Ouro atinge novo recorde e está perto dos 3.000 dólares por onça

O preço do ouro atingiu hoje um novo recorde, ultrapassando os 2.993 dólares a onça e aproximando-se dos 3.000 dólares pela primeira vez na história.

© D.R.

Às 04:00 de hoje, o preço do ouro chegou aos 2.993,90 dólares a onça, após a ameaça do Presidente norte-americano, Donald Trump, de impor sobretaxas às importações de vinhos e outras bebidas alcoólicas europeias.

No entanto, às 06:45 baixou e estava a ser negociado a 2.987,42 dólares, de acordo com dados da Bloomberg citados pela agência espanhola EFE.

Estes valores superam o recorde atingido na quinta-feira, quando pelas 16:44 atingiu 2.985,29 dólares.

Os novos recordes no preço do ouro surgem no meio de uma incerteza global devido a tensões tarifárias e geopolíticas, além de temores de uma recessão nos EUA.

O analista Juan Ignacio Crespo, citado pela EFE, explicou que a recente “corrida do ouro” pode ser explicada por argumentos tradicionais e novos.

“Desde o fluxo de ouro importado para os EUA (que baixou as suas projeções de crescimento do PIB no primeiro trimestre), até à escassez do metal em Londres, ou à voracidade dos bancos centrais”, disse.

Donald Trump ameaçou na quinta-feira a União Europeia (UE) com tarifas de 200% sobre o champanhe, vinhos e outras bebidas se a taxa de 50% da UE sobre o whisky norte-americano não cair.

A UE, a China e o Canadá anunciaram medidas de resposta às taxas alfandegárias de 25% para o aço e o alumínio impostas por Trump e que entraram em vigor na quarta-feira.

Últimas de Economia

A prestação média mensal dos empréstimos para habitação própria permanente atingiu em setembro os 450 euros, o valor mais alto desde o início da série, em 2018, e mais 9% em termos homólogos, divulgou hoje o BdP.
As instituições de crédito em Portugal concederam em setembro 2.171 milhões de euros para novos empréstimos à habitação, um aumento de 4,2% em termos homólogos, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
As dificuldades económicas estão a condicionar os projetos familiares dos mais novos. Metade dos jovens adia a decisão de ter filhos devido à insegurança financeira.
As previsões do Governo apontam para a manutenção da taxa-base máxima dos Certificados de Aforro no próximo ano. A evolução da Euribor deverá permitir que os portugueses continuem a receber juros de 2,5% na série F.
O Estado desembolsou 138,8 milhões de euros para comprar a participação da Fidelidade na REN. O valor pago inclui um prémio de 8,34% face à média de mercado dos últimos seis meses.
O défice do Serviço Nacional de Saúde (SNS) deverá mais do que duplicar no próximo ano, agravando-se em 1.377 milhões de euros. Apesar da intenção de reduzir os gastos com bens e serviços, a despesa aumentou 9,3% em 2026 e deverá continuar a subir.
A receita fiscal do Estado totalizou 51.161,9 milhões de euros até setembro, crescendo 6,5% em relação aos nove primeiros meses de 2025, impulsionada pelo IRS e IVA, indicam dados hoje divulgados pela Entidade Orçamental (EO).
A prestação da casa vai subir em novembro para créditos com taxa Euribor a três, seis e 12 meses que sejam revistos nesse mês, segundo as simulações feitas pela Deco Proteste para a agência Lusa.
A taxa de inflação situou-se nos 3,8% em outubro, face a 3,6% em setembro, segundo a estimativa rápida divulgada hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Apesar da descida dos preços do gás natural na União Europeia para o nível mais baixo desde 2022, Portugal continua entre os países com as tarifas mais elevadas. Quando considerado o poder de compra, os consumidores portugueses enfrentam o segundo preço mais alto dos 27 Estados-membros.