Maior afluência e casos complexos justificam tempo de espera no hospital Santa Maria

O presidente do Conselho de Administração do Hospital Santa Maria, em Lisboa, justificou hoje o elevado tempo de espera para doentes urgentes com o aparecimento de “doentes mais complexos", mas garantiu que a unidade hospitalar tem capacidade instalada.

© D.R.

“Ontem [sábado], de facto, tivemos uma situação anómala, ou seja, um crescimento superior àquilo que era a casuística das últimas semanas”, afirmou o presidente do Conselho de Administração do hospital, Carlos Martins, em declarações aos jornalistas.

Segundo o responsável, recorreram àquela unidade hospitalar mais doentes de hospitais envolventes, assim como “doentes mais complexos”.

“É normal nesta altura do ano. Foi uma conjugação de vários fatores, entre eles alguns doentes emergentes em simultâneo, o que acaba por desregular”, observou.

Pelas 13:50, o tempo de espera para os doentes urgentes naquele que é o maior hospital do país era de 2,44 horas, mas, pelas 11:00, chegou a ser superior a 16 horas.

Carlos Martins assegurou que o elevado tempo de espera não se relaciona com a falta de médicos, uma vez que “as dotações estão de acordo com o estava planeado”.

“Não temos falta de médicos, os meios estão a funcionar”, afirmou, acrescentando que, apesar da capacidade de internamento, na segunda-feira está previsto um reforço dessa capacidade.

“Amanhã [segunda-feira] é o início de uma semana que se antevê complexa, diria difícil, e vamos abrir mais 10 camas para doenças respiratórias”, avançou, acrescentando que, a partir de segunda-feira de manhã, serão também disponibilizadas “25 camas de proximidade”.

“Os meios estão cá, estão reforçados. Não pensamos em ativar a primeira fase do plano de contingência, mas dizer com toda a tranquilidade e responsabilidade que se necessário for, ativaremos”, acrescentou.

O presidente do Conselho de Administração salientou ainda que o plano sazonal de inverno “está a funcionar sem qualquer problema” e que, prova disso foram as últimas duas semanas que, habitualmente são “muito críticas” e foram passadas “com tranquilidade”.

“Revelou-se eficaz e continuar a revelar-se”, acrescentou.

Pelas 11:00, havia 28 pessoas nas urgências a quem foi atribuída uma pulseira amarela após triagem e 13 pessoas com pulseira verde de menos urgente, que pela frente tinham um tempo de espera médio de 40 minutos. Para os casos considerados muito urgentes, o tempo de espera era de cerca de uma hora.

Quase três horas depois, o tempo de espera para os casos menos urgentes diminuiu, passando para 15 minutos, e para os casos considerados muito urgentes para cerca de meia hora.

Seis serviços de urgência estão hoje encerrados e outros 13 serviços estão reservados a urgências internas e a casos referenciados pelo INEM e pela linha SNS24, segundo dados disponíveis no site do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Os serviços encerrados situam-se maioritariamente na região de Lisboa e Vale do Tejo, havendo apenas um no Centro, e são todos relativos a urgências de Obstetrícia, Ginecologia e Pediatria.

Últimas do País

A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) entregou ao Governo um documento com propostas de alteração para “uma tabela de remuneração digna e justa”, entre outras matérias, para que dê conhecimento à tutela das matérias pendentes, segundo um comunicado.
Vários especialistas em hidráulica denunciaram esta sexta-feira, em Coimbra, a falta de manutenção da obra hidráulica do Baixo Mondego e o antigo presidente do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) Carlos Matias Ramos considerou a obra abandonada.
Os oito estrangeiros detidos na quarta-feira pela Polícia Judiciária (PJ) numa embarcação de pesca, ao largo dos Açores, com 1.800 quilos de cocaína a bordo, vão aguardar o transportador do processo em prisão preventiva, foi hoje revelado.
A pena mais gravosa foi aplicada à mulher, uma empresária de nacionalidade angolana, a qual foi condenada a cinco anos e oito meses de prisão, enquanto o homem, de nacionalidade brasileira, foi punido com uma pena de cinco anos e quatro meses de prisão, segundo um acórdão consultado esta sexta-feira pela agência Lusa.
A Comissão Utentes Fertagus enviou na quinta-feira, 12 de março, à Comissão Europeia uma queixa contra o Estado português por permitir que os passageiros sejam diariamente transportados em condições “fora do padrão europeu” e “com riscos de segurança”.
Trinta por cento da frota da Rodoviária do Tejo, concessionária dos transportes públicos de passageiros na cidade e Região de Leiria, danificada devido ao mau tempo, já foi recuperada, disse hoje o administrador Paulo Carvalho.
Cerca de 800 mil euros pagos na compra de uma vivenda na Malveira acabaram na conta de José Sócrates, levando o Ministério Público a abrir um novo inquérito relacionado com o universo da Operação Marquês.
A Deco alertou esta sexta-feira, 13 de março, para os riscos da digitalização do atendimento ao cliente, tendo avaliado negativamente a maioria dos sistemas digitais de apoio de 24 empresas de setores essenciais.
A Guarda Nacional Republicana (GNR) registou nos últimos sete anos 1.900 acidentes na via pública que envolveram trotinetas elétricas, que causaram 10 mortos.
O Tribunal Constitucional (TC) rejeitou a reclamação apresentada pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, e manteve a decisão de não apreciar o recurso que interpôs, o que obriga à divulgação dos clientes da Spinumviva no registo de interesses.