre”, adiantou o MECI em resposta à Lusa.

O jornal Observador noticiou hoje a abertura de um inquérito pela escola da Amadora onde as alegadas agressões terão ocorrido.

Na passada semana o MECI já tinha afirmado não ter qualquer indício de um linchamento de uma criança de nacionalidade nepalesa.

O Centro Padre Alves Correia (CEPAC), que denunciou o episódio, inicialmente noticiado pela Rádio Renascença, admitiu também na semana passada que “foi um erro” divulgar informações sobre a nacionalidade e a idade da criança alegadamente agredida numa escola e reconheceu que a utilização do “termo linchamento” não foi adequada.

Inicialmente o caso, que motivou a abertura de um inquérito pelo Ministério Público, foi relatado pela diretora executiva do CEPAC à Renascença como tendo na base “motivações xenófobas e racistas” por parte dos menores agressores.

Últimas do País

A GNR da Guarda constituiu cinco arguidos, na quarta-feira, por crimes de burla, no âmbito de uma investigação que decorreu nos distritos do Porto e Coimbra, e apreendeu 4.210 euros em numerário, telemóveis e material informático.
Quatro homens detidos numa operação de combate ao tráfico de droga, em que foram apreendidas quatro toneladas de haxixe e duas embarcações na costa de Setúbal, vão aguardar julgamento em prisão preventiva, informou hoje a GNR.
O presidente do CHEGA pediu hoje ao primeiro-ministro que “volte para Portugal” para que esteja presente na coordenação do combate aos incêndios e possa dar “um puxão de orelhas” ao ministro da Educação por causa dos exames nacionais.
A Polícia Judiciária realizou esta sexta-feira buscas na Junta de Freguesia das Avenidas Novas, presidida pelo PSD. A investigação incide sobre procedimentos administrativos e contratos celebrados com empresas privadas durante o ano de 2025.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) elevou hoje de 10 para 12 o número de distritos de Portugal continental que estão sob aviso vermelho devido ao calor, situação que se mantém até domingo na maioria destes territórios.
Um homem ficou desalojado na sequência de um incêndio que lavra desde quinta-feira no concelho de Cinfães e que está a ser combatido por cerca de uma centena de operacionais, revelou hoje fonte dos Bombeiros de Nespereira.
A divulgação dos resultados e a segunda fase dos exames nacionais foram adiadas devido às falhas da avaliação eletrónica, havendo ainda professores sem receber os itens das provas para corrigir.
Ao contrário do Reino Unido, onde o Governo publica estimativas sobre os custos do sistema de asilo e do apoio aos requerentes de asilo, o Governo não dispõe de um cálculo oficial que permita saber quanto custa, em média, cada imigrante em situação irregular ao Estado.
Líder do CHEGA acusa PSD de ceder à esquerda e defende que quem obtém a nacionalidade portuguesa e comete crimes como pedofilia, tráfico de seres humanos ou associação criminosa deve deixar de ser português.
Vinte e duas buscas, 11 detenções e uma burla de 50 milhões de euros. Foi este o resultado de uma megaoperação da Polícia Judiciária que desmantelou uma alegada rede internacional de cibercrime.