Juros da dívida de Portugal sobem a 10 anos para máximo desde julho

Os juros da dívida portuguesa estavam hoje subir a dois, a cinco e a 10 anos, no prazo mais longo para um máximo desde julho e alinhados com os de Espanha, Grécia, Irlanda e Itália.

© D.R.

Às 08:45 em Lisboa, os juros a 10 anos avançavam para 3,085%, um máximo desde 10 de julho de 2024, contra 3,028% na sexta-feira.

No mesmo sentido, os juros a cinco anos subiam, para 2,526%, contra 2,480% na sessão anterior.

Os juros a dois anos também avançavam, para 2,297%, contra 2,283% na sexta-feira.

Os juros da obrigação a 10 anos da Alemanha, considerada a mais segura da Europa, subiam para 2,619%, um máximo desde 06 de junho, contra 2,593% na sessão anterior. Com a mesma tendência, os juros de França mantinham-se acima de 3%, a subir para 3,477%, também um máximo, desde 26 de outubro de 2023, contra 3,427% na sexta-feira.

Juros da dívida soberana em Portugal, Espanha, Grécia, Irlanda e Itália às 08:45:

2 anos..5 anos…10 anos

Portugal

13/01…….2,297…2,526…..3,085

10/01…….2,283…2,480…..3,028

Espanha

13/01…….2,449…2,862…..3,312

10/01…….2,513…2,812…..3,263

Grécia

13/01…….2,183…2,755…..3,464

10/01…….2,158…2,690…..3,408

Irlanda

13/01…….2,360…2,517…..2,892

10/01…….2,330…2,473…..2,847

Itália

13/01…….2,672…3,177…..3,829

10/01…….2,628…3,109…..3,767

Últimas de Economia

A Comissão Europeia sublinhou hoje que o sistema para o rastreio do azeite é eficaz e irá trabalhar com os Estados-membros para melhorar os controlos que estes realizam, respondendo a um relatório do auditor europeu sobre o setor.
O Banco de Portugal (BdP) encomendou uma auditoria externa aos procedimentos internos de aquisição de bens e serviços, "com especial enfoque na contratação pública na área de Sistemas de informação e de Tecnologias de Informação", anunciou a instituição.
O índice de produção na construção abrandou para 3,0% em novembro, em termos homólogos, menos 0,1 pontos percentuais que em outubro, anunciou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Os aeroportos portugueses movimentaram 68,9 milhões de passageiros de janeiro a novembro, mais 4,7% do que no mesmo período de 2024, enquanto o tráfego de mercadorias registou uma subida mais moderada, de 0,3%, indicou hoje o INE.
A inflação até baixou em 2025, mas a carteira dos portugueses não sentiu alívio. Carne, rendas, seguros e refeições fora de casa subiram bem acima da média, mantendo o custo de vida sob forte pressão.
A inflação homóloga nos países da OCDE, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC), baixou para 3,9% em novembro de 2025, com o retorno dos preços na alimentação.
Os preços globais dos alimentos registaram uma subida média de 4,3% em 2025, anunciou hoje a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).
O número de despedimentos coletivos comunicados aumentou cerca de 16% até novembro de 2025, face ao período homólogo, totalizando 515, o que supera o total de todo o ano de 2024, segundo dados divulgados hoje pela DGERT.
O consumo diário de energia elétrica em Portugal voltou a bater recordes esta semana, atingindo na quinta-feira um novo máximo histórico de 192,3 Gigawatt-hora (GWh), segundo dados da REN divulgados hoje.
As exportações de bens caíram 1,7% e as importações recuaram 7,9% em novembro de 2025, em termos homólogos, acumulando um crescimento de 0,6% e 4,3% desde o início do ano, divulgou hoje o INE.