Criminalidade volta a cair em Lisboa na última década mas em duas zonas alcança níveis recorde

A “área da 1.ª Divisão – integrando as freguesias de toda a zona da Baixa, como Santa Maria Maior (na qual se situa o Martim Moniz),” registou perto de seis mil crimes (5994 crimes) participados à PSP, “o valor mais elevado em dez anos.” Ainda assim, de todas as zonas, foi a 2.ª Divisão (freguesias de Olivais, Parque das Nações, Marvila e Alvalade) que registou um maior aumento de criminalidade: “mais 75%.”

© D.R.

Os números totais ainda não foram cedidos, com a justificação de que “estão a ser consolidados” para serem apresentados em março, em sede de Relatório Anual de Segurança Interna (RASI), e já foi avançado esta terça-feira, pelo Diário de Notícias (DN), de que foram participados à PSP “pouco mais de 28 mil crimes, o terceiro número mais baixo desde 2014.”

No entanto, há duas zonas da capital portuguesa onde foram registados valores recorde de crimes participados à PSP, nos últimos dez anos.

De acordo com os dados, avança o DN, a “área da 1.ª Divisão – integrando as freguesias de toda a zona da Baixa, como Santa Maria Maior (na qual se situa o Martim Moniz),” registou perto de seis mil crimes (5994 crimes) participados à PSP, “o valor mais elevado em dez anos.”

Por sua vez, a 3.ª Divisão (que abrange freguesias de Benfica, Lumiar e Carnide) encabeça a lista de zonas com mais crimes em Lisboa, com 7491 em 2023, o maior número desde 2017 (últimos sete anos) e o terceiro maior desde 2014.

Ainda assim, o maior aumento de criminalidade, num espaço de dez anos, em Lisboa, foi registado na 2.ª Divisão (freguesias de Olivais, Parque das Nações, Marvila e Alvalade): entre 2014 passou de 3130 crimes participados para 5501, ou seja, mais 75%.

Contudo, “a verdade é que será necessária uma análise mais fina dos dados da criminalidade, por tipo de crimes, para tirar conclusões exatas sobre a evolução da taxa de criminalidade na capital portuguesa2, uma vez que os números totais ainda não foram cedidos.

De acordo com a tabela divulgada, pelo Diário de Notícias, há cinco em dez tipos de crimes que viram o número de participações subir junto da PSP: burla informática (subiu de 447 participações em 2014, para 2585 em 2023); outras burlas (escalou de 636 participações em 2014, para 2011 em 2023); furto em edifício comercial ou industrial sem arrombamento, escalamento ou chaves falsas (aumentou de 967 participações em 2014, para 1886 em 2023); violência doméstica (subiu de 1494 participações em 2014, para 1774 em 2023); e ofensa à integridade física (cresceu de 1512 participações em 2014, para 1616 em 2023).

Sobre os mesmos dados, o presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, alega que “uma coisa são as médias, outra são os casos concretos.” Moedas voltou a defender, esta terça-feira, a possibilidade de a Polícia Municipal efetuar detenções e questionou os números, publicados pelo DN.

O autarca declarou: “Falem com os familiares das mulheres violadas [três vítimas desde o início do ano] ou os das vítimas do triplo homicídio [em outubro de 2024, perto de Santa Apolónia].”

Últimas do País

O regulador da Saúde anunciou esta quarta-feira um processo de avaliação para esclarecer os factos relativos à recusa do Hospital de Faro em atender uma grávida que se deslocou às urgências sem ligar previamente para linha SNS 24.
A Polícia Judiciária (PJ) de Braga deteve, no distrito de Viseu, um homem "fortemente indiciado pela prática reiterada" de crimes de burla qualificada, através de anúncios fraudulentos publicados em redes sociais", anunciou hoje aquela força.
Um homem e uma mulher foram detidos pela GNR por suspeitas de violência doméstica e escravidão contra um homem, de 61 anos, no concelho de Avis, distrito de Portalegre, divulgou hoje aquela força de segurança.
Um homem de 50 anos, foragido à justiça há quase uma década, foi detido na Marinha Grande, anunciou hoje o Comando Distrital de Leiria da Polícia de Segurança Pública (PSP).
Alguns municípios do distrito de Lisboa queixaram-se hoje de terem recebido verbas insuficientes do Estado e admitem endividarem-se para fazer face aos prejuízos do mau tempo, quatro meses depois da depressão Kristin, ocorrida a 28 de janeiro.
Carlos Leitão propôs empresa da mulher 'Ana Leitão Unipessoal Ld.' para auditoria interna antes de a sociedade sequer existir. A Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) deverá ilibá-lo de irregularidades.
O número de crianças vítimas de violência doméstica em casas abrigo e outros espaços de acolhimento de emergência foi, no primeiro trimestre do ano, pela primeira vez, mais elevado do que o número de mulheres.
O presidente do CHEGA, André Ventura, foi recebido pelo Presidente da República, no Palácio de Belém, naquela que é a primeira audiência com António José Seguro.
Vasco Morgado, arguido por 27 crimes no mega processo de corrupção que envolve militantes do PS e PSD, assumiu cargo de direção na EGEAC, empresa responsável pelas Festas de Lisboa.
“Hulk”, procurado no Brasil por lavagem de dinheiro e ligações ao Primeiro Comando da Capital, saiu em liberdade depois de a Justiça considerar existir um vazio legal no processo de extradição.