Situação contributiva das empresas passa a ser enviada diretamente ao Banco de Fomento

O Instituto de Informática da Segurança Social e o Banco Português de Fomento vão assinar na quinta-feira um protocolo, permitindo que a situação contributiva das empresas passe a ser disponibilizada diretamente à instituição financeira, agilizando o financiamento.

© D.R.

“A informação relativa à situação contributiva passou a ser disponibilizada pela Segurança Social diretamente ao Banco de Fomento, permitindo que as empresas saltem este passo burocrático e realizem as 125 mil candidaturas pré-aprovadas a financiamento, no valor de 24 mil milhões de euros”, adianta o Instituto de Informática da Segurança Social, numa nota enviada hoje à agência Lusa.

O protocolo que estabelece esta parceria vai ser assinado na quinta-feira pelo presidente do Instituto de Informática da Segurança Social, Luís Farrajota, e pelo presidente executivo do Banco Português de Fomento, Gonçalo Regalado, “entrando de imediato em vigor”, acrescenta o instituto.

Com esta alteração, o Banco de Fomento passa a poder “analisar 125 mil candidaturas sem ter de solicitar às empresas qualquer tipo de documentação relativa à Segurança Social”, nomeadamente “a declaração de não dívida, uma vez que o processo ocorre através de uma plataforma de interoperabilidade de dados entre sistemas”, explica.

O presidente do Instituto de Informática da Segurança Social realça, citado em comunicado, que este protocolo “é mais um passo para automatizar a partilha de dados entre instituições do Estado, permitindo que as empresas poupem tempo e custos de contexto”.

O objetivo é simplificar os processos “para que a burocracia não seja um entrave ao investimento e inovação”, sublinha.

Esta parceria insere-se no âmbito do processo de transformação digital que a Segurança Social está a implementar. Na semana passada, o instituto já tinha anunciado que assinou um protocolo de cooperação com a Polícia Judiciária em matérias como cibersegurança e riscos digitais.

Últimas de Economia

A plataforma para pedir apoio à supervisão de habitações, em funcionamento desde quinta-feira, recebeu 623 candidaturas, num montante global de 4,5 milhões de euros, disse à agência Lusa o responsável pela estrutura de missão.
A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) já recebeu indicações de prejuízos da ordem dos 130 milhões de euros, mas alerta que ainda não é possível “falar em números concretos”.
Todas as cidades das áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto, assim como da região do Algarve, tornaram-se "inacessíveis" para uma família de rendimento médio que queira arrendar casa pela primeira vez, conclui um estudo da Century 21.
O dinheiro colocado pelos clientes particulares em depósitos atingiu 144,3 mil milhões de euros em 2025, o valor máximo desde 2003, o início da série, segundo os dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal.
Os bancos emprestaram 23,3 mil milhões de euros em crédito à habitação em 2025, mais 5.900 milhões de euros do que em 2024 e o valor mais elevado desde 2014 (o início da série), segundo o Banco de Portugal.
Cerca de 116 mil clientes da E-Redes continuavam esta terça-feira às 12:00 sem fornecimento de eletricidade em Portugal continental, na sequência dos danos provocados pela depressão Kristin na rede elétrica, informou a empresa.
O presidente da estrutura de missão para responder aos efeitos da depressão Kristin afirmou hoje que a plataforma para pedir apoios para a reconstrução das casas afetadas deverá ficar disponível online entre hoje e quarta-feira.
O mês de janeiro de 2026 teve o maior consumo de energia elétrica de sempre registado no sistema nacional, segundo avançou hoje a REN - Redes Energéticas Nacionais.
O preço mediano dos 41.117 alojamentos familiares transacionados no terceiro trimestre de 2025 foi de 2.111 euros por metro quadrado, mais 16,1% que no mesmo período de 2024 e 2,2% acima do trimestre anterior, divulgou hoje o INE.
O Estado anunciou ajuda, mas o dinheiro não chegou a quem precisava. Em 2025, 1,2 milhões de euros destinados à botija de gás ficaram por gastar, apesar do aumento do preço e do recorde de beneficiários. Um apoio que existe no papel, mas falha na vida real.