Ataque israelita faz seis feridos em campanha de vacinação em Gaza

A Organização Mundial de Saúde (OMS) disse que seis pessoas, incluindo quatro crianças, ficaram feridas num ataque israelita contra um centro de cuidados de saúde primários no norte da Faixa de Gaza.

© Facebook dos Médicos Sem Fronteiras

O diretor da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse no sábado que o ataque atingiu o centro de saúde Sheikh Radwan, “horas após o reinício da campanha de vacinação”, em plena “pausa humanitária”.

A terceira fase de vacinação contra a poliomielite no norte de Gaza, suspensa desde dia 23 por falta de garantias de segurança, foi retomada precisamente no sábado.

Adhanom alertou, na rede social X (antigo Twitter) ,que estes ataques “colocam em risco a proteção da saúde das crianças e podem desencorajar os pais de levarem os seus filhos para serem vacinados”.

O líder da OMS descreveu a situação no terreno como “extremamente preocupante” e advertiu que “estas pausas vitais específicas de cada zona humanitária devem ser estritamente respeitadas. Cessar-fogo!”.

Numa resposta dada aos meios de comunicação israelitas, as Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) negaram quaisquer operações contra centros de saúde na zona e rejeitaram as afirmações do diretor da OMS.

“Estamos cientes de uma queixa sobre danos a civis palestinianos no centro de vacinação Sheikh Radwan, no norte da Faixa de Gaza. Ao contrário do que se afirma, uma investigação preliminar revela que não houve qualquer ataque por parte das forças das IDF na área no momento em questão”, disse o exército israelita, citado pelo jornal The Times of Israel.

A campanha de vacinação “foi realizada em coordenação com as IDF, através do COGAT [o organismo militar israelita encarregado da gestão dos assuntos civis em Gaza] e em cooperação com a comunidade internacional, na qual a população pode chegar em segurança aos centros médicos onde as vacinas serão administradas”, disse o exército.

As IDF alegaram que o movimento islamita palestiniano Hamas “Hamas dispara deliberadamente a partir de áreas civis, viola sistematicamente o direito internacional e explora cinicamente a população civil como escudo para atos terroristas contra o Estado de Israel”.

A OMS e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) tinham garantido uma pausa humanitária para permitir a vacinação, embora a zona onde será efetuada seja consideravelmente mais pequena do que durante a primeira fase, em setembro, e esteja limitada à capital de Gaza.

A OMS e a Unicef lamentaram que cerca de 15 mil crianças com menos de 10 anos permaneçam em zonas inacessíveis devido à falta de segurança – como Jabalia, Beit Lahiya e Beit Hanoun – e não possam ser vacinadas e frisaram que pelo menos 90% das crianças de uma comunidade têm de ser imunizadas para garantir a eficácia da campanha.

A terceira e última fase tinha como o objetivo inocular 119 mil crianças, número que provavelmente será atingido, alertaram.

Últimas do Mundo

Dezasseis membros de uma rede de prostituição chinesa foram detidos e 26 mulheres exploradas sexualmente foram libertadas em Espanha, declararam hoje as autoridades locais.
O Parlamento Europeu aprovou ontem a sua posição sobre a polémica proposta conhecida como 'Chat Control'. Contudo, o texto acabou por sofrer alterações graças a propostas apresentadas pelo grupo Patriots for Europe, onde se integram os eurodeputados do CHEGA.
As autoridades da autonomia espanhola da Andaluzia indicaram hoje que há 19 pessoas desaparecidas no incêndio em Los Gallardos, Almeria, que causou pelo menos 12 mortos e oito feridos.
O número de cidadãos portugueses e lusodescendentes que morreram no duplo sismo que atingiu a Venezuela em 24 de junho aumentou para 104 e há 57 desaparecidos, anunciou hoje o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).
O mês de junho foi o mais quente de que há registo na Europa Ocidental e o segundo mais quente no mundo, tendo em conta as temperaturas registadas em terra e no mar, indicou hoje o Serviço Copernicus.
Uma em cada cinco pessoas pode vir a ter cancro ao longo da vida, estima a Organização Mundial da Saúde (OMS) num relatório sobre a doença que atingiu mais de 20 milhões de pessoas em 2024.
Um médico alemão de cuidados paliativos foi hoje condenado a prisão perpétua pelo homicídio de 15 pacientes com grandes doses de sedativos, sendo suspeito de inúmeros outros assassinatos, anunciou um tribunal de Berlim.
Adolescente imigrante atraiu a vítima, de 13 anos, para um parque e esfaqueou-a mortalmente. Tribunal rejeitou a tese de legítima defesa e condenou o jovem à pena máxima prevista para menores.
O número de cidadãos portugueses e lusodescendentes que morreram no duplo sismo que atingiu a Venezuela há uma semana subiu para 96 e registam-se 60 portugueses desaparecidos, anunciou hoje o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).
A Polícia Judiciária (PJ) deteve três suspeitos e identificou oito vítimas numa operação internacional de combate ao tráfico humano e exploração sexual, que fez mais de mil detidos em 59 países.