Estudantes preocupados com descongelamento das propinas após encontro com ministro

A Associação de Estudantes da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (AEFLUL) manifestou-se hoje preocupada com o possível descongelamento do valor das propinas, depois de um encontro com o ministro da Educação, Ciência e Inovação.

© D.R.

Nas últimas semanas, o ministro Fernando Alexandre tem recusado revelar se o Governo pretende inscrever na proposta de Orçamento do Estado para 2025 (OE2025) o descongelamento das propinas, uma hipótese que tem preocupado os estudantes, que hoje tiveram oportunidade de questionar diretamente o responsável pela pasta do Ensino Superior.

Fernando Alexandre participou no primeiro dia do Encontro Nacional de Direções Associativas (ENDA), que está a decorrer em Évora, e, segundo o relato da AEFLUL, não confirmou inequivocamente essa intenção.

No entanto, escreve a associação em comunicado, o ministro defendeu a autonomia das instituições e disse olhar para as propinas como modelo de financiamento, reconhecendo que não defende o congelamento.

“A gravidade destas declarações merecem todo o repúdio e são bastante reveladoras do caminho que este executivo pretende prosseguir: um caminho de elitização e privatização do ensino superior público, um caminho de aumento da propina, do subfinanciamento”, refere a AEFLUL.

O valor das propinas dos cursos do ensino superior e dos cursos técnicos superiores profissionais públicos está congelado desde 2021, em resposta à pandemia da covid-19, não sofrendo quaisquer aumentos desde então.

Os estudantes questionaram também o ministro sobre o futuro do antigo edifício do Ministério da Educação, na Avenida 5 de Outubro, em Lisboa, onde, em 2019, foi anunciado que seria construída uma residência universitária.

Cinco anos depois, o projeto ainda não arrancou e poderá não chegar a sair do papel.

Segundo relata a AEFLUL, Fernando Alexandre afirmou que os custos do projeto são elevados e está em cima da mesa a venda do edifício e aquisição de outro para a construção da prometida residência.

“Mais uma vez se vende património do Estado ao desbarato para assegurar os interesses privados e não para dar as 700 camas que os estudantes tanto necessitam”, escreve a associação.

A Lusa questionou o Ministério da Educação, Ciência e Inovação sobre a proposta de descongelamento do valor das propinas e a venda do edifício na Avenida 5 de Outubro, sem resposta até ao momento.

Últimas do País

Portugal aplicou quase 29 mil medidas alternativas à privação de liberdade em 2024, segundo estatísticas oficiais hoje publicadas pelo Conselho da Europa, sendo um dos países que mais aplica a suspensão de pena.
Diploma apresentado pelo partido de André Ventura defende a proibição da ocultação do rosto em espaços públicos, alegando que a medida reforça a segurança e facilita a identificação das pessoas.
O Hospital de Santa Marta, em Lisboa, ultrapassou os 500 transplantes pulmonares realizados, mas a escassez de dadores limita a atividade do único centro de transplantação pulmonar do país, 25 anos após o arranque do programa.
A GNR deteve três homens, entre os 21 e os 38 anos, por suspeitas de tráfico de droga e apreendeu cocaína, liamba, haxixe e canábis, nos concelhos de Reguengos de Monsaraz e Borba, foi hoje revelado.
Uma mulher de 48 anos foi detida por ser suspeita de ter ateado um incêndio no concelho de Miranda do Corvo, distrito de Coimbra, que terá consumido cerca de 1,2 hectares de área florestal, revelou hoje a Polícia Judiciária.
Suspeito, de 32 anos, alegadamente intimidou um segurança com uma arma proibida. A rápida intervenção da PSP pôs fim à ameaça e levou à sua detenção.
Cerca de 1.500 pessoas juntaram-se hoje num protesto contra a falta de água na Costa da Caparica em que exigiram soluções para o problema e pediram a demissão da presidente da Câmara de Almada, Inês de Medeiros.
Mais de 70 concelhos do interior Norte e Centro do país e uma dezena do Alentejo e Algarve estão hoje em perigo máximo de incêndio rural, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Responsável da repartição da Mealhada e três empresários foram detidos pela PJ. Investigação aponta para um esquema fraudulento de legalização de cidadãos estrangeiros.
A Blat – Creative Powerhouse desenvolveu o sistema informático que suporta a correção das provas do ensino secundário. Garante, porém, que não participou na digitalização nem na classificação das provas.