Ventura defende demissão de diretor-geral dos Serviços Prisionais

O presidente do CHEGA defendeu hoje a demissão do diretor-geral de Reinserção e Serviços Prisionais e considerou que a ministra da Justiça deve assumir responsabilidades pela fuga de cinco reclusos do Estabelecimento Prisional de Vale de Judeus.

© Folha Nacional

“Eu sei que hoje a senhora ministra da Justiça falará finalmente ao país sobre o que aconteceu na prisão de Vale dos Judeus, e o que eu espero é que não só assuma a sua responsabilidade, como também consiga retirar as responsabilidades que têm de ser retiradas na Direção-Geral dos Serviços Prisionais”, afirmou André Ventura.

O líder do CHEGA falava aos jornalistas antes do arranque do segundo e último dia das jornadas parlamentares do partido, que decorrem em Castelo Branco.

“O país precisa de responsabilidade hoje, precisa de um sinal político de responsabilização”, defendeu, apelando a Rita Alarcão Júdice que assuma a “sua responsabilidade política” e também do diretor-geral de Reinserção e Serviços Prisionais, Rui Abrunhosa Gonçalves, e do vice-presidente para a área da segurança, sustentando que “esta fuga envergonha o país e tem que ter consequências políticas”.

Questionado se os dois responsáveis devem ser demitidos, André Ventura disse que, se fosse o responsável pela tutela, “era o que fazia”.

“Dos sindicatos aos corpos especializados de segurança interna já todos apontaram as falhas. Este Governo entrou em funções há meses e estas falhas não são de agora, aliás, decorrem maioritariamente de legislação aprovada durante o Governo do Dr. António Costa. Eu diria que a grande falha está nos serviços prisionais, que permitiram não só a presença destes dois reclusos, não só destes, mas também destes dois reclusos, juntos, as falhas brutais ao nível da organização e da vigilância, as falhas brutais em Vale de Judeus, que eram conhecidas, quanto ao número de efetivos e também às condições”, argumentou.

“Se o diretor diz sempre que está tudo bem, não percebe o que aconteceu, o achincalhar a que está a ser sujeito Portugal a nível internacional, e entende que não deve retirar nenhuma responsabilidade… Bom, é porque neste país ninguém assume responsabilidade por nada e é um mau sinal político”, defendeu.

Últimas de Política Nacional

O líder do CHEGA diz que mais de 90% dos contratos públicos podem escapar ao controlo prévio e acusa PSD e PS de enfraquecerem a fiscalização do dinheiro dos portugueses.
Os alertas surgem numa altura em que continuam a multiplicar-se investigações relacionadas com corrupção, contratação pública e utilização de fundos públicos em Portugal.
Raul Cunha, ex-presidente da Câmara de Fafe, eleito pelo PS, e membros do antigo executivo municipal vão responder em tribunal por alegados crimes ligados a contratação pública e negócios com uma cooperativa participada pelo próprio município.
Depois de anos de discursos sobre transparência e combate à corrupção, PSD e PS juntaram-se numa proposta que mexe com o escrutínio dos dinheiros públicos.
O constitucionalista Jorge Bacelar Gouveia considerou hoje que o Tribunal Constitucional impediu a aplicação de uma medida que a Constituição já permite, ao declarar inconstitucional o decreto que instituía a perda de nacionalidade para crimes graves.
Num país onde a maioria dos portugueses luta para chegar ao fim do mês, o CHEGA questiona como é possível existirem funcionários de organismos públicos a ganhar mais do que o próprio Primeiro-Ministro.
André Ventura considerou esta terça-feira que o primeiro-ministro “não pode pedir” ao CHEGA para viabilizar reformas “más para o país” e defendeu que o Governo “será avaliado” tanto pelas reformas que fez como por aquelas que não fez.
O líder do CHEGA, André Ventura, assegurou hoje que "não assinará nunca" uma reforma laboral que dificulte a vida dos trabalhadores e pediu ao Governo que faça um esforço de aproximação.
O presidente do CHEGA indicou hoje que o partido não aceita qualquer reforma que se traduza em "menos fiscalização" no Tribunal de Contas.
O líder do CHEGA, André Ventura, considerou esta sexta-feira que a proposta de lei do Governo para alterar a lei laboral "é má" e, como está, "não deve ser aprovada", mas indicou que mantém a disponibilidade para negociar.