Fundo de Estabilização da Segurança Social com rentabilidade de 9,1% em 2023

O Fundo de Estabilização da Segurança Social registou uma rentabilidade de 9,1% em 2023, invertendo a quebra de 13% verificada em 2022, indicou hoje o Conselho das Finanças Públicas (CFP).

© D.R.

 

Os dados constam do relatório de análise à evolução orçamental da Segurança Social, publicado hoje pela entidade liderada por Nazaré da Costa Cabral.

Segundo o CFP, a gestão do Fundo de Estabilização da Segurança Social (FEFSS) originou um valor acrescentado de 2.280 milhões de euros, refletindo uma rentabilidade nominal de 9,1% em 2023, o que permitiu inverter a quebra de 13% verificada em 2022.

No ano passado, o FEFSS atingiu 29.830,3 milhões de euros, “aproximando-se de forma mais acentuada da meta de assegurar um montante equivalente ao pagamento de pensões aos beneficiários por um período mínimo de dois anos”.

O aumento verificado no valor da carteira, de 6.838,5 milhões de euros, é resultado das dotações recebidas do sistema previdencial gerido em regime de repartição, as transferências recebidas do Ministério das Finanças a título de receitas fiscais consignadas e a evolução “muito positiva” no valor acrescentado na carteira.

O CFP destaca que em 2023 se retomou a transferência para o FEFSS de uma parcela das quotizações dos trabalhadores por conta de outrem, no valor de 1.500 milhões de euros, “um valor em linha com o limite mínimo previsto na Lei de Bases da Segurança Social”.

A lei prevê a transferência de “uma parcela entre dois e quatro pontos percentuais do valor percentual correspondente às quotizações dos trabalhadores por conta de outrem, até que aquele fundo assegure a cobertura das despesas previsíveis com pensões, por um período mínimo de dois anos”.

Entre as dotações, o FEFSS recebeu 2.434 milhões de euros dos saldos do sistema previdencial, tendo as receitas fiscais consignadas permitido reforçar o fundo em 623 milhões de euros, mais 144 milhões de euros do que no ano anterior.

O CFP explica que as receitas fiscais consignadas resultaram do Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Coletivas (IRC), com 440 milhões de euros, responsável pela quase totalidade do referido aumento, com um aumento de 143 milhões de euros face a 2022, do Adicional ao Imposto Municipal de Imóveis (AIMI), com 145 milhões de euros, e do Adicional de Solidariedade do Sector Bancário (38 milhões de euros).

O CFP salienta que “os saldos do sistema previdencial têm sido a principal fonte de dotações, com particular evidência nos anos de 2022 e 2023, altura em que os valores atingiram sucessivos máximos”.

O excedente da Segurança Social subiu para 5.485 milhões de euros em 2023, um aumento de 1.424 milhões de euros face ao ano passado, tornando-se o maior desde, pelo menos, 2010, na ótica da contabilidade pública (excluindo as operações relativas ao Fundo Social Europeu [FSE] e do Fundo Europeu de Auxílio às Pessoas Mais Carenciadas [FEAC]).

Esta evolução resultou do aumento da receita efetiva (8,7%) que superou o crescimento da despesa (5,2%).

Últimas de Economia

Os juros da dívida portuguesa subiam hoje a dois, a cinco e a 10 anos face a quinta-feira, alinhados com os de Espanha, Grécia, Irlanda e Itália.
Os preços das casas subiram 18,9% em Portugal no quarto trimestre de 2025 em comparação com o período homólogo do ano anterior, sendo esta a segunda maior subida entre os países da União Europeia, anunciou hoje o Eurostat.
O CHEGA quer baixar o preço dos combustíveis e reduzir o IVA da gasolina e do gasóleo para a taxa intermédia, atualmente nos 13%.
O cabaz essencial de 63 produtos, monitorizado pela Deco PROteste, atingiu esta semana um novo máximo de 254,99 euros, mais 0,60 euros relativamente à semana anterior, foi hoje anunciado.
O Banco Central Europeu (BCE) prevê que a inflação vai acelerar para 3,1% no segundo trimestre de 2026 devido ao aumento dos preços da energia causado pela guerra no Médio Oriente.
A atividade económica em Portugal registou uma quebra na última semana de março, de acordo com o indicador diário divulgado hoje pelo Banco de Portugal (BdP).
As taxas Euribor desceram a seis e 12 meses e subiram a três meses hoje, face a quarta-feira.
Os concursos de empreitadas de obras públicas promovidos até fevereiro diminuíram 35% em número e 49% em valor face ao mesmo mês de 2025, respetivamente para 467 e 861 milhões de euros.
O consumo de eletricidade atingiu, entre janeiro e março, o valor mais elevado de sempre para um primeiro trimestre em Portugal, registando um máximo de 14,6 Terawatt-hora (TWh), segundo informou a REN - Redes Energéticas Nacionais em comunicado.
Os consumidores em Portugal contrataram em fevereiro 769,4 milhões de euros em crédito ao consumo, numa subida homóloga acumulada de 10,8%, enquanto o número de novos contratos recuou para 134.697, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).