Alemanha impõe trabalho obrigatório a requerentes de asilo: “quem não obedecer perde apoios”

A cidade alemã de Salzgitter vai obrigar requerentes de asilo aptos para trabalhar a aceitar tarefas comunitárias, sob pena de cortes nas prestações sociais.

© DR

A cidade de Salzgitter, no estado da Baixa Saxónia, anunciou a implementação de um regime de trabalho obrigatório para requerentes de asilo com capacidade laboral, que passam agora a ter de aceitar as tarefas comunitárias designadas pelo município ou enfrentar cortes imediatos nas prestações públicas.

Segundo o jornal espanhol La Gaceta, a autarquia justifica a medida como um passo decisivo para reduzir a dependência financeira e incentivar a aprendizagem da língua e das regras sociais básicas. O presidente da câmara, Frank Klingebiel, rejeita a ideia de que se trata de trabalho forçado e revela que a iniciativa pretende “responsabilizar quem recebe dinheiro público”.

Mas os números falam por si: metade dos imigrantes tem recusado participar nos programas voluntários já existentes, admite o próprio município. Agora, a palavra “voluntário” sai de cena e entra um sistema de obrigações formais com penalizações imediatas.

Explica a mesma fonte que a base legal para esta decisão é a Lei de Prestação aos Requerentes de Asilo, que permite que estas tarefas sejam pagas a apenas 0,80 euros por hora, um valor simbólico que reforça a pressão económica sobre quem depende das ajudas do Estado. Quem não aceitar o trabalho sem “motivo justificado” verá as prestações reduzidas.

A medida recebeu o apoio explícito do Ministério do Interior da Baixa Saxónia, que confirma que cada município terá liberdade para definir a forma concreta de implementar estas obrigações, abrindo caminho a que outras cidades sigam o exemplo.

Últimas do Mundo

Ataque junto à Porte de Clichy fez três feridas, duas delas em estado grave. Suspeito, de 31 anos, foi detido no local e está a ser investigado por tentativa de homicídio qualificado.
A polícia deteve um suspeito e procura outro na sequência de um tiroteio ocorrido no domingo à noite num festival gastronómico em Seattle, Estados Unidos, que causou a morte de três pessoas e feriu quatro.
O fogo de grandes proporções perto da cidade francesa de Bordéus, que obrigou à retirada de 220 mil pessoas, manteve-se estável durante a noite, disseram hoje as autoridades locais que mantêm as operações no local.
Bombeiros na região central de Espanha de Castela‑La Mancha lutavam ainda na quarta‑feira para controlar um incêndio florestal que já devastou mais de 32.000 hectares, um dos maiores de sempre no país.
Quatro ex-funcionários de uma das empresas de abastecimento de água britânicas foram acusados de manipular e falsificar controlos sobre a qualidade da água, anunciou hoje a agência do ambiente.
Um tribunal indonésio condenou hoje 18 mulheres e um homem a penas de prisão até seis anos pelo envolvimento numa rede de tráfico de bebés para Singapura.
O duplo sismo que abalou a Venezuela em 24 de junho causou a morte a 121 portugueses e lusodescendentes, de acordo com o mais recente balanço avançado hoje pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros português.
O Ministério Público de Munique, na Alemanha, acusou hoje um jovem de 15 anos de planear um ataque com explosivos, afirmando que o seu principal alvo era uma sinagoga.
A Comissão Europeia multou hoje a chinesa AliExpress em 550 milhões de euros por falhas na avaliação e redução do risco de venda de produtos ilegais, inseguros ou contrafeitos na sua plataforma de comércio eletrónico.
Jamey Carney, conhecida pelo apoio à causa palestiniana e aos direitos dos migrantes, foi encontrada morta na Irlanda. O principal suspeito é o companheiro, que abandonou o país e acabou detido na Jordânia.