PR quer reunir de novo o Conselho de Estado depois de apresentada a proposta de OE2025

O Presidente da República quer reunir novamente o Conselho de Estado depois da apresentação da proposta de Orçamento do Estado para 2025, e rejeitou que a reunião de 01 de outubro seja para condicionar as negociações orçamentais.

Sitio da Presidência da Republica Portuguesa

“Não, pelo contrário. A ideia é a oposta. A ideia é falar-se à vontade, olhando para a evolução no mundo, na Europa e em Portugal, sem haver ainda aquela pressão que tem a ver com o desfecho de uma votação que, em princípio, será no final de novembro”, declarou Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas durante a Festa do Livro nos jardins do Palácio de Belém, em Lisboa.

A Presidência da República divulgou hoje de manhã que o chefe de Estado convocou uma reunião do Conselho de Estado para 01 de outubro “para analisar a situação económica e financeira internacional e nacional”, que antecede a entrega da proposta de Orçamento do Estado pelo Governo na Assembleia da República, prevista para 10 de outubro.

 Interrogado sobre o objetivo desta reunião do seu órgão político de consulta, Marcelo Rebelo de Sousa respondeu que já tinha feito saber aos conselheiros de Estado que iria convocá-los para duas reuniões no segundo semestre deste ano, uma primeira sobre “a situação económica internacional e internacional, geral, abstrata”, que foi agora marcada.

“E depois um segundo Conselho de Estado sobre o Orçamento do Estado, portanto, já mais adiante, depois de ter sido apresentada a proposta de lei do Governo”, completou.

De acordo com o chefe de Estado, a segunda reunião ainda não tem data: “Ainda não, depois veremos. Aí há uma coisa importante é saber primeiro qual é a proposta de lei apresentada, depois ver as reações à proposta de lei. E depois, assim, logo que possa, eu marcarei o segundo”.

Últimas de Política Nacional

O candidato presidencial António José Seguro assumiu sem rodeios que usará todos os poderes de Belém para impedir soluções governativas à direita.
Apesar do estado de calamidade decretado em dezenas de concelhos após a tempestade Kristin, António José Seguro afasta qualquer adiamento das eleições presidenciais. O candidato sublinha que o processo já está em curso, lembra o voto antecipado em mobilidade e garante que estão asseguradas condições para votar no próximo domingo, numa posição que contrasta com a defendida por André Ventura.
O partido liderado por André Ventura exige explicações urgentes sobre indemnizações, resposta das seguradoras e atrasos no apoio a famílias e empresas afetadas pelo temporal que deixou mortos, destruição e prejuízos milionários.
O CHEGA quer levar o ministro da Agricultura ao Parlamento para explicar por que razão os agricultores afetados pela tempestade Kristin continuam sem liquidez, apesar das promessas de milhões anunciadas pelo Governo.
André Ventura diz que não existem condições mínimas para eleições e propõe suspender a segunda volta das eleições presidenciais a Belém, enquanto as populações lutam para sobreviver.
O Ministério Público angolano quer Ricardo Leitão Machado como arguido por suspeitas de burla qualificada em negócios avaliados em centenas de milhões de dólares. O empresário é cunhado do ministro da Presidência e está no centro de uma investigação que atravessa Angola, Portugal e os Estados Unidos.
Frederico Perestrelo Pinto, de 25 anos, passará a auferir 4.404 euros brutos mensais, um valor próximo do vencimento de um deputado. Nomeação assinada por três ministros levanta dúvidas.
O candidato presidencial André Ventura pediu hoje ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, para cancelar a visita a Espanha, prevista para sexta-feira, para poder estar junto das populações afetadas pelo mau tempo.
O candidato presidencial André Ventura afirmou hoje que parece que o país está "sem rei nem roque", criticando a ida do Presidente da República para fora do país e o não acionamento do Mecanismo Europeu de Proteção Civil.
A ministra da Administração Interna será chamada ao Parlamento para explicar a resposta à tempestade Kristin e as falhas do SIRESP, numa audição exigida pelo CHEGA, depois de relatos de comunicações cortadas e populações isoladas.