Renegociações de crédito à habitação caem 45% em fevereiro para 435 milhões

As renegociações de crédito à habitação caíram em fevereiro para 435 milhões de euros, num recuo de 44,6% em termos homólogos, segundo dados hoje publicados pelo Banco de Portugal (BdP).

© D.R.

De acordo com os dados do regulador bancário, em fevereiro deste ano foram renegociados contratos de crédito à habitação no valor de 435 milhões de euros, menos 66 milhões de euros face a janeiro e 350 milhões de euros em relação ao mesmo mês do ano passado.

As renegociações no crédito à habitação foram, aliás, um dos principais fatores para a redução no valor global das renegociações, que caíram 43,3% em termos homólogos, para 477 milhões de euros. Já em cadeia, houve uma descida de 77 milhões de euros.

No total, as novas operações de empréstimo – que incluem créditos totalmente novos e contratos renegociados – totalizaram 2.936 milhões de euros, mais 8,6% que no mesmo mês de 2024 e mais 123 milhões de euros que em janeiro.

Deste montante, 2.459 milhões de euros disseram respeito a novos contratos, representando mais 32% face a fevereiro de 2024 e 195 milhões de euros em cadeia.

Já no crédito à habitação, entre novos contratos e renegociações, o valor contratado foi de 1.655 milhões de euros, mais 132 milhões de euros face a janeiro e mais 42,7% comparando com um ano antes.

Mais de metade (55%) dos novos contratos para a compra de casa foi feita por jovens com idade igual ou inferior a 35 anos.

Nos empréstimos ao consumo, a taxa média de novas operações passou de 9,12% em janeiro para 9,03% em fevereiro, enquanto nos empréstimos para outros fins a taxa de juro média recuou 0,02 pontos percentuais (p.p.) para 3,93%.

No caso das empresas, as novas operações de empréstimos somaram 2.149 milhões de euros, mais 142 milhões de euros que em janeiro e mais 31% que há um ano.

“Esta subida resultou dos novos contratos, que aumentaram 347 milhões de euros. Já os contratos renegociados diminuíram 205 milhões de euros”, explica o BdP.

Para as empresas, a taxa de juro média das novas operações de empréstimos subiu 0,09 p.p. comparando com janeiro, para 4,33%, contra 5,52% um ano antes.

Últimas de Economia

O Tribunal de Contas detetou falhas na informação sobre centenas de milhões de euros distribuídos pelo Estado a fundo perdido. Dos apoios analisados, 526 milhões ficaram sem informação suficientemente clara sobre a respetiva identificação ou finalidade. Conta Geral do Estado de 2025 recebeu um juízo de não conformidade.
O preço do cabaz alimentar composto por 63 bens essenciais monitorizado pela Deco Proteste aumentou 11 cêntimos na última semana, após ter descido na semana anterior, fixando-se nos 254,22 euros, informou hoje a associação de defesa do consumidor.
O presidente do CHEGA criticou as alterações do Governo ao regime do arrendamento e alertou para o aumento do custo da habitação. "Queremos direitos para quem se mata a trabalhar e não consegue pagar uma casa", afirmou André Ventura.
O Estado registou um excedente de 249,3 milhões de euros até agosto, uma diminuição de 1.799,4 milhões de euros face ao período homólogo, revelou a síntese de execução orçamental.
Gustavo Madeira deixa o gabinete do ministro das Infraestruturas e Habitação para assumir a presidência do IMT. Nomeação é feita em regime de substituição e produz efeitos já esta quinta-feira, enquanto os cargos não forem preenchidos através de concurso da CReSAP.
A prestação da casa vai subir em outubro para créditos com taxa Euribor a três, seis e 12 meses que sejam revistos nesse mês, segundo as simulações da Deco Proteste.
Portugal poderá passar de 6,3 mil milhões de euros em juros da dívida este ano para 9,4 mil milhões em 2030. Conselho das Finanças Públicas alerta para condições de financiamento mais adversas e antecipa o regresso dos défices já em 2027.
A taxa de inflação aumentou para 3,6% em setembro, em termos homólogos, contra 3,3% no mês anterior, novamente impulsionada pelo preço dos combustíveis, segundo a estimativa rápida divulgada hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
O presidente do CHEGA considera que o diploma, "tal como está, não serve" e alerta para o aumento do custo da habitação. Ventura diz que as rendas estão a subir "brutalmente" e considera as medidas prejudiciais tanto para proprietários como para arrendatários.
O indicador de confiança dos consumidores diminuiu em setembro pelo segundo mês consecutivo e o clima económico, baseado em inquéritos às empresas, recuou após ter aumentado no mês anterior, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).