Santa Casa de Lisboa deve 40 mil euros a organização criminosa do Brasil

A Santa Casa de Misericórdia de Lisboa (SCML) deve 40 mil euros a uma organização criminosa do Brasil associada a tráfico de droga, revelou um gestor de uma empresa de jogo comprada pela instituição portuguesa no Rio de Janeiro.

© Facebook da SCML

O Expresso escreve hoje que em causa está o Primeiro Comando da Capital (PCC), que terá como principal fonte de rendimento o tráfico de droga, tendo dezenas de milhares de membros dentro e fora do Brasil, incluindo em Portugal.

Esta revelação foi feita numa reunião em novembro de 2023 por um gestor da MCE, a empresa de jogo comprada pela SCML, e consta de um documento ao qual o periódico português e a revista brasileira Piauí tiveram acesso.

A dívida é de 200 mil reais, o que corresponde a cerca de 40 mil euros.

Segundo o Expresso, na reunião referida nesse documento, um novo representante no Rio de Janeiro da administração da Santa Casa foi confrontado com a necessidade de se resolver a dívida ao PCC e com o facto de o crédito estar relacionado com uma operação da MCE em São Paulo

Nessa data, a SCML era já presidida por Ana Jorge, que tinha substituído, em maio de 2023, Edmundo Martinho, o provedor que decidiu levar a Santa Casa a investir no negócio do jogo no Brasil.

Três meses antes, Ana Jorge tinha denunciado ao Ministério Público português um conjunto de irregularidades relacionadas com os investimentos no Brasil.

O jornal Público revelou na altura que a provedora encomendara à consultora BDO uma auditoria forense e financeira sobre as atividades da Santa Casa Global, a subsidiária criada para concentrar todos os investimentos internacionais da SCML.

Já o Expresso descreve que a versão final da auditoria forense encomendada por Ana Jorge foi entregue à Santa Casa no início do mês passado, mas nada consta no relatório sobre o PCC.

A informação sobre esta organização criminosa terá sido passada por uma via paralela.

Em fevereiro de 2021 foi criada uma holding para todos os negócios relacionados com o Brasil, a Santa Casa Global Brasil Participações, ou simplesmente SCG Brasil decidida um mês antes pela SCG Portugal, numa ata com as assinaturas dos seus três administradores: o então provedor Edmundo Martinho, Francisco Pessoa e Costa e Ricardo Gonçalves.

Últimas do País

Quase 20% das pessoas entre 25 e 34 anos recorreu a apoio de saúde mental no ano passado, segundo dados do INE divulgados hoje.
A circulação nas Linhas 1 e 3 do Metro Sul do Tejo foi normalizada às 10:45 após uma colisão entre duas composições na Avenida Bento Gonçalves, em Almada, que causou dois feridos ligeiros e levou à abertura de um inquérito.
Um homem de 22 anos foi detido em Valongo por suspeita de circular com um veículo com matrículas falsas, segundo a GNR. A ação ocorreu durante uma fiscalização rodoviária na A41.
A Polícia Marítima apreendeu cerca de 464 kg de haxixe, em 10 fardos, entre o Cabo Espichel e Sines, no distrito de Setúbal, foi hoje anunciado.
Quase 90% das cerca de 8.000 crianças e jovens com doença crónica avançada não têm acesso a cuidados paliativos, segundo a associação do setor, que pede ao Governo uma aposta nesta área para mudar a realidade.
Uma investigação de três anos da PSP do Porto culminou na detenção de 15 pessoas suspeitas de integrar uma rede de tráfico de droga com raízes no antigo bairro do Aleixo e alegadamente controlada por diferentes gerações da mesma família.
Um empresário de Almada é apontado como o alegado responsável por uma estrutura de 25 empresas fictícias que terá sido utilizada para desenvolver um esquema de fraude fiscal através do chamado “carrossel do IVA”.
Um assalto violento em Cascais envolveu um grupo de homens armados, disparos e vítimas feitas reféns. Apesar da violência utilizada, os suspeitos acabaram por fugir sem conseguir roubar qualquer bem.
O CHEGA surge à frente nas intenções de voto, com 30,7%, segundo o Barómetro DN/Aximage, divulgado pelo Diário de Notícias. A sondagem coloca o partido de André Ventura quase dez pontos percentuais acima da Aliança Democrática (AD).
O Tribunal da Feira adiou para janeiro a leitura do acórdão do processo Ajuste Secreto, um caso de corrupção centrado na Câmara de Oliveira de Azeméis e no ex-presidente Hermínio Loureiro, informou hoje fonte judicial.