Dívida das famílias, empresas e Estado sobe para 814.100 milhões em 2024

 O endividamento do setor não financeiro aumentou 17 mil milhões de euros em 2024 face ao ano anterior, para 814.100 milhões de euros, informou hoje o Banco de Portugal (BdP).

© LUSA/CARLOS M. ALMEIDA

Do endividamento total, 454.600 milhões de euros respeitavam ao setor privado (empresas privadas e particulares) e 359.400 milhões de euros ao setor público (administrações públicas e empresas públicas).

De acordo com o banco central, o endividamento do setor público subiu 11.600 milhões de euros face a 2023, tendo-se este acréscimo verificado, sobretudo, “junto de entidades não residentes (+10.600 milhões de euros), por via de títulos de dívida, maioritariamente de longo prazo, e de entidades das administrações públicas (+3.200 milhões de euros)”. Pelo contrário, diminuiu 2.200 milhões junto do setor financeiro e dos particulares.

No setor privado, o endividamento aumentou 5.400 milhões de euros, devido, sobretudo, ao aumento do endividamento dos particulares junto do setor financeiro (+4.700 milhões de euros), por via do crédito à habitação.

Já o endividamento das empresas privadas manteve-se estável, uma vez que o aumento do endividamento perante o resto do mundo e o setor financeiro foi compensado por uma redução do endividamento junto dos outros setores residentes, com destaque para as empresas.

Últimas de Economia

Os preços de oferta das casas anunciadas em Portugal subiram 6,8% em dezembro face ao mesmo mês de 2024, segundo o índice de preços do Idealista, portal 'online' de imobiliário do mercado nacional.
A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, recebe cerca de 726.000 euros por ano, segundo uma análise do Financial Times, mais 55,8% do que o salário base oficial comunicado pelo instituto emissor (466.000 euros).
O valor dos empréstimos à habitação cresceu 9,8% em novembro face a novembro de 2024, pelo 23.º mês consecutivo, com o ‘stock’ do crédito a totalizar 110.100 milhões de euros, divulgou hoje o Banco de Portugal.
O indicador de confiança dos consumidores diminuiu em dezembro, com uma melhoria nas perspetivas sobre a evolução da situação económica do país e sobre as expectativas de realização de compras importantes, revela estatísticas hoje divulgadas pelo INE.
O salário mínimo nacional sobe a partir desta quinta-feira dos atuais 870 euros para 920 euros, em linha com o estabelecido no acordo tripartido assinado em sede de concertação social em outubro de 2024.
A produção de azeite, a carne de caça e as obras de arte vendidas em galerias passam a ser tributadas com o IVA de 6% a partir de hoje, com a entrada em vigor do Orçamento do Estado para 2026.
Os consumidores domésticos podem, a partir de hoje, alterar, a qualquer momento, a sua tarifa da luz, escolhendo entre a simples, bi-horária e tri-horária.
O consumo de energia elétrica abastecido a partir da rede pública atingiu em 2025 o valor mais elevado de sempre no Sistema Elétrico Nacional (SEN), de acordo com dados divulgados hoje pela Redes Energéticas Nacionais (REN).
O número total de compras realizadas entre 01 e 24 de dezembro aumentou 8% face a 2024, tendo as compras no comércio ‘online’ crescido 19%, segundo dados da SIBS Analytics divulgados hoje.
A taxa de inflação no conjunto de 2025 terá sido de 2,3%, segundo a estimativa rápida do INE divulgada hoje, após em 2024 terá sido de 2,4%.