Técnicos de reinserção pedem ao PR intervenção junto do Governo para rever carreiras

O Sindicato dos Técnicos da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (SinDGRSP) entregou hoje um documento na Presidência da República sobre a falta de revisão das carreiras e apelou à intervenção de Marcelo Rebelo de Sousa junto do Governo.

© D.R.

 

“O documento que entregámos foi apenas a pedir que se cumpra a Constituição: para trabalho igual, salário igual. É o mínimo que o Presidente da República deve fazer: garantir que se cumpra a Constituição”, afirmou à Lusa o presidente do sindicato, Miguel Gonçalves, após a entrega do documento, no âmbito da vigília de 16 horas que estes profissionais estão a efetuar junto do Palácio de Belém, em Lisboa.

Miguel Gonçalves explicou que a comitiva sindical esteve reunida cerca de meia hora com duas assessoras do chefe de Estado e que estas “perceberam perfeitamente o que estava a acontecer e vão remeter o documento para o Governo, que é a quem compete rever as carreiras”.

Em causa está a ausência de revisão da carreira destes profissionais desde 2008, ano em que entrou em vigor a lei que previa a transição destas carreiras para as novas carreiras gerais de técnico superior. A transição das carreiras, segundo o diploma aprovado em fevereiro de 2008, deveria ter sido consumada no prazo de 180 dias.

O dirigente assegurou que as reivindicações foram compreendidas e que o sindicato será notificado do envio do documento para o executivo, mostrando-se expectante sobre os resultados desta iniciativa.

“Em virtude dos anos de espera já não estou tão otimista, mas, de alguma forma, estou satisfeito por termos sido recebidos e por terem compreendido esta injustiça que estão a cometer no Ministério da Justiça”, frisou, continuando: “Se não houver de alguma forma resposta, teremos de ir para a porta do Ministério (com a tutela) da Administração Pública até sermos recebidos”.

Contudo, Miguel Gonçalves definiu já um prazo para obter respostas sobre a revisão da carreira e uma nova reunião em que esteja presente a secretária de Estado da Administração Pública, avisando que podem surgir mais protestos dos técnicos de reinserção social e de reeducação. “Até ao final do mês temos de ter uma data. Se não tivermos uma data, avançamos com novas greves”, concluiu.

Segundo o sindicato, a manifestação visou pressionar a convocação de uma reunião com o Ministério da Justiça e a secretária de Estado da Administração Pública, com a entrega de uma proposta de revisão da carreira com efeitos retroativos a janeiro deste ano, além da definição de um calendário negocial.

Já no final de agosto, o SinDGRSP tinha anunciado a apresentação de uma queixa à Comissão Europeia por alegada violação do Estado português dos direitos à igualdade e a condições de trabalho justas dos seus trabalhadores.

Últimas do País

O tribunal aplicou prisão preventiva ao suspeito dos crimes de violação e roubo de uma peregrina do Caminho de Santiago, em agosto, no concelho de Vila do Conde, informou fonte judicial.
Um homem de 29 anos, residente em Lousada, terá conseguido emprego numa transportadora de Penafiel com o objetivo de furtar mercadorias. Durante mais de um ano, o suspeito e um cúmplice terão desviado perfumes, telemóveis, equipamentos informáticos e outros produtos, num esquema que envolvia compradores habituais de artigos roubados.
O ‘burnout’ pode afetar até 75% dos médicos internos e comprometer a qualidade dos cuidados e a segurança dos doentes, segundo uma revisão publicada na Acta Médica Portuguesa, que defende políticas nacionais de prevenção e proteção da saúde mental.
A PSP do Porto deteve sete homens, com idades entre 17 e 45 anos, por suspeita de tráfico de droga, em ações de patrulhamento nas cidades do Porto e da Maia.
Dois jovens de 17 anos foram agredidos e ameaçados durante um assalto na via pública, em Mafra. A GNR deteve um suspeito de 18 anos, que tinha na sua posse um blusão roubado a uma das vítimas e duas facas escondidas numa mochila.
A PSP deteve uma mulher de 42 anos por suspeitas de violência doméstica continuada contra quatro familiares. As autoridades descrevem episódios de agressões diárias, ameaças de morte e exigências de dinheiro para álcool e droga.
O presidente do CHEGA, André Ventura, acusou esta segunda-feira o PS e o PCP de contestarem a aplicação de uma lei que os próprios partidos aprovaram em 1974. No Parlamento, defendeu a intervenção policial nas manifestações pela habitação.
Um problema processual atribuído ao Ministério Público comprometeu a situação judicial das alegadas responsáveis por uma rede de casamentos fraudulentos. O caso envolve 158 arguidos e suspeitas de crimes que incluem auxílio à imigração ilegal, falsificação de documentos e branqueamento de capitais.
A Fidelidade reconhece que o Elevador da Glória não podia ser considerado um transporte altamente fiável quando ocorreu a tragédia que provocou 16 mortos.
O Sindicato Independente de Todos os Enfermeiros Unidos (SITEU) apontou para uma adesão de 100% à greve marcada para hoje na Unidade Local de Saúde (ULS) Santo António, Porto, garantindo que os enfermeiros não vão desistir dos seus direitos.