Supremo confirma condenação de ex-autarca de Arouca José Artur Neves

O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) confirmou a condenação do ex-presidente da Câmara de Arouca José Artur Neves e de um empresário da construção civil num caso relacionado com a adjudicação de obras públicas sem concurso público.

© LUSA/Tiago Petinga

O acórdão, datado de 31 de outubro e consultado hoje pela Lusa, negou provimento aos recursos interpostos pelas defesas dos dois arguidos, mantendo-se a decisão recorrida.

A defesa do antigo autarca, que foi também secretário de Estado da Proteção Civil, pedia no recurso que o arguido fosse absolvido, mantendo-se a decisão da primeira instância, e considerava incorreta a condenação solidária na perda de vantagens, por entender que este não tinha beneficiado de nenhuma vantagem, mas os juízes conselheiros não tiveram a mesma opinião.

O caso está relacionado com a celebração de um contrato de empreitada de obras públicas pelo município de Arouca, visando a pavimentação de um troço de estrada durante as eleições autárquicas de 2017, de modo meramente verbal, ordenada pelo então presidente da autarquia, José Artur Neves, com o acordo da sua vice-presidente, Margarida Belém, que viria a ser a sua sucessora e lidera aquela autarquia do distrito de Aveiro.

Em julho de 2023, a atual presidente da autarquia e o empresário Carlos Pinho, que também é presidente do clube de futebol local, foram condenados no Tribunal da Feira a uma pena de um ano e três meses de prisão suspensa, cada um, por um crime falsificação de documento, tendo sido absolvidos do crime de prevaricação, enquanto José Artur Neves foi absolvido de todos os crimes.

No entanto, o Ministério Público recorreu desta decisão para o Tribunal da Relação do Porto, que condenou o antigo autarca e o empresário pelo crime de prevaricação, punindo o primeiro com uma pena de três anos de prisão suspensa e o segundo com uma pena de dois anos e meio de prisão.

Como Carlos Pinho já tinha sido condenado na primeira instância por um crime de falsificação de documento foi necessário fazer um cúmulo jurídico, tendo-lhe sido aplicada uma pena única de três anos de prisão, também suspensa.

Os três arguidos e a empresa de Carlos Pinho foram ainda condenados a pagar solidariamente ao Estado cerca de 2.300 euros relativamente à vantagem indevidamente obtida.

A sociedade arguida foi também condenada por um crime de falsificação na pena de 150 dias de multa, à taxa diária de 150 euros, totalizando 22.500 euros.

Além deste caso, José Artur Neves e Carlos Pinho são ainda arguidos num outro processo relacionado com a adjudicação de obras públicas sem concurso público, em que respondem pela prática dos crimes de prevaricação e falsificação de documento, juntamente com mais três arguidos e uma empresa, que vai ser julgado no Tribunal da Feira.

O ex-secretário de Estado da Proteção Civil é ainda arguido no processo das golas antifumo, que começou a ser julgado na segunda-feira, no Juízo Central Criminal de Lisboa.

Últimas do País

Um português, de 36 anos, procurado pelas autoridades francesas por uma denúncia de fraude fiscal foi encontrada e detida no distrito de Viana do Castelo, anunciou hoje a Polícia Judiciária (PJ).
A PSP apreendeu mais de 550 equipamentos elétricos e eletrónicos falsificados e cerca de 250 maços de tabaco ilegais durante ações de fiscalização a estabelecimentos comerciais na Amadora, no distrito de Lisboa, anunciou hoje uma força de segurança.
Uma mulher foi hoje encontrada inconsciente na A8 e transportada para o hospital de Leiria, estando o caso a ser investigado pela GNR por suspeitas de ofensas à integridade física, disse fonte oficial.
A coordenadora da Unidade de Voz do Hospital Egas Moniz alertou hoje para o aumento de casos do Vírus do Papiloma Humano (HPV) na laringe, incluindo em crianças, algumas das quais chegam a necessitar de traqueostomia para conseguir respirar.
Os concelhos de Tavira, no distrito de Faro, e de Idanha-a-Nova, no distrito de Castelo Branco, apresentam hoje risco muito elevado de incêndio, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Eurico Castro Alves, médico que coordenou plano de saúde do PSD, recebeu 178 mil euros em “comissões” por cirurgias. A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) aponta irregularidades e admite devolução das verbas.
A recolha de dados biométricos nas partidas nos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro foi retomada ao início da tarde, após ter sido suspensa durante a manhã devido às filas de espera, disse à Lusa o porta-voz da PSP.
O Grupo VITA, criado pela Conferência Episcopal Portuguesa para acompanhar as situações de abuso sexual na Igreja Católica, tem recebido novas denúncias que visam agressores que já morreram, disse hoje a sua coordenadora.
A Polícia Judiciária (PJ) detectou no Porto um cidadão português procurado na Alemanha por crimes de burla e fraude fiscal decorrentes, que terá causado prejuízos superiores a 6,4 milhões de euros, foi hoje anunciado.
A Capitania do Porto do Funchal prolongou o aviso de agitação marítima forte na orla costeira do arquipélago da Madeira até às 06h00 de domingo e cancelou o de mau tempo, que estava em vigor desde terça-feira.