Imigração faz subir número de residentes em Portugal

A população residente em Portugal voltou a aumentar no ano passado, pelo quinto ano consecutivo, sobretudo devido ao crescimento migratório, segundo as estatísticas demográficas referentes a 2023, publicadas hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

© Folha Nacional

Em 2023, residiam em Portugal 10.639.726 pessoas, o que representou um aumento de 123.105 habitantes em relação ao ano anterior.

De acordo com as Estatísticas Demográficas 2023, publicadas hoje no portal do INE, “o acréscimo populacional resultou do saldo migratório positivo”, com uma taxa de crescimento migratório de 1,47%, em compensação pelo saldo natural negativo.

Estima-se que tenham entrado em Portugal perto de 190 mil imigrantes permanentes, mais 13,3% do que o estimado para 2022, sendo que pouco mais de metade eram homens, 80,8% pessoas em idade ativa e mais de 70% nasceram e residiam anteriormente num país fora da União Europeia.

Por outro lado, terão saído do país 33.666 pessoas, mais 8,8% do que no ano anterior, a esmagadora maioria em idade ativa, sobretudo homens (67,5%) e 52,3% com destino a um estado-membro da União Europeia.

O balanço confirma a tendência de envelhecimento em 2023 e o índice de envelhecimento, que compara a população acima dos 65 anos com a faixa etária até aos 14 anos, também continuou a aumentar.

“Em 2023, por cada 100 jovens residiam em Portugal 188,1 idosos”, refere o relatório, que acrescenta que a idade mediana da população residente em Portugal fixou-se nos 47,1 anos, acima dos 46,9 em 2022.

Além do aumento da esperança média de vida, o envelhecimento da população está igualmente associado à baixa natalidade, ainda que, no ano passado, tenham sido contabilizados mais 2,4% de nados-vivos em relação a 2022.

Perto de um terço dos nascimentos eram filhos de mães residentes em Portugal de nacionalidade estrangeira – percentagem que registou o maior aumento entre 2022 e 2023, de 24,5% para 29,2% – e 70,8% filhos de mães nascidas no país.

Já a taxa de fecundidade geral registou o valor de 38,57 nados-vivos por mil mulheres em idade fértil e, em relação ao ano anterior, as subidas foram mais acentuadas nos grupos etários dos 20 aos 24 anos e dos 25 aos 29 anos.

Em 2023, o número médio de filhos por mulher em idade fértil rondou os 1,44 filhos, o valor mais elevado no período analisado, desde 2015, em que a idade média das mulheres ao nascimento do primeiro filho passou de 29,5 para 30,2 anos.

Registaram-se 118.295 óbitos de pessoas residentes em Portugal (50,1% de homens e 49,9%), que corresponde a uma redução de 4,9% face ao ano anterior e a uma taxa bruta de mortalidade de 11,2 óbitos por mil habitantes.

Perto de metade das mortes ocorreu em idades iguais ou superiores a 85 anos, sendo que entre as mulheres 55,4% dos óbitos ocorreu após os 85 anos e 66,4% dos óbitos dos homens em idades inferiores.

Com 210 óbitos contabilizados durante o primeiro ano de vida, a taxa de mortalidade infantil passou para 2,5 óbitos por mil nados-vivos.

“No triénio 2021-2023, a esperança de vida à nascença foi estimada em 81,17 anos, 78,37 anos para os homens e 83,67 anos para as mulheres”, acrescenta o relatório.

As Estatísticas Demográficas 2023 mostram ainda um ligeiro aumento de 0,1% no número de casamentos celebrados no ano passado, em que manteve-se a tendência das últimas décadas de adiamento da idade ao casamento: 35,8 anos para os homens e 34,3 anos para as mulheres.

Já o número de divórcios voltou a descer, depois de um aumento entre 2021 e 2022, contabilizando-se 17.430 divórcios de casais residentes em Portugal, e em idade média de 49,3 anos entre os homens e 47,0 anos entre as mulheres.

Últimas de Economia

O CHEGA/Açores alertou hoje para o desinvestimento do Governo Regional na ilha de São Miguel, destacando que o investimento por habitante previsto para 2027 é de 2.739 euros, inferior à média regional de 4.099 euros.
O sentimento económico na União Europeia e na zona euro recuou em outubro pelo segundo mês consecutivo, com uma quebra de 0,6 nas duas áreas face a setembro, fixando-se nos 96,9 pontos, divulgou hoje a Comissão Europeia.
Com os preços dos combustíveis e dos alimentos a pressionarem os orçamentos familiares e a habitação a continuar inacessível para muitos, o ministro das Finanças apresenta um retrato mais otimista: os portugueses têm melhores salários, maior poder de compra e vivem melhor do que em 2024.
O Banco Mundial prevê uma subida acumulada de 18% nos preços dos alimentos entre 2025 e 2027. Os conflitos internacionais estão a pressionar o abastecimento e os custos da energia, que deverão aumentar 32% este ano.
O preço médio da eletricidade pago pelos consumidores domésticos no mercado livre mantém-se acima do praticado no mercado regulado desde meados de 2023, embora a diferença tenha diminuído ao longo de 2025, segundo um relatório da ERSE.
A taxa de poupança das famílias diminuiu no segundo trimestre de 2026 na área do euro, na União Europeia (UE) e em Portugal, com recuos de 0,2, 0,3 e 0,5 pontos percentuais, respetivamente, face ao trimestre anterior.
Os contribuintes poderão receber menos dinheiro do Fisco em 2027. Segundo o Jornal de Notícias, o benefício sentido nos salários de novembro poderá traduzir-se numa redução de 70% dos reembolsos de IRS.
As famílias com rendimentos intermédios suportam o maior peso do imposto sobre combustíveis em proporção dos seus rendimentos. Um estudo revela que o Estado arrecadou mais de 3,7 mil milhões de euros com este imposto em 2025.
As empresas comunicaram 479 despedimentos coletivos até setembro, uma subida de quase 16% face ao período homólogo, mantendo-se no valor mais elevado desde 2020, segundo os dados divulgados pela DGERT.
Segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), o aumento homólogo de 14,2% do valor mediano da avaliação bancária – realizada no âmbito de pedidos de crédito para a aquisição de habitação – ficou abaixo do registado em agosto (14,7%), enquanto a variação em cadeia se fixou em 1,1%.