Há candidaturas ao Porta 65 em análise desde setembro

O programa Porta 65 tem candidaturas em análise desde setembro, o que desrespeita o prazo de resposta de 45 dias, mas o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU) promete "maior celeridade".

© D.R.

Na sequência da denúncia de uma cidadã que concorreu ao apoio por ser família monoparental — queixa que é comum a outras pessoas, replicada em fóruns na internet — dando conta do incumprimento do prazo previsto de resposta, de 45 dias, a Lusa questionou o IHRU.

Em resposta, a Direção de Estudos, Planeamento e Assessoria do instituto confirmou que estão atualmente em análise candidaturas e pedidos de renovação referentes ao mês de setembro.

Estas dizem respeito ao Porta 65 Jovem, que, em 2024, recebeu 19.756 novas candidaturas e 13.630 pedidos de renovação, dos quais menos de metade (14.622 – 43,8%) foram aprovados até agosto.

O programa beneficia atualmente 34.481 jovens, com um valor mensal médio de 251,27 euros.

O caso reportado à Lusa diz respeito a uma candidatura ao Porta 65+ (destinado a famílias monoparentais e famílias com perda de rendimentos).

A candidatura foi feita no dia 23 de novembro de 2024 e, a 20 de fevereiro, três meses depois, continuava sem resposta, tendo a cidadã em causa contactado várias vezes o IHRU via email e telefone, sem sucesso.

Segundo dados do IHRU, “atualmente encontram-se em análise 228 candidaturas” ao Porta 65+, referentes aos meses de dezembro de 2024 e janeiro de 2025.

Em 2024, foram submetidas ao Porta 65+ um total de 4.236 candidaturas, 1.420 na modalidade “Perda de Rendimentos” e 2.816 na modalidade “Família Monoparental”, das quais foram validadas apenas 1.253, num valor mensal médio de 152,23 euros.

Dessas 1.253, “899 já foram pagas, estando em curso os trâmites para o processamento do pagamento das restantes 354”, detalha o IHRU.

Na modalidade “Perda de Rendimentos”, todas as candidaturas estão ainda “em fase de análise devido a constrangimentos técnicos relacionados com a interoperabilidade da plataforma”, informa o instituto, adiantando que “estão em curso os procedimentos de alteração do ‘backoffice’ da plataforma informática, o que permitirá uma maior celeridade na análise e no apuramento das subvenções”.

Últimas de Economia

As famílias de rendimento mediano dificilmente têm acesso à compra de habitação em Portugal, uma vez que o peso da prestação do crédito à habitação supera 40% do seu rendimento, indica um estudo do Banco de Portugal (BdP).
O valor mediano de avaliação bancária na habitação foi de 2.122 euros por metro quadrado em fevereiro, um novo máximo histórico e mais 17,2% do que no mesmo mês de 2025, divulgou o Instituto Nacional de Estatística (INE).
A ASAE e a ENSE realizaram fiscalizações a 70 postos de combustível tendo aplicado 17 contraordenações por ausência de inspeções periódicas quinquenais obrigatórias, práticas comerciais desleais e irregularidades relacionadas com exatidão nas medições de combustível.
O consumo de gás em Portugal aumentou 11,1% para 45,0 TWh (terawatts/hora) em 2025, face a 2024, mas ficou 20% abaixo da média dos cinco anos anteriores, informou hoje a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE).
O índice de preços da habitação aumentou 17,6% em 2025, mais 8,5 pontos percentuais do que em 2024 e a taxa mais elevada na série disponível, segundo dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Os juros da dívida portuguesa subiam hoje de forma acentuada a dois, cinco e 10 anos em relação a sexta-feira, alinhados com os de Espanha, Grécia, Irlanda e Itália, e os da Alemanha acima de 3% no prazo mais longo.
O preço do gás natural para entrega num mês no mercado holandês TTF, referência na Europa, subiu esta segunda-feira cerca de 3%, sendo negociado acima dos 61 euros por megawatt-hora (MWh), devido ao conflito no Médio Oriente.
O déficit comercial de bens entre a zona euro e o mundo aumentou para 1,9 mil milhões de euros, em janeiro, face aos 1,4 mil milhões de euros do mesmo mês de 2025, segundo o Eurostat.
Os preços dos combustíveis em Portugal vão continuar a subir na próxima semana com o gasóleo simples a aumentar cerca de 15 cêntimos por litro, e a superar os dois euros, e a gasolina 95 a encarecer nove cêntimos.
Mais de metade das habitações familiares anteriores a 1960 não sofreram obras de renovação para melhorar a eficiência energética e 30,1% das casas construídas antes de 1945 são ocupadas por famílias em risco de pobreza, indicou hoje o INE.