Preço dos combustíveis tem o maior aumento dos últimos três anos

Portugal assinalou mais uma subida dos combustíveis, no início desta semana, posicionando-se como o oitavo país com os preços mais caros da União Europeia. O gasóleo aumentou cinco cêntimos por litro, a gasolina três cêntimos – o maior aumento dos últimos três anos.

© DR

A Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis (ANAREC) justifica esta escalada com o aumento do preço do petróleo. À SIC Notícias, a ANAREC explica que a subida de valores terá um impacto generalizado a longo prazo e que a solução terá de passar pelo Governo.

“Na opinião da ANAREC, seria benéfico para todos nós, em especialmente para os cofres do Estado, que o Governo controlasse o preço dos combustíveis, igualando-os a Espanha, por exemplo. O primeiro impacto é sempre o aumento da inflação. O aumento da inflação não se sente na semana seguinte porque demora algum tempo, mas no prazo de um mês ou dois meses vai levar a aumento generalizado de todos os produtos o que é prejudicial numa altura em que já estamos em recessão económica na Europa”, declarou Mafalda Trigo, vice-presidente da ANAREC.

Para a Associação Nacional de Transportes Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM), o Governo deveria reduzir a tributação dos combustíveis, mesmo que temporária.

“Tipicamente uma viatura de transporte internacional coloca entre três e quatro mil litros de combustível. Cinco cêntimos a mais por mil litros, portanto 50 euros, vezes quatro, fica cerca de 200 euros a mais por mês”, afirmou o presidente da ANTRAM, Pedro Polónio.

Últimas de Economia

As insolvências a nível mundial aumentaram 12% no primeiro semestre de 2026, impulsionadas por um aumento de 22% na América do Norte, segundo uma análise da seguradora de crédito Coface.
O montante investido em certificados de aforro subiu novamente em maio, pelo 20.º mês consecutivo, e atingiu os 42.447 milhões de euros, num crescimento homólogo de 13,2%, segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).
A bolsa de Lisboa acentuava hoje a tendência negativa da abertura e perdia 1,31%, com todas as empresas cotadas a cair, lideradas pela Semapa, que recuava 2,01% para 21,95 euros.
O cabaz alimentar composto por 63 bens essenciais monitorizado pela DECO PROteste encareceu 2,11 euros na última semana, para 257,68 euros, interrompendo a trajetória de descida registada na semana anterior, informou hoje a associação de defesa do consumidor.
A taxa de inflação anual da zona euro aumentou, em maio, pelo quarto mês consecutivo, para 3,2%, confirmou hoje o Eurostat, indicando ainda um valor de 3,3% para a União Europeia (UE).
Os preços da habitação mais do que duplicaram em 157 municípios entre 2017 e 2025, com as maiores valorizações a serem registadas na Área Metropolitana do Porto, Grande Lisboa e Península de Setúbal, segundo o Banco de Portugal.
A Euribor subiu hoje a três meses para um novo máximo desde março de 2025 e desceu a seis e a 12 meses em relação a sexta-feira.
O Banco de Portugal prevê um défice de 0,2% do PIB este ano, mais pessimista do que a previsão de um saldo nulo do Governo, e um saldo negativo de 0,5% em 2027 e 2028.
O Banco Central Europeu (BCE) vai reunir-se esta quarta e quinta-feira e a expectativa dos analistas aponta para uma subida dos juros em 25 pontos base.
Os portugueses continuam a pagar cada vez mais para levar exatamente os mesmos produtos para casa. O cabaz alimentar voltou a aumentar e já custa quase mais 38% do que custava há pouco mais de quatro anos.