Sete urgências fechadas no sábado e oito no domingo, maioria em Lisboa e Vale do Tejo

O acesso às urgências hospitalares de ginecologia/obstetrícia e pediatria vai estar condicionado no fim de semana, com sete serviços encerrados no sábado e oito no domingo, a maioria em Lisboa e Vale do Tejo, segundo o Portal do SNS.

© Câmara Municipal de Azambuja

De acordo com as Escalas de Urgência do Serviço Nacional de Saúde, está previsto para sábado o encerramento das urgências de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital Garcia de Orta, em Almada, do Hospital Nossa Senhora do Rosário, no Barreiro, do Hospital Vila Franca de Xira, do Hospital Santo André, em Leiria, e do Hospital Distrital de Santarém (Obstetrícia).

Neste dia, as urgências destas especialidades vão estar condicionadas no Hospital Fernando Fonseca (Amadora-Sintra) e no Hospital São Bernardo, em Setúbal, neste caso também no domingo, recebendo apenas casos encaminhados pelo Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).

No domingo, prevê-se a reabertura da urgência de Obstetrícia dos hospitais de Santarém e do Barreiro. As restantes mantêm-se encerradas, às quais se juntam as do Hospital Fernando Fonseca (Amadora-Sintra) e do Hospital Distrital das Caldas da Rainha.

Segundo a informação do Portal do SNS, atualizada pelos hospitais, também as urgências de pediatria do Hospital Vila Franca de Xira e do Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, vão estar fechadas no fim de semana.

A urgência pediátrica do Hospital Amadora-Sintra também vai estar referenciada nos três dias, entre as 00:00 e as 08:00 e entre as 20:00 e a meia-noite, recebendo apenas casos de urgência internos ou referenciados pelo INEM ou pela linha SNS 24.

As escalas disponibilizadas no portal do SNS, consultadas pela Lusa ao meio-dia de hoje, indicam ainda que cerca de 130 serviços de urgência estarão abertos em todo o país durante o fim de semana, a que se juntam mais de 30 de ginecologia e obstetrícia que estarão a funcionar, mas no âmbito do projeto-piloto, que implica um contacto prévio das utentes com a linha SNS 24.

Na sexta-feira, a previsão de funcionamento de urgências apontavam para seis serviços fechados no fim de semana.

Os constrangimentos dos serviços de urgência devem-se, sobretudo, à falta de médicos especialistas para assegurarem as escalas, uma situação que é mais frequente em períodos de férias, como o verão e final de ano, e fins de semana prolongados.

No passado sábado, no final de uma visita ao Hospital Amadora-Sintra, o diretor executivo do SNS, Álvaro Almeida, explicou que o encerramento de urgências, sobretudo, em fins de semana com feriados, se deve a “uma escassez estrutural de recursos humanos, sobretudo, na região de Lisboa e Vale do Tejo” agravada pela pouca disponibilidade dos prestadores de serviços.

“Na área da obstetrícia, então, é uma característica marcada. O que acontece é que, habitualmente, as unidades para preencherem as suas escalas e garantirem a abertura recorrem a prestadores de serviços”, que estão indisponíveis, ou não têm tanta disponibilidade, para prestar serviço nos fins de semana com feriados, disse na altura Álvaro Almeida.

Mas assegurou que há um ponto da rede de urgências do Serviço Nacional de Saúde que responderá a todas as solicitações, assegurando que “há sempre uma resposta para cada caso”.

A Direção Executiva do SNS apela à população para que, antes de se deslocar a uma urgência, contactem a Linha SNS24 (808 24 24 24) para receber orientação adequada.

Últimas do País

O movimento Missão Escola Pública (MEP) rejeitou hoje “a diminuição das exigências de qualificação” para ensinar no 1.º ciclo, reagindo a uma proposta apresentada há dois dias pelo Ministério da Educação aos sindicatos de professores.
Um homem de 62 anos atacou outro com uma faca, atingindo-o no peito e tentando desferir novos golpes. A intervenção de pessoas que estavam no local impediu a continuação da agressão. O suspeito foi detido pela PSP e ficou em prisão preventiva.
O casal acusado de ter roubado, sequestrado e matado um homem de 80 anos em Aljustrel começa a ser julgado na terça-feira, segundo fontes judiciais.
Uma chamada de atenção pelo barulho na rua terminou numa agressão violenta em Miragaia, no Porto. Um morador foi atacado a murro, pontapé e com uma arma branca, ficando em perigo de vida. A Polícia Judiciária deteve três jovens, com idades entre os 17 e os 18 anos.
As listas de espera para operações continuam a aumentar no Serviço Nacional de Saúde. Em julho, mais de 284 mil pessoas aguardavam uma intervenção cirúrgica e cerca de uma em cada três já tinha ultrapassado o tempo recomendado. Médicos alertam para o sofrimento dos doentes e administradores hospitalares apontam falhas na gestão e na orientação do Governo.
A greve de hoje dos técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica da ULS Amadora-Sintra registou uma adesão elevada, atingindo os 80% e os 100% em vários serviços, segundo o presidente do sindicato do setor.
A Escola Básica de Ribeirão, em Vila Nova de Famalicão, está encerrada hoje e sexta-feira, na sequência de uma praga de pulgas, anunciou a diretora do agrupamento.
O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) registou mais de 6.700 casos suspeitos de acidente vascular cerebral (AVC) este ano, uma média de 26 situações por dia, números que têm vindo a aumentar desde 2024.
Profissionais das duas forças de segurança saem à rua na capital para reivindicar melhorias salariais e contestar as condições remuneratórias.
Portugal regista, em média, uma tentativa de homicídio com arma de fogo a cada 48 horas, de acordo com dados noticiados pelo Jornal de Notícias.