Preço dos combustíveis tem o maior aumento dos últimos três anos

Portugal assinalou mais uma subida dos combustíveis, no início desta semana, posicionando-se como o oitavo país com os preços mais caros da União Europeia. O gasóleo aumentou cinco cêntimos por litro, a gasolina três cêntimos – o maior aumento dos últimos três anos.

© DR

A Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis (ANAREC) justifica esta escalada com o aumento do preço do petróleo. À SIC Notícias, a ANAREC explica que a subida de valores terá um impacto generalizado a longo prazo e que a solução terá de passar pelo Governo.

“Na opinião da ANAREC, seria benéfico para todos nós, em especialmente para os cofres do Estado, que o Governo controlasse o preço dos combustíveis, igualando-os a Espanha, por exemplo. O primeiro impacto é sempre o aumento da inflação. O aumento da inflação não se sente na semana seguinte porque demora algum tempo, mas no prazo de um mês ou dois meses vai levar a aumento generalizado de todos os produtos o que é prejudicial numa altura em que já estamos em recessão económica na Europa”, declarou Mafalda Trigo, vice-presidente da ANAREC.

Para a Associação Nacional de Transportes Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM), o Governo deveria reduzir a tributação dos combustíveis, mesmo que temporária.

“Tipicamente uma viatura de transporte internacional coloca entre três e quatro mil litros de combustível. Cinco cêntimos a mais por mil litros, portanto 50 euros, vezes quatro, fica cerca de 200 euros a mais por mês”, afirmou o presidente da ANTRAM, Pedro Polónio.

Últimas de Economia

O preço de meia dúzia de ovos agravou-se 0,50 euros desde fevereiro do ano passado, mas manteve-se em 2026, segundo dados da Deco – Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor enviados à Lusa.
O valor de produção do mercado do calçado português recuou 5% em 2025 para 2.100 milhões de euros, segundo a estimativa da Informa D&B hoje divulgada.
Os títulos de dívida emitidos por entidades residentes somavam 321.500 milhões de euros no final de janeiro, mais 6.300 milhões de euros do que no mês anterior, segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).
Os prejuízos causados pelo mau tempo no Peso da Régua ascendem a 4,2 milhões de euros em quedas de taludes, de muros e danos na rede viária deste concelho do sul do distrito de Vila Real.
O número de beneficiários de prestações de desemprego caiu 2,4% em janeiro, face ao período homólogo, mas subiu 8,6% face a dezembro, para 204.990, o valor mais elevado desde fevereiro de 2025, segundo dados do Gabinete de Estratégia e Planeamento (GEP).
O recente ‘comboio’ de tempestades que percorreu Portugal continental, com ventos ciclónicos da Kristin na região centro, provocou prejuízos entre os cinco mil milhões e os seis mil milhões de euros, segundo o presidente da estrutura de missão.
Cento e quinze mil apólices de seguro já foram acionadas na sequência do mau tempo, disse hoje o coordenador da Estrutura de Missão Reconstrução da Região Centro do País, Paulo Fernandes.
Carga fiscal por habitante sobe para 6.728 euros em 2025. Receita supera o previsto e Estado arrecada mais 99 milhões do que o orçamentado.
O ministro da Economia disse hoje no Sobral de Monte Agraço que já foram recebidos pedidos de apoio de quatro mil empresas, que declararam quase mil milhões de euros de prejuízos provocados pelo mau tempo.
O CHEGA apresentou na Assembleia da República um projeto de lei que visa revogar o Adicional ao Imposto Municipal sobre Imóveis (AIMI), conhecido como “imposto Mortágua”, criado em 2016 no âmbito do Orçamento do Estado para 2017.