Criança não é “nepalesa” e não houve “linchamento”. Escola abre inquérito

O Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) rejeita qualquer linchamento de uma criança nepalesa por alunos de uma escola na Amadora (Lisboa), confirmando a abertura de um inquérito pela escola a agressões entre dois alunos em novembro.

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“Face às notícias surgidas na comunicação social, o diretor do agrupamento tomou conhecimento, no final da semana passada, de relatos que indiciavam um episódio de agressão entre dois alunos, e não de um ‘linchamento’ a envolver ‘cinco ou seis’, ocorrido em novembro e não há ‘dois meses’. Nenhum dos alunos é de ‘nacionalidade nepalesa’, nem tem ‘nove anos’. Na sequência destes relatos, a direção do agrupamento abriu um processo de inquérito, que ainda decorre”, adiantou o MECI em resposta à Lusa.

O jornal Observador noticiou hoje a abertura de um inquérito pela escola da Amadora onde as alegadas agressões terão ocorrido.

Na passada semana o MECI já tinha afirmado não ter qualquer indício de um linchamento de uma criança de nacionalidade nepalesa.

O Centro Padre Alves Correia (CEPAC), que denunciou o episódio, inicialmente noticiado pela Rádio Renascença, admitiu também na semana passada que “foi um erro” divulgar informações sobre a nacionalidade e a idade da criança alegadamente agredida numa escola e reconheceu que a utilização do “termo linchamento” não foi adequada.

Inicialmente o caso, que motivou a abertura de um inquérito pelo Ministério Público, foi relatado pela diretora executiva do CEPAC à Renascença como tendo na base “motivações xenófobas e racistas” por parte dos menores agressores.

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