Relação reverte absolvição de homem que geria ‘site’ de venda de dados

O Tribunal da Relação do Porto revogou a absolvição do homem acusado de administrar um 'site' exclusivamente destinado à comercialização de dados ilícitos, condenando-o a uma pena de cinco anos e seis meses de prisão efetiva, foi hoje anunciado.

©D.R.

Em comunicado, publicado na sua página oficial, a Procuradoria-geral Distrital do Porto adianta que, em acórdão datado de hoje, o Tribunal da Relação do Porto, “dando provimento ao recurso do Ministério Público (MP)”, condenou o arguido, de 56 anos, em concurso efetivo, por um crime de associação criminosa e um crime de branqueamento de capitais.

Além da pena de prisão efetiva de cinco anos e seis meses, o Tribunal da Relação condenou o arguido ao pagamento ao Estado da quantia de 687.789,94, euros, valor que o “arguido obteve como vantagem da atividade criminosa”, e “declarou igualmente perdidos a favor do Estado a quantia monetária de 2.500 euros encontrada na posse do arguido, as carteiras de criptoativos (com valor, à data da apreensão de 27.397,39 euros) e os equipamentos informáticos usados no cometimento dos crimes”.

“O Tribunal da Relação do Porto entendeu que as condutas empreendidas pelo arguido, enquanto administrador de um site na ‘darkWeb’ intitulado de ‘Verified Forum’, conjugadas com a forma de dissipação dos proveitos da atividade ali desenvolvida e do caráter altamente organizado e anonimizado do site, configuravam atos de associação criminosa e de branqueamento”, aponta o texto.

O arguido agora condenado foi detido em 2023, tendo respondido ao julgamento em prisão preventiva e saído em liberdade depois de conhecida a absolvição em primeira instância, pelo Tribunal de S. João Novo.

A acusação do Ministério Público (MP) referia que o homem administrava, em conjunto com outras pessoas, o ‘site’ conhecido por Verified Fórum.

O ‘site’, segundo o MP, destinava-se “exclusivamente, à comercialização de variados conteúdos ilícitos de ‘malware’ [‘software’ malicioso], de bases de dados de informação pessoal e de meios de pagamento, designadamente de contas bancárias e credenciais de cartões de crédito”.

“Nessa qualidade, o arguido fomentava e mediava transações de programas e dados informáticos obtidos de forma fraudulenta, integrando uma rede de pessoas destinada à prática de crimes em domínio digital e de forma tendencialmente anónima, composta por mais de 89 mil membros”, salientava o MP.

Últimas do País

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) esclareceu hoje que os boletins de voto na segunda volta das eleições presidenciais terão os nomes de dois candidatos.
A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) aplicou 19 processos de contraordenação a oficinas de automóveis pela falta do livro de reclamações e por não terem taxas e impostos nos preços afixados.
O Infarmed recebeu mais cinco pedidos para a realização de ensaios clínicos em 2025, totalizando 209, e autorizou 190, segundo dados hoje divulgados, que revelam uma diminuição do tempo médio de decisão para 32 dias.
Carência de professores generaliza-se a todo o país e obriga escolas a recorrer a horas extraordinárias e soluções de recurso.
Portugal registou mais mortes em 2025, com mais 3.124 óbitos face a 2024, mas os óbitos de crianças com menos de um ano baixaram.
O Heliporto do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, registou mais de 200 aterragens desde que retomou a atividade há 10 meses, dando resposta a pedidos de todo o país, anunciou hoje a instituição.
Quinze distritos estão atualmente sob aviso amarelo devido à previsão de neve e agitação marítima por vezes forte, avançou hoje o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Um homem de 34 anos foi detido pela PSP em plena estação do Cais do Sodré, em Lisboa, por violência doméstica. O suspeito ameaçava a ex-companheira com uma faca e apalpava-a quando foi intercetado pelos agentes, após o alerta de um menor de 15 anos.
O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) considerou hoje que as urgências regionais podem ser "a medida certa" no curto prazo para responder a carências críticas, mas alerta que o diploma assenta numa fórmula errada, arriscando não ter adesão.
A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) fiscalizou 626 operadores económicos do setor das agências de viagens, tendo instaurado 42 processos de contraordenação, devido, sobretudo, ao “incumprimento de requisitos legais”, segundo um comunicado.