Conselho da UE confirma sete procedimentos por défice excessivo

O Conselho da União Europeia (UE) confirmou hoje a abertura de procedimentos por défices orçamentais excessivos a sete Estados-membros, no âmbito do Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC), processo suspenso entre 2020 e 2023 devido à covid-19.

© D.R.

 

Bélgica (com um défice público de 4,4% do Produto Interno Bruto – PIB), França (5,5%), Itália (7,4%), Hungria (6,7%), Malta (4,9%), Polónia (5,1%) e Eslováquia (4,9%), são os países visados pelos procedimentos, mantendo-se ainda aberto um anteriormente adotado em 2020, para a Roménia (6,6%), por falta de medidas corretivas.

Prevê-se que a Comissão apresente recomendações específicas para os países em causa em novembro, no âmbito do pacote de outono do Semestre Europeu.

A decisão surgiu depois de, no pacote da primavera, divulgado em junho, Bruxelas ter concluído que o défice das administrações públicas nestes sete países registou valores acima dos 3% do PIB, o teto estipulado pelos tratados da UE.

Na altura, o executivo comunitário indicou que Portugal deixou, após vários anos de avisos e de ter chegado a apresentar défice excessivo, de registar desequilíbrios macroeconómicos, atribuindo a mudança à “redução das vulnerabilidades” ao nível orçamental.

O procedimento relativo aos défices excessivos visa assegurar que todos os Estados-membros retomem ou mantenham a disciplina orçamental, mantendo também uma dívida pública em níveis sustentáveis, abaixo dos 60% do PIB.

Se se verificar um défice excessivo num Estado-membro, o objetivo do procedimento relativo aos défices excessivos é incentivar a sua correção, colocando os Estados-Membros sob um controlo reforçado e apresentando recomendações para que tomem medidas eficazes para corrigir o défice.

Últimas de Economia

A dívida pública na ótica de Maastricht, a que conta para Bruxelas, aumentou 1.656 milhões de euros em maio, para 288.659 milhões de euros, segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).
A prestação da casa vai subir em julho para créditos com taxa Euribor a três, seis e 12 meses que sejam revistos nesse mês, segundo as simulações da Deco Proteste.
O prazo para os contribuintes entregarem a declaração de IRS de 2025 termina esta terça-feira, ao fim de três meses, numa altura em que o Portal das Finanças já recebeu seis milhões de declarações.
A média mensal da taxa Euribor, elemento essencial para o cálculo da maioria das prestações no crédito à habitação com componente variável, subiu em junho a três e seis meses, mas desceu a 12 meses.
O 'stock' de empréstimos para habitação atingiu em maio 115.742 milhões de euros, o equivalente a uma taxa de variação anual de 10,8%, a mais alta desde fevereiro de 2003, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
Os juros da dívida portuguesa subiam hoje a dois, a cinco e a 10 anos face a sexta-feira, alinhados com os de Espanha, Grécia e Itália, e com os da Alemanha no prazo mais longo.
As contas do Serviço Nacional de Saúde (SNS) continuam longe de estar controladas. O défice ultrapassou os mil milhões de euros em 2025 e, na última década, o Estado já foi obrigado a injetar cerca de 7,9 mil milhões de euros para manter o SNS a funcionar.
A renda mediana dos novos contratos de arrendamento em Portugal atingiu, no primeiro trimestre, 9,46 euros por metro quadrado, um aumento de 9,1%, acelerando face aos 7,9% do trimestre anterior, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE).
O valor mediano de avaliação bancária na habitação atingiu um novo máximo histórico de 2.208 euros por metro quadrado em maio, mais 34 euros do que no mês anterior e 17,1% acima do mês homólogo de 2025, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
O CHEGA apresentou um projeto de lei que prevê uma isenção de 50% em sede de IRS para portugueses emigrantes que regressem ao país e voltem a fixar residência em Portugal.