Espanha reforça militares no terreno em Valência para resgatar corpos e abastecer populações

O Governo espanhol somou hoje 500 militares aos 1.200 que desde terça-feira estão nas áreas devastadas pelo mau tempo na Comunidade Valenciana, onde dezenas de pessoas continuam desaparecidas e há problemas de abastecimento de água e alimentos.

© LUSA/Biel Aliño

Segundo a ministra da Defesa, Margarita Robles, há mais 500 militares no terreno desde as 08:00 de hoje (07:00 em Lisboa) e nos próximos dias serão incorporados mais elementos das Forças Armadas, “todos os necessários”.

“Estamos a trazê-los de toda a Espanha”, afirmou, em declarações à televisão pública espanhola (TVE).

A ministra disse que os militares no terreno têm “muitíssimas missões”, desde tentar encontrar pessoas ainda vivas após o temporal de terça-feira à noite a resgatar corpos, desimpedir estradas ou abastecer populações que estão sem água potável, alimentos ou medicamentos.

As Forças Armadas vão também hoje instalar duas morgues na região de Valência, assim como avançar com equipas de psicólogos para apoio a afetados e familiares das vítimas mortais, disse Margarita Robles.

“As forças armadas vão estar em todas as localidades afetadas, onde for preciso, sem nenhum tipo de limitação de meios”, garantiu, confrontada com queixas de populações de várias localidades por falta de assistência mais de 48 horas após o temporal, que matou pelo menos 158 pessoas no leste de Espanha, segundo os dados oficiais.

As autoridades espanholas reconheceram na quinta-feira à noite, pela primeira vez, que ainda permanecem “dezenas e dezenas” de pessoas desaparecidas nas áreas afetadas pelo mau tempo.

A ministra da Defesa confirmou hoje que “infelizmente se está a perceber que há muitos” casos de pessoas que ficaram submersas em garagens inundadas e que existe a possibilidade de haver corpos dentro dos milhares de carros arrastados pelas águas e que continuam empilhados em ruas de diversas localidades e outras estradas.

“É uma tragédia de proporções absolutamente incríveis”, assumiu a ministra.

Várias regiões de Espanha estão desde terça-feira sob a influência de uma “depressão isolada em níveis altos”, um fenómeno meteorológico conhecido como DANA em castelhano e como DINA em português.

O fenómeno causou chuvas torrenciais e ocorrências em diversos pontos de Espanha, sobretudo na costa do Mediterrâneo.

A região mais afetada foi a Comunidade Valenciana, no leste do país, com chuvas com níveis inéditos.

Últimas do Mundo

Os comboios suburbanos estão parados em toda a região espanhola da Catalunha por tempo indeterminado depois de um acidente na terça-feira em que morreu uma pessoa e cinco mortes com gravidade.
Federação Nacional dos Sindicatos de Explorações Agrícolas (FNSEA) espera mobilizar esta terça-feira até 700 tratores e 4.000 manifestantes em Estrasburgo.
Cerca de 1.520 milhões de turistas viajaram para o estrangeiro em 2025, um ano "recorde", segundo uma estimativa publicada hoje pela Organização Mundial do Turismo (OMT), que destaca, em particular, um forte dinamismo em África e na Ásia.
O número de mortos no acidente de comboio em Adamuz (Córdova), Espanha, subiu de 40 para 41, disseram à agência de notícias espanhola EFE fontes próximas da investigação.
Mesmo com Espanha mergulhada no luto após a tragédia ferroviária que matou 39 pessoas em Adamuz, o Governo manteve esta segunda-feira a redistribuição aérea de imigrantes ilegais a partir das Canárias, transferindo mais de 180 pessoas para Madrid.
O total de mortos na época das chuvas em Moçambique subiu para 111, com três desaparecidos e 98 pessoas feridas, segundo balanço do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) consultado hoje pela Lusa.
O Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC, sigla em inglês) alertou hoje para o risco de resistência antimicrobiana com o uso frequente de doxiciclina na profilaxia pós-exposição a doenças sexualmente transmissíveis.
Habitação mista criada para “promover a integração” acabou marcada por denúncias de violações, assédio sexual e violência. Queixas repetidas foram ignoradas e só anos depois houve detenções.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros informou hoje que até ao momento não há conhecimento de vítimas portuguesas a registar no acidente ferroviário no domingo em Córdova, Espanha, que causou pelo menos 39 mortos.
A afluência às urnas na cidade suíça de Lugano para as eleições presidenciais deste ano em Portugal é a ser maior do que nos anteriores atos eleitorais, apesar da crónica abstenção elevada, sobretudo numa eleição que exige voto presencial.