Grupo de viticultores quer suspender eleições na Casa do Douro por irregularidades

Este grupo de viticultores apresentou uma reclamação à comissão eleitoral e um pedido de impugnação das eleições para a Casa do Douro alegando que o processo está "recheado de irregularidades" e pedindo a exclusão das listas candidatas.

© D.R.

O primeiro ato eleitoral na Casa do Douro, depois de restaurada pelo parlamento como associação pública de inscrição obrigatória, está marcado para sábado, tendo sido submetidas duas listas para a direção, mas em simultâneo será também eleito o conselho regional.

A lista A – Devolver a Casa do Douro aos Pequenos e Médios Viticultores – é liderada por Manuela Alves e a lista B — Douro Unido – é encabeçada por Rui Paredes.

Na impugnação, enviada na segunda-feira à comissão eleitoral e a que a agência Lusa teve hoje acesso, os subscritores referem que “todos os projetos que nascem de forma menos lícita ou cheios de irregularidades nunca são verdadeiramente credíveis quer para os eleitos e muito menos para as pessoas que irão representar”.

 

O documento é assinado por José João Silva, Vítor Ribeiro, a Imocrotone — Sociedade Imobiliária Lda. e José Joaquim Zério e representa uma reclamação pela forma como a comissão eleitoral está a conduzir o processo, com “pouca informação” e “falta de esclarecimentos” que poderão “potenciar a abstenção”, e uma impugnação pelas irregularidades que alegam existir nas listas.

A Lusa tentou obter uma reação por parte do presidente do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP), também responsável pela comissão eleitoral, o que não foi possível até ao momento.

“Nós viticultores queremos um Douro verdadeiro e uma Casa do Douro que seja de e para todos e não apenas para alguns. Por isso, por uma questão de justiça e de igualdade de oportunidades, este processo eleitoral tem que nascer no xisto e não em areia, pois ao elegermos representantes da Casa do Douro sustentada num processo eleitoral recheado de irregularidades é nascer com pés de barro que a qualquer momento partem e fazem cair”, salientam.

Pelo que, face ao alegado incumprimento do regulamento eleitoral, pedem a exclusão das listas candidatas à direção A e B e as listas candidatas ao conselho regional, e que, consequentemente, sejam dadas “sem efeito as eleições para a Casa do Douro”.

“Caso vossa excelência não atue conforme a lei, e porque estamos aqui por imperativo de verdade e consciência, iremos lançar mão da ação de contencioso eleitoral, cujo prazo para interposição termina dia 18 de dezembro de 2024 [quarta-feira], pois acreditamos na restauração da Casa do Douro que represente todos os viticultores e isso só é possível através de umas eleições claras e transparentes, para que aquele que for efetivamente eleito expresse a vontade da maioria dos viticultores”, refere ainda a reclamação.

Os subscritores pedem que “se faça justiça, excluindo-se as listas candidatas”, que se marque um novo ato eleitoral em que as listas cumpram “todos os requisitos legais” e, se nada for feito, ponderam recorrer aos tribunais.

Como exemplo das irregularidades detetadas apontam o incumprimento do número mínimo de candidatos suplentes e um caso em que o candidato na lista da direção é também candidatado ao conselho regional.

A Casa do Douro, com sede no Peso da Régua, foi criada em 1932, viu alterados os seus estatutos para associação com gestão privada e inscrição facultativa em 2014 e regressa agora como associação pública de inscrição obrigatória.

 

Últimas de Economia

Mário Centeno, ex-governador do Banco de Portugal (BdP), disse que, com base nos valores da solução anunciada hoje por Álvaro Santos Pereira para Entrecampos, os edifícios cuja compra decidiu no ano passado já valorizaram 10 milhões de euros.
O número de turistas chegados a Portugal cresceu 3,3% em 2025 para 29,9 milhões de pessoas, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE). O mercado espanhol manteve a liderança entre os mercados emissores, apesar do decréscimo de 0,6%, representando uma quota de 23,8%.
O cabaz alimentar composto por 63 bens essenciais monitorizado pela Deco Proteste encareceu 3,08 euros na última semana, para 256,71 euros, depois da descida registada na semana anterior, informou esta quarta-feira a associação de defesa do consumidor.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que a zona euro vai crescer 0,9% este ano, uma revisão em baixa face a abril, enquanto para 2027 a projeção permanece inalterada em 1,2%, no relatório divulgado hoje.
Os custos de construção de habitação nova subiram 6,9% em termos homólogos em maio, com aumentos no preço dos materiais (6,4%) e da mão-de-obra (7,5%), segundo a estimativa do INE hoje divulgada.
O consumo de energia utilizado para arrefecer as habitações na União Europeia (UE) duplicou em apenas seis anos, impulsionado pelo aumento das temperaturas e pela maior utilização de sistemas de ar condicionado, anunciou hoje o Eurostat.
A produção industrial diminuiu 3,8% em 2025 com o valor de venda dos produtos e prestação de serviços nas indústrias transformadoras a fixar-se nos 110,6 mil milhões de euros, de acordo com o Intuito Nacional de Estatística (INE).
A proposta do CHEGA para estabelecer um teto máximo de 4.500 euros líquidos nas pensões de reforma recolhe o apoio da maioria dos portugueses. Segundo uma sondagem da Aximage, 66% dos inquiridos concordam com a medida.
O consumo de eletricidade registou novos máximos na semana passada, em meses de verão, na sequência da onda de calor que se tem feito sentir em Portugal, de acordo com dados hoje divulgados pela REN.
A remuneração dos novos depósitos a prazo aumentou em maio pelo quarto mês consecutivo, para 1,48%, uma tendência em linha com a zona do euro, apesar de continuar abaixo do verificado no mês homólogo, divulgou hoje o Banco de Portugal.