Médicos dizem que farmácias podem aliviar pressão nos centros de saúde

Quase três em cada quatro médicos de Medicina Geral e Familiar (MGF) inquiridos num estudo sobre o papel das farmácias consideram que estas podem ajudar a aliviar a pressão sobre os cuidados de saúde primários.

© D.R.

O estudo “O papel da Farmácia Comunitária na Jornada do Doente”, que vai ser hoje apresentado num encontro em Peniche, refere que a maioria dos médicos de família (64%) diz que a melhoria na adesão à terapêutica é uma das principais vantagens da integração da farmácia nos cuidados de saúde primários.

Já a maioria dos farmacêuticos (82%) aponta para monitorização da adesão à terapêutica como a principal vantagem.

Tanto os médicos de MFG como os farmacêuticos inquiridos defendem que a colaboração entre médicos e farmacêuticos “é uma mais-valia para a gestão dos utentes”.

Num outro trabalho que também será hoje apresentado, e que inquiriu cerca de 250 utentes, a maioria (81%) disse concordar que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) será mais eficiente se as farmácias comunitárias assumirem um papel mais ativo.

A quase totalidade (99%) dos utentes inquiridos disse concordar que, com um papel mais ativo por parte das farmácias, o SNS poderá ficar menos sobrecarregado, gastando menos e conseguindo, desta forma, financiar os serviços prestados na farmácia.

A percentagem de utentes inquiridos desce para 59% quando questionados sobre se concordam que alguns dos serviços, passando a ser prestados na farmácia, possam ter um custo associado.

A prevenção e educação para a saúde, a intervenção farmacêutica em situações ligeiras e a referenciação de doentes para o médico ou outros serviços de saúde foram os contributos mais significativos das farmácias apontados tanto por médicos de MGF como por farmacêuticos.

Já as prioridades diferem quanto às áreas-chave de investimento em que as farmácias podem ter um papel mais ativo no percurso do doente.

Para mais de metade dos médicos (56%), o foco deve estar na prevenção e educação, onde se inclui a administração de vacinas. Estes profissionais também apontaram a integração das farmácias comunitárias na estratégia nacional de rastreio e diagnóstico precoce de hepatites virais e VIH.

Por seu lado, os farmacêuticos comunitários destacam a intervenção em situações ligeiras como área prioritária (24%), seguida do acompanhamento do doente – monitorização e seguimento (21%).

A identificação e tratamento de situações clínicas ligeiras, como infeções urinárias e enxaquecas, com referenciação ao médico quando necessário (71%), é igualmente apontada pelos utentes inquiridos como uma das tarefas que as farmácias deveriam prestar, assim como a realização de testes rápidos ou outros complementares para avaliar situações clínicas ligeiras e o apoio nos autocuidados (74%).

Sobre o papel futuro da farmácia comunitária, a maioria dos médicos de MGF (56%) concorda que as farmácias devem avançar com o serviço de preparação individualizada de medicamentos de forma generalizada e 44% concorda que as farmácias devem ter “ferramentas de suporte à intervenção e capacitação profissional” para a utilização dos medicamentos não sujeitos a receita médica.

Os farmacêuticos, além destas ferramentas, dizem que a farmácia deve também atuar “como um ponto de contacto primário para utentes com sintomas ligeiros”, fazendo a identificação e tratamento destes sintomas, com recurso a protocolos de indicação farmacêutica. Esta é uma das medidas que consideram ter melhor relação entre a viabilidade e o impacto no SNS.

Adicionalmente, os farmacêuticos concordaram que, no futuro, as farmácias podem inclusive referenciar utentes através de “vias verdes” que possibilitem o agendamento prioritário de consultas.

Os trabalhos, realizados pela IQVIA, por iniciativa da empresa de genéricos portuguesa Tecnigen, envolveu respostas de mais de 100 médicos de Medicina Geral e Familiar, 175 farmacêuticos e mais de 250 utentes.

Últimas do País

Nas cadeias estão, neste momento, 85 presos pelo crime de incêndio florestal e há ainda 20 arguidos e condenados com pulseira eletrónica nos meses de maior risco de incêndio, segundo a Direção-geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP).
O CHEGA vai propor um debate de urgência no Parlamento para que o ministro da Educação dê explicações sobre as “falhas brutais” nos exames nacionais e afasta para já a realização de uma comissão de inquérito.
O Ministério Público (MP) acusou um homem, de 55 anos, da autoria de 10 crimes de furto, nove deles qualificados, dano, introdução em lugar vedado e detenção de arma proibida, praticados em Évora, foi hoje anunciado.
Pais e mães de Vilar de Mouros, em Caminha, estão à procura de três crianças para matricular até 15 de julho e evitar o encerramento da escola que tem cantina e transporte escolar gratuito, revelaram hoje à Lusa.
A PSP deteve hoje um casal para cumprimento de uma pena de prisão efetiva pelo crime de tráfico de estupefacientes em Espinho, no distrito de Aveiro, informou aquela força policial.
Uma mulher, de 52 anos, foi detida e ficou em prisão preventiva por suspeitas de maus-tratos físicos, psicológicos e psíquicos aos filhos, de 17 e 5 anos, em Évora, divulgou hoje o Ministério Público (MP).
O festival africano Afro Nation, que voltou a levar milhares de pessoas à Praia da Rocha, em Portimão, ficou também marcado por uma vaga de furtos de telemóveis denunciada por vários participantes nas redes sociais.
Mais de 15.000 hectares arderam em Portugal nos últimos cinco dias, tendo a área ardida duplicado entre 01 e 05 de julho, revelam dados provisórios do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais (SGIFR).
Mais de uma centena de concelhos do interior norte e centro estão esta segunda-feira em perigo máximo de incêndio, bem como 10 concelhos dos distritos de Évora, Beja e Faro, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Mais de metade dos portugueses (51%) considera recorrer à inteligência artificial (IA) em vez de consultar um médico, abaixo da média de 58% registada nos 20 países analisados num estudo hoje divulgado.