Criança não é “nepalesa” e não houve “linchamento”. Escola abre inquérito

O Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) rejeita qualquer linchamento de uma criança nepalesa por alunos de uma escola na Amadora (Lisboa), confirmando a abertura de um inquérito pela escola a agressões entre dois alunos em novembro.

© D.R

“Face às notícias surgidas na comunicação social, o diretor do agrupamento tomou conhecimento, no final da semana passada, de relatos que indiciavam um episódio de agressão entre dois alunos, e não de um ‘linchamento’ a envolver ‘cinco ou seis’, ocorrido em novembro e não há ‘dois meses’. Nenhum dos alunos é de ‘nacionalidade nepalesa’, nem tem ‘nove anos’. Na sequência destes relatos, a direção do agrupamento abriu um processo de inquérito, que ainda decorre”, adiantou o MECI em resposta à Lusa.

O jornal Observador noticiou hoje a abertura de um inquérito pela escola da Amadora onde as alegadas agressões terão ocorrido.

Na passada semana o MECI já tinha afirmado não ter qualquer indício de um linchamento de uma criança de nacionalidade nepalesa.

O Centro Padre Alves Correia (CEPAC), que denunciou o episódio, inicialmente noticiado pela Rádio Renascença, admitiu também na semana passada que “foi um erro” divulgar informações sobre a nacionalidade e a idade da criança alegadamente agredida numa escola e reconheceu que a utilização do “termo linchamento” não foi adequada.

Inicialmente o caso, que motivou a abertura de um inquérito pelo Ministério Público, foi relatado pela diretora executiva do CEPAC à Renascença como tendo na base “motivações xenófobas e racistas” por parte dos menores agressores.

Últimas do País

Mais de 91% das Unidades de Saúde Familiares registaram no último ano três ou mais episódios de indisponibilidade de aplicações informáticas e mais de 82% registaram falhas de material básico, revela um estudo que é esta sexta-feira apresentado.
A GNR deteve um homem de 22 anos na Maia por suspeita de tráfico de droga e ameaças com arma de fogo, numa investigação que envolveu os concelhos de Gondomar e Porto. Além do suspeito, dois homens e uma mulher foram constituídos arguidos.
Uma massa de ar quente do norte de África vai atravessar Portugal esta sexta-feira e sábado, trazendo poeiras em suspensão que podem ter efeitos sobre a saúde, sobretudo da população mais sensível, alertou a Direção-Geral da Saúde (DGS).
Adolescente foi atingido durante uma rixa entre jovens, na Abrunheira. Vítima sofreu uma perfuração pulmonar e foi transportada para o Hospital Amadora-Sintra, onde poderá ser operada.
Um homem condenado anteriormente por incêndio florestal foi detido novamente em Vale de Cambra, no distrito de Aveiro, por suspeita de atear fogo em setembro, segundo a Polícia Judiciária.
O número de mortes em Portugal diminuiu 1,1% nos primeiros nove meses do ano, comparativamente ao mesmo período de 2025, mas os óbitos de crianças com menos de um ano aumentaram 7,7%, revelam hoje dados do INE.
A iniciativa do CHEGA recebe luz verde parlamentar e pretende garantir a cobrança efetiva dos cuidados de saúde prestados a cidadãos estrangeiros não residentes ou em situação irregular, evitando encargos por recuperar no SNS.
O CHEGA conseguiu fazer aprovar, na Assembleia da República, um projeto de resolução que recomenda ao Governo o reforço da segurança e da proteção das mulheres e de outros utilizadores vulneráveis nos transportes públicos. A iniciativa pretende combater o assédio sexual, a violência, a intimidação e a criminalidade que afetam diariamente milhares de portugueses, particularmente mulheres, menores de idade, idosos e pessoas com deficiência ou mobilidade condicionada.
Um homem de 33 anos foi detido no Funchal, Madeira, por tráfico de droga e ficou em prisão preventiva, indicou a PSP, que apreendeu dois quilos de haxixe no decurso da operação.
Três homens e uma mulher foram detidos na Operação Corrupio. A Polícia Judiciária apreendeu várias drogas, milhares de euros em dinheiro, viaturas de alta gama e material alegadamente utilizado em burlas informáticas.