15 Julho, 2024

Duplicou detenção de carteiristas nos primeiro cinco meses do ano

A Polícia de Segurança Pública (PSP) deteve nos primeiros cinco meses do ano 60 suspeitos de terem furtado carteiras, um número que duplicou face a igual período do ano anterior, foi hoje anunciado.

© Facebook\ aspppsp

Em comunicado, a PSP refere que, no âmbito do combate à criminalidade itinerante, nomeadamente os furtos por carteirista, deteve 163 pessoas e identificou 632 suspeitos desta prática entre 01 de janeiro de 2023 e 31 de maio de 2024.

Para reforçar o combate a este fenómeno, em 2018 foi criada uma equipa formada por polícias pertencentes à estrutura de investigação criminal, especializados em crimes contra o património.

Desde 2018, esta equipa já deteve 505 suspeitos da prática deste crime, tendo 66 ficado em prisão preventiva. Das detenções, 43 resultaram em penas de prisão suspensas e 52 em penas de prisão efetivas.

Entre 2018 e 2022, a soma das 22 condenações mais severas perfazem 147 anos de prisão efetiva.

Um dos suspeitos, detido em 2021, foi condenado a 10 anos de prisão efetiva por furtar carteiras em lojas e centros comerciais. Em 2022, um dos detidos foi condenado a nove anos de prisão efetiva. Além de furtar carteiras e utilizar os cartões bancários para efetuar pagamentos e levantamentos, ainda praticava burlas nas quais se fazia passar por falso funcionário de diversos serviços.

A PSP acrescenta que polícias desta equipa estão na Alemanha, por força do EURO 2024 e no âmbito da Cooperação Bilateral com a Polícia Federal Alemã, onde permanecerão até ao final do evento.

Durante o decorrer deste evento desportivo, estes polícias já fizeram cinco detenções por furto de carteirista.

A PSP foi também convidada pela Polícia Francesa para colaborar na prevenção deste tipo de criminalidade durante o decorrer dos Jogos Olímpicos.

Na nota, a PSP aconselha as pessoas guardar os pertences e objetos de valor em bolsos interiores, não transportar objetos como o telemóvel e/ou carteira em bolsos traseiros ou visíveis e não transportar grandes quantias de dinheiro.

Aconselha ainda a ter malas e mochilas “sempre fechadas e junto ao corpo”, preferencialmente na parte da frente do corpo, especialmente se circular em transportes públicos ou em zonas de grande aglomeração de pessoas, e a reforçar a segurança das malas/mochilas com um cadeado.

Agência Lusa

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