Ansiedade generalizada afeta 32% da população e 10,4% tem sintomas graves

Quase um terço da população portuguesa com 16 ou mais anos apresentava sintomas de ansiedade generalizada em 2024 e 10% tinham sintomas graves como ataques de pânico ou palpitações, revelam dados hoje divulgados pelo INE.

© D.R.

Segundo os números do Instituto Nacional de Estatísticas, divulgados a propósito do Dia Mundial de Saúde, assinalado a 7 de abril, 32% da população apresentava sintomas de ansiedade, sendo as mulheres mais afetadas por essa condição do que os homens.

Citando os resultados do Inquérito às Condições de Vida e Rendimento (ICOR) de 2024, a condição de ansiedade generalizada foi referida por 38,2% das mulheres e por 24,7% dos homens.

A disparidade acentua-se para o nível mais grave do indicador: 14,1% de mulheres contra 6,2% de homens.

“Em relação ao ano anterior, verifica-se um ligeiro decréscimo da prevalência destes sintomas, especialmente nos homens e na população com 65 ou mais anos”, apontam os dados divulgados na publicação “Estatísticas da Saúde”.

O indicador global de transtorno de ansiedade generalizada era também mais elevado no caso da população idosa, com mais 4,3 pontos percentuais, e mais 3,9 pontos percentuais considerando o critério de maior severidade.

Por nível de escolaridade, a proporção de pessoas com 16 ou mais anos com sintomas de ansiedade generalizada em 2024 era menor para as que detinham o ensino superior (26,5%) ou o ensino secundário (27,3%), por comparação com as que não tinham qualquer nível de escolaridade (50,2%) ou que tinham concluído apenas o ensino básico (35,7%).

A análise por condição perante o trabalho indica que 28,4% da população empregada registava no mesmo ano algum transtorno de ansiedade generalizada, o que compara com níveis de ansiedade mais elevados na população desempregada (41,9%), e na economicamente inativa (entre 34,5% nos reformados e 40,8% nos outros inativos).

Em 2024, também de acordo com os resultados do mesmo inquérito, o grau de satisfação com a vida em geral da população em análise registava uma média de 7,3, considerando uma escala de 0 a 10 (em que zero corresponde a nada satisfeito e 10 corresponde a totalmente satisfeito), um valor ligeiramente superior ao verificado no ano anterior (7,1).

O inquérito também revela que a avaliação que os respondentes fazem da sua vida era mais elevada na população com menos de 65 anos (com uma média de 7,4 que compara com 6,9 da média obtida para a população idosa), nos homens (7,4, comparativamente a 7,2 da média obtida para as mulheres), bem como na população com ensino superior (7,8) e empregada (7,6).

“Comparando com os resultados obtidos no ano anterior, observa-se um aumento transversal a todas as categorias em análise do grau de satisfação em que as pessoas avaliam a sua vida em geral”, salienta o INE.

Últimas do País

Um bombeiro da corporação de Mira de Aire foi hoje agredido por um popular quando prestou socorro num acidente rodoviário no concelho de Porto de Mós (Leiria), afirmou o comandante.
Os internamentos em cuidados intensivos por gripe aumentaram na última semana, revela hoje o Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA), que registou neste período 1.340 casos da doença e um excesso de mortalidade por todas as causas.
Duas urgências de Ginecologia e Obstetrícia vão estar encerradas no sábado, número que sobe para três no domingo, maioritariamente na região de Lisboa e Vale do Tejo, segundo as escalas de urgências publicadas no Portal do SNS.
A enfermeira diretora demissionária da ULS Amadora-Sintra disse esta sexta-feira que devido à falta de apoio da tutela ao Conselho de Administração do hospital Amadora-Sintra “é impossível” este “gerir o que quer que seja”.
A Polícia Judiciária (PJ) realizou hoje buscas na Câmara Municipal de Aveiro, no âmbito de uma investigação sobre a eventual prática de crimes de prevaricação e violação de regras urbanísticas.
Portugal registou a segunda maior subida homóloga dos preços das casas, 17,7%, no terceiro trimestre de 2025, com a média da zona euro nos 5,1% e a da União Europeia (UE) nos 5,5%, divulga hoje o Eurostat.
O coordenador da Comissão de Trabalhadores (CT) do INEM alertou hoje que muitos profissionais já atingiram 60% do limite mensal de horas extraordinárias em Lisboa, impossibilitando a abertura de mais meios de emergência e revelando fragilidades na capacidade operacional.
O coordenador da Comissão de Trabalhadores do INEM, Rui Gonçalves, denunciou hoje um "forte desinvestimento" no Instituto nos últimos anos e lamentou a existência de "dirigentes fracos", defendendo uma refundação que garanta a resposta em emergência médica.
A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) abriu hoje dois inquéritos para apurar as circunstâncias que envolveram as mortes de uma mulher em Sesimbra e de um homem em Tavira enquanto esperavam por socorro.
Portugal regista desde o início de dezembro um excesso de mortalidade de cerca de 22% associado ao frio e à epidemia de gripe, com aumento proporcional das mortes por doenças respiratórias, segundo uma análise preliminar da Direção-Geral da Saúde (DGS).