Plataforma de partilha de dados pode trazer “mais transparência”

A Associação Nacional Movimento (ANM) TVDE considerou que a plataforma de partilha de dados do Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT) pode "ajudar a esclarecer a realidade" respeitante aos motoristas a operar e "trazer mais transparência ao setor".

© LUSA/MANUEL DE ALMEIDA

Em comunicado, a ANM-TVDE enalteceu a iniciativa do IMT “demonstrando preocupação com a discrepância entre o número de motoristas licenciados e o número de motoristas efetivamente ativos”.

A plataforma para partilha de dados sobre motoristas, veículos e operadores TVDE (transporte rodoviário individual de passageiros em veículos descaracterizados) a operar em Portugal já entrou em funcionamento, encontrando-se certificados, atualmente, cerca de 76 mil motoristas e mais de 21 mil operadores (empresas que prestam o serviço e parceiras das aplicações de transporte).

Num comunicado divulgado na sexta-feira, o IMT, que desenvolveu a plataforma conjuntamente com a Uber e a Bolt, deu conta do funcionamento da plataforma desde 28 de fevereiro, de forma a permitir “uma supervisão mais informada e dinâmica” no setor.

O cruzamento de dados entre as três entidades permitiu verificar que, dos 76.014 motoristas certificados pelo IMT, 37.318 prestaram serviço através da Uber e da Bolt, no mês de fevereiro.

A partilha de dados revelou ainda que, dos 21.443 operadores atualmente licenciados, apenas 11.875 estiveram ativos no mês de fevereiro. Já quanto a veículos, durante o mesmo mês, estiveram em atividade 34.604.

A ANM-TVDE referiu na nota que tem atuado na proteção dos direitos dos motoristas, procurando “melhores condições de trabalho e maior transparência” nas relações laborais com os operadores.

De acordo com a associação, a implementação da nova plataforma pode trazer diversas mudanças, com o acompanhamento mais detalhado da atividade dos motoristas e operadores a poder tornar o setor “mais transparente e confiável”.

Segundo a AMN-TVDE, o cruzamento de dados “pode facilitar a identificação de motoristas não licenciados e veículos irregulares, contribuindo para a legalidade do setor”.

Os dados recolhidos, acrescentou, poderão fornecer informações relevantes para a revisão da legislação, permitindo a criação de regras mais adequadas à realidade do mercado.

O regime jurídico do setor TVDE publicado em agosto de 2018 previa uma avaliação três anos depois da sua entrada em vigor, após um relatório do IMT, que foi tornado público no final de 2022, e de um parecer da Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT) com propostas de alteração à lei.

A primeira alteração, em dezembro passado, àquela que também ficou conhecida como “lei Uber” estabeleceu normas para a obtenção e a renovação do certificado de motorista, garantindo o conhecimento das regras da atividade e “competências para conduzirem de forma segura”.

Em meados de janeiro, baixaram à comissão de Economia, Obras Públicas e Habitação do parlamento, sem votação na generalidade, projetos de lei do PSD e da IL para alteração ao regime jurídico dos TVDE.

O PCP e o Chega tinham também apresentado iniciativas legislativas sobre a matéria, mas foram rejeitadas.

No final de fevereiro começaram a ser ouvidas na comissão parlamentar entidades ligadas aos setores dos TVDE e do táxi a propósito das alterações à lei 45/2018.

Últimas do País

Os pais de um menino de três anos foram detidos por suspeitas de maus-tratos físicos, psicológicos e psíquicos à criança, em Vendas Novas, no distrito de Évora, divulgou hoje o Ministério Público.
Um homem, de 44 anos, ficou em prisão preventiva, na ilha de São Miguel, Açores, por ser suspeito de 29 crimes, entre os quais de condução ilegal, coação sobre funcionário e ofensas à integridade física, anunciou hoje a PSP.
O novo sistema informático de colocação de médicos no internato da especialidade começou a funcionar, mas as primeiras 161 colocações ficaram marcadas por falhas. O processo teve de ser repetido, aumentando a desconfiança entre os candidatos.
Um jovem foi atingido por dois tiros durante um ataque protagonizado por quatro homens encapuzados, a poucos metros da Câmara Municipal da Amadora. Os suspeitos fugiram e a Polícia Judiciária está a investigar o caso.
O Governo investiu milhões de euros na expansão da rede de creches, mas a oferta continua a não chegar para todas as crianças. Nem os fundos do PRR nem o programa Creche Feliz conseguiram eliminar a falta de vagas.
Milhões de euros em refeições escolares continuam por pagar, deixando as autarquias com encargos acumulados. Os pagamentos em atraso dizem respeito às refeições fornecidas aos alunos nas escolas.
Um administrador de insolvências foi condenado a oito anos e seis meses de prisão por envolvimento num esquema de burlas que ultrapassou um milhão de euros. Os lucros obtidos através das operações fraudulentas eram colocados em nome da namorada.
A presidente do Sindicato dos Médicos do Norte (SMN) acusou a ministra da Saúde de não cumprir a promessa sobre o INEM, referindo que o instituto está com menos de 30 médicos no quadro quando estão previstos 70 lugares.
A Polícia Judiciária (PJ) deteve uma mulher com um mandado de detenção internacional para cumprimento de uma pena de nove anos e quatro meses por associação criminosa e tráfico de droga, segundo informação divulgada hoje.
O Tribunal de Aveiro condenou hoje dois arguidos, pai e filho, a penas de cinco anos e meio e sete anos de prisão por vários roubos violentos a idosos ocorridos em 2024 e 2025.