Número de migrantes irregulares a entrar no Reino Unido aumentou 25% no ano passado

Quase 37 mil migrantes irregulares chegaram ao Reino Unido em 2024, atravessando o Canal da Mancha em barcaças frágeis, o que representa mais 25% do que no ano anterior, segundo dados do Governo britânico hoje divulgados.

© Facebook Open Arms

Um total de 36.816 pessoas conseguiu realizar a perigosa travessia no ano passado, avançou o Ministério do Interior britânico.

O número é, no entanto, inferior ao recorde alcançado em 2022, quando entraram n Reino Unido mais de 45.000 migrantes irregulares através do Canal da Mancha.

O fenómeno tornou-se uma questão importante para a política britânica, tanto para os governos conservadores anteriores, bem como para os trabalhistas que chegaram ao poder este verão.

Há duas semanas a autoridade marítima do Canal da Mancha e Mar do Norte (Prémar) tinha adiantado que o número de migrantes mortos a tentar fazer aquela travessia foi, no passado, o maior de sempre, atingindo 73 pessoas.

Desde o aparecimento, em 2018, de “pequenas embarcações” para fazer a travessia, os números têm aumentado todos os anos, com os “traficantes a assumirem cada vez mais riscos”, referiu a mesma autoridade, especificando que os barcos usados são de “má qualidade” e “inadequados” para o Estreito de Pas-de-Calais, onde as condições meteorológicas são muito difíceis e onde circula perto de 25% do tráfego marítimo mundial.

Em 2024, a prática também ficou marcada por outra caraterística preocupante: o número de migrantes por barco aumentou significativamente, passando a média de pessoas por cada um para 54 por travessia, ou seja, mais 50% do que em 2022.

“Esta sobrecarga aumenta os riscos, sendo que 90% dos naufrágios envolveram barcos que transportavam 50 ou mais migrantes”, explicou a Prémar.

Por outro lado, foi registado, este ano, um outro recorde, já que houve um número inédito de pessoas que morreram a bordo destes barcos insufláveis, não por naufrágio, mas por asfixia após um esmagamento, avançou a autoridade marítima.

O alargamento das zonas de partida na costa francesa, até à Baía de Somme ou mesmo Dieppe, mais a sul, também expõe os migrantes a travessias mais longas e perigosas.

Últimas do Mundo

O português escolhido para o Comité do Prémio Nobel da Fisiologia ou Medicina disse hoje à Lusa estar "muito contente" com esta eleição, que considerou ser um "reconhecimento da investigação" que tem desenvolvido nos últimos anos.
A esperança de vida à nascença aumentou em 2024 pelo terceiro ano consecutivo, para 81,5 anos, na União Europeia (UE), após os recuos registados na pandemia de covid-19, divulga hoje o Eurostat.
Mais de 90 pessoas em 72 países foram detidas pela Interpol e 45 mil servidores e endereços na Internet bloqueados numa operação contra crimes informáticos, anunciou hoje a agência.
A Google anunciou hoje o lançamento do Groundsource, uma metodologia baseada em IA Gemini que transforma milhões de relatórios públicos em dados estruturados para prever desastres naturais, entre os quais inundações ou ondas de calor.
Espanha teve este ano os meses de janeiro e fevereiro com mais chuva em quase meio século, disse hoje a Agência Estatal de Meteorologia do país (Aemet).
Mais de metade (51%) dos cidadãos da União Europeia (UE) não utilizaram os transportes públicos em 2024, um número que aumenta para 68% entre os portugueses, indicou na quarta-feira o Eurostat, o gabinete de estatísticas da UE.
A Provedora de Justiça Europeia alertou hoje para um aumento na falta de transparência das instituições da União Europeia (UE), o que excluiu a participação dos cidadãos, admitindo poder ser necessário rever legislação sobre a matéria.
As grandes ondas de calor, como a que atingiu a América do Norte em 2021, desencadeiam efeitos ecológicos em cascata frequentemente desastrosos mas também por vezes subtis, afetando a maior parte das espécies animais, segundo um estudo publicado hoje.
O Serviço de Informações de Segurança (SIS) alertou hoje para uma campanha promovida por um Estado estrangeiro para ter acesso a dados de contas do ‘WhatsApp’ e de ‘Signal’ de governantes, diplomatas e militares.
A Europol avisou hoje que o nível de ameaça terrorista e de extremismo violento no território da UE é atualmente considerado elevado, devido à guerra no Médio Oriente, e advertiu que o risco de ciberataques também deverá aumentar.