Situação contributiva das empresas passa a ser enviada diretamente ao Banco de Fomento

O Instituto de Informática da Segurança Social e o Banco Português de Fomento vão assinar na quinta-feira um protocolo, permitindo que a situação contributiva das empresas passe a ser disponibilizada diretamente à instituição financeira, agilizando o financiamento.

© D.R.

“A informação relativa à situação contributiva passou a ser disponibilizada pela Segurança Social diretamente ao Banco de Fomento, permitindo que as empresas saltem este passo burocrático e realizem as 125 mil candidaturas pré-aprovadas a financiamento, no valor de 24 mil milhões de euros”, adianta o Instituto de Informática da Segurança Social, numa nota enviada hoje à agência Lusa.

O protocolo que estabelece esta parceria vai ser assinado na quinta-feira pelo presidente do Instituto de Informática da Segurança Social, Luís Farrajota, e pelo presidente executivo do Banco Português de Fomento, Gonçalo Regalado, “entrando de imediato em vigor”, acrescenta o instituto.

Com esta alteração, o Banco de Fomento passa a poder “analisar 125 mil candidaturas sem ter de solicitar às empresas qualquer tipo de documentação relativa à Segurança Social”, nomeadamente “a declaração de não dívida, uma vez que o processo ocorre através de uma plataforma de interoperabilidade de dados entre sistemas”, explica.

O presidente do Instituto de Informática da Segurança Social realça, citado em comunicado, que este protocolo “é mais um passo para automatizar a partilha de dados entre instituições do Estado, permitindo que as empresas poupem tempo e custos de contexto”.

O objetivo é simplificar os processos “para que a burocracia não seja um entrave ao investimento e inovação”, sublinha.

Esta parceria insere-se no âmbito do processo de transformação digital que a Segurança Social está a implementar. Na semana passada, o instituto já tinha anunciado que assinou um protocolo de cooperação com a Polícia Judiciária em matérias como cibersegurança e riscos digitais.

Últimas de Economia

O ministro das Infraestruturas deu hoje como concluídas as obras da linha ferroviária entre Évora e a fronteira com Espanha, mas revelou que os comboios só vão circular no final do ano ou início de 2027.
O número estimado de noites passadas em estabelecimentos de alojamento turístico na União Europeia (UE) atingiu, no acumulado de 2025, 3,08 mil milhões, excedendo o ano anterior em 61,5 milhões (2%), segundo dados hoje divulgados pelo Eurostat.
A produção automóvel cresceu 2,7% em 2025, face ao ano anterior, para 341.361 veículos, com subidas em todas as categorias, segundo dados hoje divulgados pela Associação Automóvel de Portugal (ACAP).
O cabaz de bens essenciais da DECO PROteste disparou para os 249,09 euros, o valor mais alto desde que a análise começou, em 2022, pressionando ainda mais o orçamento das famílias portuguesas.
O oitavo pedido de pagamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), que Portugal submeteu a Bruxelas em novembro de 2025, deverá ser pago em fevereiro, adiantou hoje a Estrutura de Missão Recuperar Portugal.
A Comissão Europeia sublinhou hoje que o sistema para o rastreio do azeite é eficaz e irá trabalhar com os Estados-membros para melhorar os controlos que estes realizam, respondendo a um relatório do auditor europeu sobre o setor.
O Banco de Portugal (BdP) encomendou uma auditoria externa aos procedimentos internos de aquisição de bens e serviços, "com especial enfoque na contratação pública na área de Sistemas de informação e de Tecnologias de Informação", anunciou a instituição.
O índice de produção na construção abrandou para 3,0% em novembro, em termos homólogos, menos 0,1 pontos percentuais que em outubro, anunciou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Os aeroportos portugueses movimentaram 68,9 milhões de passageiros de janeiro a novembro, mais 4,7% do que no mesmo período de 2024, enquanto o tráfego de mercadorias registou uma subida mais moderada, de 0,3%, indicou hoje o INE.
A inflação até baixou em 2025, mas a carteira dos portugueses não sentiu alívio. Carne, rendas, seguros e refeições fora de casa subiram bem acima da média, mantendo o custo de vida sob forte pressão.