Porto de Sines com o melhor ano de sempre em 2024 em carga contentorizada

O porto de Sines alcançou em 2024 "o melhor [ano] de sempre" no segmento da carga contentorizada e registou uma subida de 11% do volume de carga movimentada em relação ao período homólogo, foi hoje divulgado.

© D.R.

De acordo com a Administração dos Portos de Sines e do Algarve (APS), em comunicado, na carga contentorizada “o ano de 2024 fica marcado como o melhor de sempre” nesta infraestrutura portuária.

O porto alentejano registou, neste segmento, “um crescimento homólogo sustentado de 16%, a que correspondeu uma movimentação de 1,9 milhões de TEUs” medida de contentores em que um TEU corresponde a um contentor de 20 pés.

Já no que diz respeito ao volume de carga movimentada, o porto de Sines “registou 47,8 milhões de toneladas, 11% mais que o total registado em 2023”, indicou.

Segundo a administração portuária, o Terminal de Contentores lidera “os índices de movimentação com 23 milhões de toneladas, seguindo-se o Terminal de Granéis Líquidos com 20,8 milhões de toneladas”.

Na mesma nota, a APS referiu que nos últimos dez anos, entre 2014 e 2024, o Terminal de Contentores de Sines “tem vindo a crescer de forma sustentada”, com “uma variação positiva de 14,7%”.

E lembrou que, no panorama internacional, o porto de Sines conquistou “um lugar no TOP15 Europeu em 2021, tendo vindo a reforçar o seu posicionamento neste ranking, ocupando em 2024 a 14.ª posição”.

“Ainda em 2024, Sines voltou a destacar-se no final do primeiro semestre como o porto europeu a registar um maior índice de crescimento, com uma variação homóloga de 25%”, lê-se no comunicado.

O Terminal de Contentores do porto de Sines, gerido pela PSA Sines, conta com “mais de vinte serviços regulares, semanais e bissemanais, que o ligam aos principais mercados internacionais”, realçou a administração portuária, acrescentando que está em curso o plano de expansão deste terminal.

A expansão, que está prevista decorrer até 2028, “dotará o Porto de Sines de uma capacidade instalada de 4,1 milhões de TEUs”, assinalou.

A isto “acrescem as melhorias significativas levadas a cabo pelo Governo português no que reporta à ferrovia, beneficiando a ligação com o mercado espanhol e potenciando a penetração de Sines no `hinterland` Ibérico”, concluiu.

Últimas de Economia

Metade dos consumidores portugueses apontou o aumento do custo de vida como principal motivo para dívidas, segundo um estudo da Intrum, que apontou ainda o uso do cartão de crédito nos últimos seis meses para pagar contas ou despesas.
A associação de consumidores Deco defende que as famílias adotem uma abordagem de gestão financeira mais estratégica e, assim, estarem melhor preparadas para enfrentar períodos de incerteza económica como o que se vive.
Os juros da dívida portuguesa subiam esta sexta-feira, 13 de março, a cinco e a 10 anos em relação a quinta-feira para máximos desde julho de 2024 e novembro de 2023, respetivamente.
Os preços dos combustíveis em Portugal vão continuar a subir na próxima semana, com o gasóleo simples a aumentar cerca de 10 cêntimos por litro e a gasolina 95 a subir 10,3 cêntimos, segundo a ANAREC.
O número de edifícios licenciados diminuiu 14,2% no quarto trimestre de 2025 face ao mesmo período de 2024, ao totalizar 5,8 mil edifícios, um agravamento da redução registada no terceiro trimestre (-2,6%), anunciou hoje o INE.
As exportações de bens recuaram 14,1% em janeiro, enquanto as importações caíram 2,5%, de acordo com os dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Dados da DECO PROteste revelam que os consumidores estão agora a pagar mais de 254 euros por um conjunto de bens essenciais: um aumento superior a 35% desde 2022.
O parque automóvel português está mais jovem e diversificado, face a 2025, verificando-se um aumento de cinco pontos percentuais entre os veículos com menos de quatro anos, concluiu um estudo da ACP.
O preço do gás natural subiu mais 6% na abertura de hoje, ultrapassando os 53 euros, em mais um dia de subida dos preços da energia devido aos ataques aos petroleiros no Estreito de Ormuz.
A administradora do Banco de Portugal Francisca Guedes de Oliveira defendeu hoje que o sistema bancário deve estar preparado para amparar choques e acompanhar a retoma da economia.