Comissão de inquérito agenda audição de Albuquerque para 31 de outubro

A comissão de inquérito na Assembleia Legislativa da Madeira para “apuramento de responsabilidades políticas no combate aos incêndios ocorridos entre 14 e 26 de agosto” aprovou hoje a audição do presidente do Governo Regional para 31 de outubro.

© Facebook/Miguel Albuquerque

De acordo com a calendarização hoje aprovada, Miguel Albuquerque, que poderá decidir responder por escrito à comissão, será ouvido às 14:00.

A primeira personalidade a ser ouvida será o secretário regional da Proteção Civil e Saúde, Pedro Ramos, em 29 de outubro.

A comissão parlamentar de inquérito agendou ainda as audições do investigador Duarte Caldeira e do professor Miguel Sequeira para 04 de novembro, do engenheiro João Silva (06 de novembro), do secretário-geral do Sindicato Nacional de Proteção Civil, José Velho (11 de novembro), do presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, António Nunes (20 de novembro), do comandante da companhia de Bombeiros Sapadores de Santa Cruz, Leonardo Pereira (26 de novembro), e do presidente do Serviço Regional de Proteção Civil, António Nunes (28 de novembro).

Estão previstas outras 10 audições, sendo que no decurso dos trabalhos podem sempre ser pedidas mais auscultações ou mais documentação, conforme indicou a presidente da comissão de inquérito, Sancha Campanella (PS).

Não foram agendadas audições para dezembro, pois será um mês marcado pela discussão do Orçamento Regional para 2025, referiu a socialista.

Em causa está o incêndio rural que deflagrou na ilha da Madeira em 14 de agosto, nas serras do município da Ribeira Brava, propagando-se progressivamente aos concelhos de Câmara de Lobos, Ponta do Sol e Santana. No dia 26, ao fim de 13 dias, a Proteção Civil regional indicou que o fogo estava “totalmente extinto”.

Dados do Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais apontam para 5.104 hectares de área ardida, embora as autoridades regionais tenham sinalizado 5.116.

Segundo o executivo madeirense, não houve registo de feridos ou da destruição de casas e infraestruturas públicas essenciais, mas foram atingidas áreas florestais e pequenas produções agrícolas.

Em 05 de setembro, o presidente do PS/Madeira, Paulo Cafôfo, anunciou que o partido tinha requerido uma comissão parlamentar, considerando ser “imperativo averiguar minuciosamente tudo o que se passou desde o início do fogo, no dia 14 de agosto, até à sua extinção, declarada no dia 26, escrutinando todos os passos que foram dados e a estratégia e a ação seguidas pelos membros do Governo Regional com responsabilidades em matéria de proteção civil”.

O dirigente socialista referiu que o processo de gestão do incêndio rural “ficou marcado pelas contradições entre os responsáveis políticos e operacionais e por uma evidente descoordenação na gestão do combate ao fogo”.

Com a constituição da comissão de inquérito, “na qual deverão ser ouvidos os governantes, mas também especialistas e técnicos”, os socialistas pretendem “apreciar os atos praticados, direta ou indiretamente, pelo Governo Regional, as condições, o tempo e os termos em que foi prestada a intervenção e apurar os meios utilizados”.

O regresso do presidente do Governo Regional, o social-democrata Miguel Albuquerque, à ilha do Porto Santo, depois de se ter deslocado um dia à Madeira, enquanto o incêndio se mantinha ativo, e a alegada demora no pedido de reforço de meios aéreos para o combate ao fogo são questões criticadas pelos diferentes partidos políticos no arquipélago.

A resposta ao incêndio chegou a motivar a presença de um comandante de bombeiros na Comissão de Saúde e Proteção Civil do parlamento da Madeira, por solicitação do JPP, mas as restantes audições neste âmbito foram anuladas após um requerimento apresentado pelo PS, aprovado por maioria, alegando que o objetivo destas auscultações era o mesmo da comissão de inquérito.

Mantêm-se, em Lisboa, audições em comissão parlamentar na Assembleia da República.

Últimas de Política Nacional

Subsídio de reintegração pago por Bruxelas eleva rendimentos de governantes portugueses para patamares próximos dos 11 mil euros mensais. Benefício não é automático, tem de ser pedido.
Para o presidente do CHEGA, a decisão de não prolongar o estado de calamidade ignora a realidade no terreno e deixa famílias e empresas à mercê do prejuízo.
O candidato presidencial André Ventura agradeceu aos eleitores que votaram em si nas eleições presidenciais "por acreditarem num país diferente".
O valor de referência do Rendimento Social de Inserção (RSI) vai aumentar 5,33 euros, segundo portaria hoje publicada.
Pontes, barragens e outras infraestruturas públicas críticas poderão vir a ser alvo de uma avaliação técnica urgente, caso seja aprovada uma proposta apresentada pelo CHEGA na Assembleia da República.
O antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho acusou hoje governantes de viciarem concursos para altos cargos na administração pública, afirmando que "a maior parte das pessoas que concorrem sabe que já está tudo decidido antes do concurso ser feito".
O apuramento dos votos da emigração em 107 consulados, referentes à segunda volta das eleições presidenciais, deu a vitória a André Ventura com 50,81%, segundo os dados publicados pelo Ministério da Administração Interna (MAI).
O Ministério Público do Porto abriu um novo inquérito para investigar uma alegada discrepância entre o custo da casa em Espinho do primeiro-ministro, Luís Montenegro, e as faturas emitidas pelos empreiteiros, noticia o Expresso.
O CHEGA apresentou na Assembleia da República um projeto de lei que prevê o fim da subvenção mensal vitalícia atribuída a antigos titulares de cargos políticos, através de um processo de redução progressiva do benefício ao longo de três anos, seguido da sua extinção definitiva.
O partido levou ao Parlamento uma proposta que limita a exibição de símbolos em edifícios públicos aos emblemas oficiais do Estado, afastando bandeiras ideológicas, LGBT ou associativas e reacendendo o debate sobre neutralidade, identidade e liberdade simbólica nos espaços públicos.