CHEGA propõe acabar com metade dos cargos políticos em Portugal

A proposta do partido, destinada a provocar “uma poupança de milhões”, deverá implicar que haja menos vereadores e deputados municipais, mas também uma redução do número de freguesias.

© Folha Nacional

O presidente do CHEGA, André Ventura, apresentou nesta sexta-feira o objetivo de reduzir para metade o número de autarcas em Portugal nos próximos quatro anos.

“Temos autarcas e cargos eleitos a mais”, defendeu Ventura.

Durante uma conferência de imprensa para apresentar as “cerca de 600 propostas de alteração” em fase de especialidade do Orçamento do Estado para 2025, o líder do CHEGA afirmou que “nem todas as reformas podem ser populares”.

Ventura acrescentou que a proposta do partido, destinada a provocar “uma poupança de milhões”, deverá implicar que haja menos vereadores e deputados municipais, mas também uma redução do número de freguesias.

No que ao processo de discussão na especialidade do Orçamento do Estado para 2025 diz respeito, o CHEGA apresenta uma proposta para a redução em 15% da dotação orçamental para as despesas políticas dos municípios.

Últimas de Política Nacional

O presidente do CHEGA anunciou hoje o pedido de audição parlamentar urgente do ministro da Administração Interna, do secretário-geral adjunto demissionário António Pombeiro e do general Paulo Viegas Nunes, questionando a “integridade” desta escolha para o SIRESP.
O líder do CHEGA criticou hoje a “estratégia caricata” de Luís Montenegro de “recusar em público” as principais exigências do partido para rever a lei laboral, mas sem se excluir das negociações.
Demitiu-se do cargo, na sexta-feira, o secretário-geral adjunto do Ministério da Administração Interna (MAI), António Pombeiro. Foi o seu segundo pedido de demissão apresentado no espaço de um mês.
O presidente do CHEGA afirmou esta sexta-feira que “o bloco central de interesses” continua a impedir o apuramento da verdade sobre as FP-25, defendendo no Parlamento que Portugal continua sem conhecer toda a verdade sobre um dos períodos mais polémicos da democracia portuguesa.
O Parlamento aprovou hoje na generalidade uma recomendação do CHEGA que propõe ao Governo a transformação do Dia da Defesa Nacional em semana.
O Conselho Nacional do CHEGA propôs a rejeição da reforma laboral e da reforma do Estado, apresentadas pelo Governo, considerando que estes diplomas "não podem contar com o voto favorável" do partido.
O presidente do CHEGA pediu aos militantes, na intervenção de abertura do Conselho Nacional do CHEGA, responsabilidade e união, propondo que o partido se junte "por Portugal nestes próximos meses”.
O líder do CHEGA diz que mais de 90% dos contratos públicos podem escapar ao controlo prévio e acusa PSD e PS de enfraquecerem a fiscalização do dinheiro dos portugueses.
Os alertas surgem numa altura em que continuam a multiplicar-se investigações relacionadas com corrupção, contratação pública e utilização de fundos públicos em Portugal.
Raul Cunha, ex-presidente da Câmara de Fafe, eleito pelo PS, e membros do antigo executivo municipal vão responder em tribunal por alegados crimes ligados a contratação pública e negócios com uma cooperativa participada pelo próprio município.