Exportações de cortiça caem 5,2% para 1.148 milhões em 2024 após anos de recordes

As exportações portuguesas de cortiça caíram 5,2% em 2024, para 1.148 milhões de euros, interrompendo uma sequência de recordes consecutivos devido às dificuldades no setor vitivinícola a nível mundial, anunciou hoje a associação setorial Apcor.

©D.R.

“Fatores como o contexto económico e respetiva inflação, que afetou o poder de compra dos consumidores, assim como algumas tendências associadas a hábitos de consumo, explicam a quebra de consumo de vinho em vários mercados representativos”, refere a Associação Portuguesa da Cortiça (Apcor) em comunicado.

Segundo detalha, a quebra nas exportações foi “particularmente influenciada pela redução na procura por rolhas de cortiça, que representam mais de 70% do total exportado pelo setor”.

Adicionalmente, “a menor competitividade da indústria derivado de um aumento do preço da matéria-prima nas últimas campanhas de cortiça também contribuiu para a redução do volume de rolhas exportadas”.

“O mercado global do vinho enfrenta uma conjuntura desafiante impactando o consumo em alguns mercados-chave como os Estados Unidos e França”, refere a associação.

França, o maior produtor mundial de vinho, manteve-se como o principal importador de cortiça portuguesa no ano passado, seguindo-se Espanha, os EUA, Itália e Alemanha.

Apesar da quebra das exportações, o presidente da Apcor destaca que a balança comercial do setor “se manteve sólida, com uma taxa de cobertura das importações pelas exportações de 5,2 vezes e um saldo de 929 milhões de euros, o que reflete a relevância estratégica da cortiça para a economia portuguesa”.

“A conjuntura internacional, nomeadamente de guerras comerciais entre blocos económicos, não nos permite antecipar uma recuperação rápida, mas o setor está a responder com medidas de adaptação e continuaremos a apostar na inovação, na diversificação de mercados e na promoção internacional da cortiça como forma de relançar as exportações do setor e voltar a uma linha de crescimento alinhada com os anos precedentes”, garante Paulo Américo de Oliveira, citado no comunicado.

Realçando que a cortiça “continua a ser um material com características técnicas e ambientais únicas que beneficia da preferência de profissionais e consumidores em vários setores e a nível internacional”, a Apcor defende que “a aposta na inovação, na diferenciação e na sustentabilidade deverá ser a chave para o reposicionamento do setor perante um cenário global adverso”.

Últimas de Economia

O número de empresas constituídas no primeiro trimestre desceu 5,9% face aos primeiros três meses do ano passado, enquanto as insolvências cresceram 3,1%, divulgou hoje a Informa D&B.
A OCDE recomenda que Portugal reduza os impostos sobre os trabalhadores com menores salários, subindo em contrapartida a carga fiscal sobre a propriedade e eliminando isenções fiscais ineficazes, e aconselha melhorias no emprego dos jovens, mulheres e trabalhadores seniores.
As exportações de bens recuaram 14,9% em fevereiro, enquanto as importações caíram 6,3%, segundo os dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
A taxa de poupança das famílias na área do euro caiu para 14,4% no quarto trimestre de 2025, o que representa uma descida homóloga de 2,7% relativamente aos 14,8% registados no mesmo período de 2024, divulgou hoje o Eurostat.
O cabaz essencial de 63 produtos, monitorizado pela DECO PROteste, atingiu esta semana um novo recorde de 257,95 euros, mais 2,95 euros face à semana passada.
Os preços das casas quase triplicaram entre 2015 e 2025 em Portugal ao aumentarem 180% nestes 10 anos, segundo dados hoje divulgados pelo Eurostat, que indicam que esta foi a segunda maior subida na União Europeia (UE).
Os juros da dívida portuguesa subiam hoje a dois, a cinco e a 10 anos face a quinta-feira, alinhados com os de Espanha, Grécia, Irlanda e Itália.
Os preços das casas subiram 18,9% em Portugal no quarto trimestre de 2025 em comparação com o período homólogo do ano anterior, sendo esta a segunda maior subida entre os países da União Europeia, anunciou hoje o Eurostat.
O CHEGA quer baixar o preço dos combustíveis e reduzir o IVA da gasolina e do gasóleo para a taxa intermédia, atualmente nos 13%.
O cabaz essencial de 63 produtos, monitorizado pela Deco PROteste, atingiu esta semana um novo máximo de 254,99 euros, mais 0,60 euros relativamente à semana anterior, foi hoje anunciado.