ONU denuncia “total falta de responsabilidade” por explosão em 2020 em Beirute

A coordenadora especial da ONU para o Líbano denunciou hoje "a total falta de responsabilidade" pela explosão de 04 de agosto de 2020 em Beirute, que causou a morte de mais de 200 pessoas e cuja investigação está suspensa.

© Facebook da United Nations

“Francamente, a total falta de responsabilidade por uma catástrofe provocada pelo homem é espantosa”, afirmou a coordenadora especial da ONU para o Líbano, Jeanine Hennis-Plasschaert, numa declaração emitida na véspera de se assinalar o 4.º anivrsário da tragédia, que também deixou mais de 6.500 pessoa feridas e alguns bairros de Beirute devastados.

Jeanine Hennis-Plasschaert observou que “seria de esperar que as autoridades competentes trabalhassem incansavelmente para levantar todas as barreiras políticas e estruturais” à investigação, contudo, alerta e denuncia que “está a acontecer o contrário”.

Hennis-Plasschaert reitera, por isso, o apelo da ONU a uma investigação imparcial, exaustiva e transparente.

A investigação judicial lançada no país logo após a explosão tem sido continuamente obstruída por antigos altos funcionários suspeitos de negligência no caso e, com poucos progressos realizados, foi suspensa indefinidamente no final de 2021.

Desde então, tanto o primeiro-ministro libanês, Hasan Diab, como o antigo Presidente da República, Michel Aoun, reconheceram que sabiam da existência de centenas de toneladas de nitrato de amónio armazenadas durante anos no porto de Beirute sem medidas de segurança.

Este produto químico, utilizado como fertilizante mas também para o fabrico de explosivos, incendiou-se, provocando uma enorme deflagração que arrasou bairros inteiros da capital libanesa.

Últimas do Mundo

A investigação criminal apurou a identificação de cerca de 120 'clientes', tendo sido também acusados 29, mas apenas 28 foram condenados.
A confiança nas notícias atingiu o nível mais baixo em 10 anos globalmente, segunda a 15.ª edição do Digital News Report 2026 (DNR2026) hoje divulgada, que aponta para um cenário de consumo noticioso mais assente em plataformas.
As autoridades ambientais da Austrália anunciaram hoje o desmantelamento de uma criação ilegal de baratas perto de Sydney, contendo mais de 100 mil baratas, com um valor de mercado superior a 122 mil euros.
O dia da sobrecarga ecológica do planeta, em que a humanidade esgota os recursos naturais da Terra disponíveis anualmente e passa a viver “a crédito”, assinala-se a 30 de julho.
O Ministério Público alemão pediu hoje prisão perpétua para o psiquiatra saudita que atropelou com um carro a multidão no mercado de Natal de Magdeburgo, matando seis pessoas e ferindo mais de 300 em dezembro de 2024.
O Grupo Parlamentar do CHEGA apresentou na Assembleia da República um voto de pesar pela morte de Henry Nowak, jovem britânico de 18 anos assassinado no Reino Unido, num caso que gerou forte indignação internacional.
Centenas de pessoas saíram às ruas de Southampton, no Reino Unido, após a morte de Henry Nowak, o jovem de 18 anos que morreu depois de ter sido esfaqueado e inicialmente tratado pelas autoridades como suspeito. Vickrum Digwa, de 23 anos, acabou condenado pelo homicídio do estudante.
A ministra do Interior britânica defendeu hoje uma investigação à atuação da polícia, no ano passado, por deter e algemar erradamente uma vítima de esfaqueamento, mas alertou para a manipulação política do caso.
Um executivo da empresa norte-americana Walt Disney Company, detido num aeroporto de Moscovo em janeiro, foi hoje condenado a dois anos e meio de prisão por um tribunal russo por posse e tentativa de contrabando de droga.
Um português de 26 anos morreu após uma violenta agressão numa rua espanhola, num caso que está agora a ser investigado pelas autoridades de La Rioja.