Novo presidente do BPF diz que respostas não podem demorar meses

O novo presidente do Banco Português de Fomento (BPF), Gonçalo Regalado, defendeu hoje que o banco não pode demorar "meses a dar resposta aos empresários".

© D.R.

“Queremos ter um banco digital com processos, com tecnologia, com inteligência artificial, com automação, com robotização e, sobretudo, com rapidez no nível de serviços. Não é tolerável que um banco com as nossas responsabilidades demore meses a dar resposta aos empresários”, disse Gonçalo Regalado na apresentação do plano de ação do BPF, em Cascais.

Gonçalo Regalado apontou que o objetivo da nova administração do BPF é “ser o motor do investimento em Portugal” através das garantias mútuas para o investimento do Banco Europeu de Investimento (BEI) e do Fundo Europeu de Investimento (FEI).

O novo presidente do banco, que a par do novo ‘chairman’, Carlos Leiria Pinto, substituíram, respetivamente, Ana Carvalho e Celeste Hagatong, garantiu que não pretende fazer escolhas por dimensão ou setor.

“Vamos trabalhar com todas e com todos os setores para que a nossa economia sinta, no seu banco, um banco de suporte ao seu investimento”, garantiu, mostrando vontade em ser “um braço de apoio ao financiamento de muito longo prazo” através dos instrumentos de política pública do Estado.

O BPF disse estar a fechar uma parceria com um fundo soberano dos Emirados Árabes Unidos e que há vontade em fechar “duas ou três” parcerias internacionais até ao final do ano.

“Já estamos a olhar para outras geografias e vamos fazê-lo até ao final do ano. Se conseguirmos este ano fechar duas a três, seria absolutamente notável, porque, na verdade, estamos a começar do zero”, afirmou.

Gonçalo Regalado disse ainda que um dos objetivos do BPF passa por também permitir a bancos médios acederem a garantias do FEI, dizendo que, em 6.500 milhões de euros, metade será acedido através dos cinco maiores bancos em Portugal, e os restantes por bancos mais pequenos.

A administração do banco pretende cumprir estas metas até ao verão para permitir que “qualquer empresário, escolhendo o seu banco, possa ter acesso a uma garantia do FEI”.

Questionado sobre prazos, Gonçalo Regalado disse que a equipa da administração tem experiência no setor bancário e que a expectativa é grande.

“Sabemos bem que a expectativa é grande, sabemos bem que o risco é grande, mas também sabemos fazer”, disse, tendo ainda destacado a importância do banco.

“Perguntem aos empresários se não vale a pena ter o dobro do financiamento a metade do preço. É isso que faz o Banco de Fomento nas garantias”, explicou, defendendo que a proposta de valor “é muito forte”.

Últimas de Economia

O valor de produção do mercado do calçado português recuou 5% em 2025 para 2.100 milhões de euros, segundo a estimativa da Informa D&B hoje divulgada.
Os títulos de dívida emitidos por entidades residentes somavam 321.500 milhões de euros no final de janeiro, mais 6.300 milhões de euros do que no mês anterior, segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).
Os prejuízos causados pelo mau tempo no Peso da Régua ascendem a 4,2 milhões de euros em quedas de taludes, de muros e danos na rede viária deste concelho do sul do distrito de Vila Real.
O número de beneficiários de prestações de desemprego caiu 2,4% em janeiro, face ao período homólogo, mas subiu 8,6% face a dezembro, para 204.990, o valor mais elevado desde fevereiro de 2025, segundo dados do Gabinete de Estratégia e Planeamento (GEP).
O recente ‘comboio’ de tempestades que percorreu Portugal continental, com ventos ciclónicos da Kristin na região centro, provocou prejuízos entre os cinco mil milhões e os seis mil milhões de euros, segundo o presidente da estrutura de missão.
Cento e quinze mil apólices de seguro já foram acionadas na sequência do mau tempo, disse hoje o coordenador da Estrutura de Missão Reconstrução da Região Centro do País, Paulo Fernandes.
Carga fiscal por habitante sobe para 6.728 euros em 2025. Receita supera o previsto e Estado arrecada mais 99 milhões do que o orçamentado.
O ministro da Economia disse hoje no Sobral de Monte Agraço que já foram recebidos pedidos de apoio de quatro mil empresas, que declararam quase mil milhões de euros de prejuízos provocados pelo mau tempo.
O CHEGA apresentou na Assembleia da República um projeto de lei que visa revogar o Adicional ao Imposto Municipal sobre Imóveis (AIMI), conhecido como “imposto Mortágua”, criado em 2016 no âmbito do Orçamento do Estado para 2017.
Os contribuintes vão poder validar as faturas relativas ao IRS de 2025 no Portal até 02 de março, em vez da data regular de 28 de fevereiro, segundo uma informação da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT).