Hospital de Chaves está “extremamente carente” de médicos

A Federação Nacional dos Médicos (Fnam) alertou hoje que o Hospital de Chaves está "extremamente carente" de profissionais de saúde e que não faz sentido dividir recursos com a criação de uma nova Unidade Local de Saúde.

© CM Chaves

“O hospital está extremamente carente de médicos e também de outros profissionais de saúde para conseguir funcionar em pleno. Ainda assim, os profissionais que aqui trabalham vestem a camisola e fazem o seu melhor no dia a dia para a população local”, afirmou a presidente da Fnam, Joana Bordalo e Sá.

A caravana da Fnam passou hoje pelo Hospital de Chaves, inserido na Unidade Local de Saúde de Trás-os-Montes e Alto Douro (ULSTMAD), onde realizou uma visita aos serviços e reuniu com os profissionais de saúde.

“Temos um hospital com condições logísticas, com serviços muito bem montados, como o de pediatria, de medicina paliativa, a medicina interna, cirurgia, ortopedia, o serviço de urgência, no entanto falta-nos aqui algo que é fundamental para as instituições funcionarem: falta-nos os recursos humanos”, referiu no final da visita.

Localmente é reclamada a criação de uma ULS do Alto Tâmega, dividindo a ULSTMAD, que tem sede em Vila Real.

“Tendo em conta a forma como Chaves e Vila Real se organizam, juntamente com as outras unidades de saúde, se calhar não faz muito sentido. Nós entendemos que hospitais sem profissionais de saúde são como catedrais vazias, e não é isso que nós queremos e, portanto, dividir ainda mais se calhar vai fazer com que as instituições fiquem ainda mais vazias e o caminho não é esse”, salientou Joana Bordalo e Sá.

Em Chaves, a pediatria já funcionou em pleno — urgência e internamento — no entanto, atualmente, o serviço funciona das 08:00 às 20:00, apenas de segunda a sexta-feira.

“Não é isso que nós desejamos, mas aqui há um responsável apenas que é o Ministério da Saúde de Ana Paula Martins que nada fez para reverter a situação”, referiu Joana Bordalo e Sá.

Neste hospital, a unidade de cuidados intermédios ainda não abriu, apesar de pronta há vários meses, por falta de recursos humanos.

Entretanto, o conselho de administração da ULS disse que já garantiu enfermeiros e médicos para esse serviço, estando, no entanto, temporariamente alocados a outros serviços para cumprir o plano de contingência deste inverno.

Como soluções para fixar mais médicos no Serviço Nacional de Saúde (SNS), a Fnam reclama um salário base justo, a revisão da jornada de trabalho semanal para compatibilizar a vida profissional com a pessoal (regresso às 35 horas) e ainda a melhoria de questões relacionadas com as férias e parentalidade.

“Nós temos as soluções, é preciso é haver essa vontade política”, realçou, considerando que a população deve pedir responsabilidades a este ministério que “não está a fazer o seu trabalho”.

Últimas do País

Um homem de 76 anos foi detido pela Polícia Judiciária (PJ) na quarta-feira, em flagrante delito, pela autoria de um incêndio florestal em Guilhafonso, na Guarda. A PJ esclareceu que o homem pretendia limpar os seus terrenos, ateando o fogo em dois locais distintos, sem autorização, e acabou por perder o controlo do incêndio, colocando em risco zonas de povoamento vegetal e habitações.
Quatro rapazes, com apenas 9 e 10 anos, terão sido vítimas de abusos sexuais cometidos por um pedófilo de 36 anos. Foram os pais de uma quinta criança que impediram uma nova agressão e deram o alerta às autoridades. O suspeito acabou detido e está em prisão preventiva.
A Polícia Judiciária fez hoje buscas na Câmara de Matosinhos (PS) no âmbito de um inquérito em curso relativamente a serviços de assessoria de imprensa, confirmou esta autarquia.
Um incêndio que ocorreu hoje de manhã num prédio de três andares no centro de Aveiro deixou seis moradores temporariamente desalojados e causou um ferido ligeiro, disse a comandante dos bombeiros locais.
A Comissão de Utentes em Defesa da Linha do Alentejo queixa-se do que considera ser a “degradação do serviço ferroviário” na região e tem uma concentração marcada para sexta-feira, em Évora, para exigir ao Governo melhores condições.
Quatro suspeitos encapuzados terão entrado num prédio no Monte do Estoril e efetuado vários disparos, num alegado ajuste de contas. No local ficaram invólucros de munições e vestígios de sangue. O grupo fugiu em duas viaturas, tendo uma delas sido localizada pela polícia em Alcabideche.
Ficha de avaliação identifica expressamente “PARTIDÁRIOS” como motivo para a não seleção de um candidato que, segundo a denúncia, é militante do CHEGA.
Três trabalhadores de assistência em terra do Aeroporto Humberto Delgado integravam alegadamente uma rede internacional de tráfico de droga que utilizava Lisboa como porta de entrada de cocaína na Europa. A Polícia Judiciária intercetou 117 quilos de droga provenientes do Brasil e deteve quatro suspeitos, todos colocados em prisão preventiva.
Um homem de 49 anos e uma mulher de 40 foram detidos pela Polícia Judiciária, suspeitos de manterem uma mulher em cativeiro durante mais de 20 horas, sujeitando-a a agressões, violência sexual e ameaças com uma arma de fogo. O casal acreditava que a vítima tinha denunciado uma situação que levou à institucionalização dos seus dois filhos, ambos menores de quatro anos.
Um jovem de 19 anos, sem carta de condução, perdeu o controlo do automóvel e embateu violentamente contra um poste de iluminação junto à Segurança Social de Santarém. O impacto arrancou o motor da viatura.