Criança não é “nepalesa” e não houve “linchamento”. Escola abre inquérito

O Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) rejeita qualquer linchamento de uma criança nepalesa por alunos de uma escola na Amadora (Lisboa), confirmando a abertura de um inquérito pela escola a agressões entre dois alunos em novembro.

© D.R

“Face às notícias surgidas na comunicação social, o diretor do agrupamento tomou conhecimento, no final da semana passada, de relatos que indiciavam um episódio de agressão entre dois alunos, e não de um ‘linchamento’ a envolver ‘cinco ou seis’, ocorrido em novembro e não há ‘dois meses’. Nenhum dos alunos é de ‘nacionalidade nepalesa’, nem tem ‘nove anos’. Na sequência destes relatos, a direção do agrupamento abriu um processo de inquérito, que ainda decorre”, adiantou o MECI em resposta à Lusa.

O jornal Observador noticiou hoje a abertura de um inquérito pela escola da Amadora onde as alegadas agressões terão ocorrido.

Na passada semana o MECI já tinha afirmado não ter qualquer indício de um linchamento de uma criança de nacionalidade nepalesa.

O Centro Padre Alves Correia (CEPAC), que denunciou o episódio, inicialmente noticiado pela Rádio Renascença, admitiu também na semana passada que “foi um erro” divulgar informações sobre a nacionalidade e a idade da criança alegadamente agredida numa escola e reconheceu que a utilização do “termo linchamento” não foi adequada.

Inicialmente o caso, que motivou a abertura de um inquérito pelo Ministério Público, foi relatado pela diretora executiva do CEPAC à Renascença como tendo na base “motivações xenófobas e racistas” por parte dos menores agressores.

Últimas do País

Um homem de 55 anos foi detido pela GNR por estar "fortemente indiciado" do crime de violência doméstica contra a mulher, de 48 anos, no concelho de Elvas, revelou hoje o Ministério Público (MP).
A Polícia Marítima apreendeu, nos primeiros nove meses deste ano, cerca de 100 mil litros de combustível no combate ao tráfico de droga, mais 45% do que em todo o ano de 2025, indicou a Autoridade Marítima Nacional (AMN).
Um homem de 87 anos morreu depois de permanecer quase 12 horas nas urgências do Hospital de Portimão, onde deu entrada com fortes dores abdominais e vómitos. O utente só terá sido chamado para a primeira observação médica durante a madrugada, acabando por ser encontrado inconsciente pouco depois. As tentativas de reanimação não tiveram sucesso.
Um homem de 76 anos foi detido pela Polícia Judiciária (PJ) na quarta-feira, em flagrante delito, pela autoria de um incêndio florestal em Guilhafonso, na Guarda. A PJ esclareceu que o homem pretendia limpar os seus terrenos, ateando o fogo em dois locais distintos, sem autorização, e acabou por perder o controlo do incêndio, colocando em risco zonas de povoamento vegetal e habitações.
Quatro rapazes, com apenas 9 e 10 anos, terão sido vítimas de abusos sexuais cometidos por um pedófilo de 36 anos. Foram os pais de uma quinta criança que impediram uma nova agressão e deram o alerta às autoridades. O suspeito acabou detido e está em prisão preventiva.
A Polícia Judiciária fez hoje buscas na Câmara de Matosinhos (PS) no âmbito de um inquérito em curso relativamente a serviços de assessoria de imprensa, confirmou esta autarquia.
Um incêndio que ocorreu hoje de manhã num prédio de três andares no centro de Aveiro deixou seis moradores temporariamente desalojados e causou um ferido ligeiro, disse a comandante dos bombeiros locais.
A Comissão de Utentes em Defesa da Linha do Alentejo queixa-se do que considera ser a “degradação do serviço ferroviário” na região e tem uma concentração marcada para sexta-feira, em Évora, para exigir ao Governo melhores condições.
Quatro suspeitos encapuzados terão entrado num prédio no Monte do Estoril e efetuado vários disparos, num alegado ajuste de contas. No local ficaram invólucros de munições e vestígios de sangue. O grupo fugiu em duas viaturas, tendo uma delas sido localizada pela polícia em Alcabideche.
Ficha de avaliação identifica expressamente “PARTIDÁRIOS” como motivo para a não seleção de um candidato que, segundo a denúncia, é militante do CHEGA.