Pagamentos aos beneficiários do PRR atingem 6.478 milhões até quarta-feira

Os pagamentos aos beneficiários do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) atingiram 6.478 milhões de euros até quarta-feira, o que representa 29% da dotação e do valor contratado e 31% do aprovado.

© D.R

De acordo com o último relatório de monitorização, na última semana, foram pagos mais 58 milhões de euros.

Com os maiores valores recebidos estão as empresas (2.275 milhões de euros) e as entidades públicas (1.503 milhões de euros).

Depois surgem as autarquias e áreas metropolitanas (765 milhões de euros), as empresas públicas (653 milhões de euros), as escolas (471 milhões de euros), as instituições de ensino superior (253 milhões de euros) e as famílias (216 milhões de euros).

No fundo da tabela estão as instituições da economia solidária e social (183 milhões de euros) e as instituições do sistema científico e tecnológico (159 milhões de euros).

As aprovações de projetos, por sua vez, representam agora 20.830 milhões de euros, acima dos 20.660 milhões de euros totalizados na semana passada.

A liderar as aprovações de projetos estão também as empresas (5.972 milhões de euros), seguidas pelas entidades públicas (4.849 milhões de euros) e pelas autarquias e áreas metropolitanas (3.918 milhões de euros).

Destacam-se ainda as empresas públicas (2.903 milhões de euros) e as escolas (1.027 milhões de euros).

Abaixo disto estão as instituições de ensino superior (804 milhões de euros), as instituições da economia solidária e social (559 milhões de euros), as instituições do sistema científico e tecnológico (543 milhões de euros) e, por último, as famílias (256 milhões de euros).

Até quarta-feira, o PRR recebeu 353.635 candidaturas, sendo que 269.560 foram analisadas.

Já as candidaturas aprovadas fixaram-se em 216.201, mais 92.

Após a reprogramação do PRR, aprovada em setembro de 2023, a dotação do plano ascendeu a 22.216 milhões de euros.

Portugal já recebeu 11.396 milhões de euros, ou seja, 51% do valor do plano.

O PRR, que tem um período de execução até 2026, pretende implementar um conjunto de reformas e investimentos tendo em vista a recuperação do crescimento económico.

Além de ter o objetivo de reparar os danos provocados pela covid-19, este plano tem o propósito de apoiar investimentos e gerar emprego.

Últimas de Economia

As insolvências a nível mundial aumentaram 12% no primeiro semestre de 2026, impulsionadas por um aumento de 22% na América do Norte, segundo uma análise da seguradora de crédito Coface.
O montante investido em certificados de aforro subiu novamente em maio, pelo 20.º mês consecutivo, e atingiu os 42.447 milhões de euros, num crescimento homólogo de 13,2%, segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).
A bolsa de Lisboa acentuava hoje a tendência negativa da abertura e perdia 1,31%, com todas as empresas cotadas a cair, lideradas pela Semapa, que recuava 2,01% para 21,95 euros.
O cabaz alimentar composto por 63 bens essenciais monitorizado pela DECO PROteste encareceu 2,11 euros na última semana, para 257,68 euros, interrompendo a trajetória de descida registada na semana anterior, informou hoje a associação de defesa do consumidor.
A taxa de inflação anual da zona euro aumentou, em maio, pelo quarto mês consecutivo, para 3,2%, confirmou hoje o Eurostat, indicando ainda um valor de 3,3% para a União Europeia (UE).
Os preços da habitação mais do que duplicaram em 157 municípios entre 2017 e 2025, com as maiores valorizações a serem registadas na Área Metropolitana do Porto, Grande Lisboa e Península de Setúbal, segundo o Banco de Portugal.
A Euribor subiu hoje a três meses para um novo máximo desde março de 2025 e desceu a seis e a 12 meses em relação a sexta-feira.
O Banco de Portugal prevê um défice de 0,2% do PIB este ano, mais pessimista do que a previsão de um saldo nulo do Governo, e um saldo negativo de 0,5% em 2027 e 2028.
O Banco Central Europeu (BCE) vai reunir-se esta quarta e quinta-feira e a expectativa dos analistas aponta para uma subida dos juros em 25 pontos base.
Os portugueses continuam a pagar cada vez mais para levar exatamente os mesmos produtos para casa. O cabaz alimentar voltou a aumentar e já custa quase mais 38% do que custava há pouco mais de quatro anos.