Trump anuncia tarifas de 25% contra países que comprem petróleo venezuelano

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou hoje que irá impor tarifas aduaneiras de 25% sobre todas as importações de qualquer país que compre petróleo ou gás da Venezuela, devido à sua atitude "hostil".

© Facebook de Nicolas Maduro

“A Venezuela tem sido muito hostil para com os Estados Unidos e as liberdades que defendemos. Por isso, qualquer país que compre petróleo e/ou gás da Venezuela será obrigado a pagar uma tarifa de 25% aos Estados Unidos sobre qualquer comércio que faça com o nosso país”, anunciou Trump na rede social Truth Social.

Estas taxas deverão entrar em vigor a 02 de abril, denominado por Trump como “o dia da libertação”, no qual deverão ser impostas várias “tarifas recíprocas” aos parceiros comerciais dos Estados Unidos.

Esta “tarifa secundária” surge na sequência das acusações de Trump contra a Venezuela por enviar “propositadamente e de forma enganosa” criminosos para os Estados Unidos, incluindo indivíduos violentos e membros de gangues como o Tren de Aragua.

“Entre os bandos que enviaram para os Estados Unidos está o Tren de Aragua, que foi designado como uma organização terrorista estrangeira. Estamos no processo de os devolver à Venezuela. É uma tarefa enorme!”, adiantou o Presidente norte-americano.

Donald Trump já havia rescindido a licença que permitia ao gigante petrolífero norte-americano Chevron de desenvolver atividade na Venezuela.

O conselheiro para a Segurança Nacional de Donald Trump, Mike Waltz, afirmou recentemente que este gangue atua “em nome do regime [do Presidente venezuelano Nicolas] Maduro”.

A Venezuela foi um dos principais fornecedores estrangeiros de petróleo aos Estados Unidos no ano passado, de acordo com os dados comerciais do Departamento do Comércio norte-americano.

No total, os Estados Unidos compraram 5,6 mil milhões de dólares (5,1 mil milhões de euros) de petróleo e gás à Venezuela em 2024.

Últimas de Política Internacional

O ex-Presidente brasileiro Jair Bolsonaro, que vai ser julgado por tentativa de golpe de Estado e quatro outros crimes, por decisão tomada hoje pelo Supremo Tribunal Federal (STF), considerou as acusações contra si "graves e infundadas".
O Presidente polaco, Andrzej Duda, promulgou hoje a lei que limita o direito de requerer asilo na Polónia, após pressões do primeiro-ministro, Donald Tusk, do ministro da Defesa e do presidente do parlamento para aprová-la com urgência.
A maioria dos juízes do Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil decidiu hoje levar a julgamento o ex-Presidente Jair Bolsonaro e outros sete aliados civis e militares acusados de tentativa de golpe de Estado.
Os Estados Unidos anunciaram hoje um acordo com as delegações ucraniana e russa para uma trégua dos combates no mar Negro, no âmbito das negociações na Arábia Saudita sobre o conflito na Ucrânia.
O Parlamento israelita aprovou hoje o Orçamento do Estado, uma medida que reforça a coligação governamental do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, e dá ao líder em apuros a oportunidade de ter meses de estabilidade política.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou hoje que irá impor tarifas aduaneiras de 25% sobre todas as importações de qualquer país que compre petróleo ou gás da Venezuela, devido à sua atitude "hostil".
A Rússia e os Estados Unidos iniciaram hoje conversações na Arábia Saudita para discutir uma possível trégua na Ucrânia, noticiou a agência oficial de notícias russa TASS.
A alta representante da União Europeia para a Política Externa, Kaja Kallas, chega hoje ao Egito para se reunir com o Governo, antes de visitar Israel e a Palestina na segunda-feira.
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, apelou hoje aos aliados da Ucrânia para pressionarem Moscovo a pôr fim à guerra, depois de novos ataques russos que causaram pelo menos três mortos e 10 feridos em Kiev.
O ministro da Justiça francês, Gérald Darmanin, quer que os estrangeiros condenados em França cumpram as penas no país de origem, noticiou hoje a imprensa francesa.