Aumento da criminalidade preocupa cidadãos e autoridades

© D.R.

Portugal tem registado um aumento preocupante na insegurança e na criminalidade, o que tem alarmado tanto os cidadãos como as autoridades.

Nos últimos meses, incidentes como assassínios, assaltos, furtos e agressões violentas têm-se tornado mais frequentes em diversas regiões do país, especialmente nas grandes áreas urbanas como Lisboa e Porto. Este crescimento na criminalidade está a gerar um clima de apreensão entre a população, que começa a sentir os efeitos da violência mais próxima da sua realidade quotidiana.

As autoridades têm intensificado os esforços para combater esta tendência, no entanto, os poucos meios de que dispõem têm-se revelado insuficientes para fazer face a este aumento, criando a perceção de que as forças de segurança estão sobrecarregadas e incapazes de responder eficazmente à crescente onda de criminalidade.

A sensação de insegurança persiste, refletida num maior número de denúncias e numa crescente demanda por medidas mais eficazes. Muitos apontam para o descontrolo na imigração e para o sentimento de impunidade entre os criminosos como dois dos principais fatores que contribuem para este aumento. A perceção de que crimes graves, como assassínios e agressões violentas, estão a aumentar, tem levado a um sentimento generalizado de medo e incerteza.

O partido CHEGA, conhecido pelas suas posições firmes em relação à imigração e à segurança, tomou a liderança nesta luta, convocando uma manifestação “contra a imigração descontrolada e a insegurança” para o próximo dia 21 de setembro, em Lisboa. Esta ação reflete a crescente preocupação entre segmentos da população que veem na imigração descontrolada uma das causas do aumento da criminalidade.

Últimas do País

Quinze pessoas deram entrada no Hospital de Santo André, em Leiria, por intoxicação com monóxido de carbono com origem em geradores, após a depressão Kristin, disse hoje à agência Lusa fonte hospitalar.
O candidato presidencial André Ventura apontou hoje um "falhanço do Estado" na gestão dos efeitos do mau tempo e apelou ao Governo que lance uma linha de apoio a fundo perdido e empenhe mais militares na ajuda às populações.
O Comando de Emergência e Proteção Civil de Lisboa e Vale do Tejo alertou hoje para o risco de ocorrência de inundações, cheias, penetrações de terras e derrocadas devido ao mau tempo e à subida dos caudais.
O Hospital de Santo André, em Leiria, recebeu 545 feridos com traumas devido a situações relacionadas com acidentes em trabalhos de limpeza e reconstrução após a depressão Kristin, revelou à Lusa fonte hospitalar.
O presidente do conselho de administração da E-Redes, José Ferrari Careto, afirmou hoje não haver previsibilidade sobre quando será possível ter o restabelecimento total de energia elétrica à região afetada pela depressão Kristin.
Com casas destruídas, dias sem eletricidade e prejuízos que contam-se em milhares de euros, o Governo respondeu à tempestade Kristin com cheques de poucas centenas. População aponta os apoios como “desfasados da realidade” e incapazes de responder aos custos reais de recuperação.
Um homem morreu na madrugada de hoje no concelho de Leiria por intoxicação com monóxido de carbono com origem num gerador, disseram à Lusa fontes da Guarda Nacional Republicana (GNR) e da Proteção Civil.
Luís Montenegro declarou o prolongamento do estado de calamidade até dia 8 de fevereiro, logo após a reunião de Conselho de Ministros, em São Bento.
O Governo reúne-se hoje em Conselho de Ministros extraordinário para analisar a situação de calamidade, as medidas de prevenção para os próximos dias e a recuperação das zonas afetadas pela depressão Kristin.
A pilhagem de cabos elétricos na Marinha Grande, distrito de Leiria, é um dos motivos para a falta de água no concelho, um dos mais fustigados pela tempestade da passada quarta-feira, disse hoje o presidente da Câmara.