IVA ZERO: PS chumba proposta do CHEGA e copia-a anos mais tarde

André Ventura criticou o programa eleitoral do PS, destacando a proposta de IVA zero no cabaz alimentar — uma medida que o CHEGA tentou aprovar em 2023, mas que foi na altura rejeitada pelos socialistas.

© Folha Nacional

O PS propõe agora, no seu programa eleitoral, a aplicação permanente do IVA zero a um conjunto de bens alimentares, à semelhança do que foi implementado temporariamente pelo Governo de António Costa em resposta à inflação. Contudo, em 2023, o CHEGA tinha já apresentado a proposta sobre a isenção de IVA de bens alimentares essenciais no Orçamento do Estado para 2023 através de uma proposta de aditamento, que acabou rejeitada em comissão com o voto contra do PS.

“O que é que mudou desde essa altura para agora? Nada. Só se mantém uma coisa: é a falta de vergonha na cara do Partido Socialista nestas eleições”, acusou André Ventura.

No programa eleitoral do PS para as legislativas de 18 de maio, o partido defende “o regresso – agora de forma permanente – do IVA zero na alimentação, através de um cabaz de bens alimentares, continuamente monitorizado e que assegure que as margens de lucro da distribuição não se apropriam dos ganhos para os consumidores”.

No programa eleitoral do CHEGA, tal como em anos anteriores, o partido liderado por André Ventura propõe “reintroduzir o IVA zero para bens alimentares essenciais, assim como uniformizar a taxa de IVA a 6% para todos os serviços de restauração”.

PS votou cinco vezes contra o IVA zero

Em janeiro de 2023, recorde-se, foi votado o projeto de lei n.º 418/XV/1.ª, apresentado pelo PAN, que sugeria a “aplicação de IVA Zero à aquisição de bens alimentares essenciais durante o ano de 2023″. A proposta acabou rejeitada, com os votos a favor do PAN e do Iniciativa Liberal. O PS votou contra e os restantes partidos abstiveram-se.

No mesmo mês foi votado um projeto apresentado pelo CHEGA que propunha isentar de IVA os bens alimentares essenciais. Só o IL e o CHEGA votaram a favor. O PS votou contra e os restantes partidos optaram pela abstenção.

Tal como recordou o jornal Público, o PS também votou contra três projetos, do CHEGA, IL e PAN, no âmbito do Orçamento do Estado para 2023, em novembro. Feitas as contas, os socialistas reprovaram cinco vezes a proposta de isenção de IVA no cabaz de bens alimentares essenciais.

“No passado, o PS votou cinco vezes contra o IVA Zero. E agora vem dizer que ‘está aqui pelos portugueses’? Depois de votar cinco vezes contra? Agora querem ser os autores da medida e reconhecer que a oposição tinha razão?”, questionou Ventura.

Últimas do País

A linha de aconselhamento psicológico do SNS 24 já atendeu quase meio milhão de chamadas desde que foi criada em abril de 2020, logo após o início da pandemia, aproximando-se atualmente dos 430 atendimentos diários.
A PSP alertou hoje para a circulação de notas falsas em Bragança, usadas para fazer pagamentos em estabelecimentos comerciais e de restauração, tendo sido já constituída arguida uma jovem de 17 anos.
A Autoridade Marítima Nacional (AMN) vai reforçar os meios para assistência a banhistas, entre quinta-feira e 12 de abril, devido à previsão de aumento da temperatura, nas zonas Centro e Sul do país, revelou hoje a AMN.
O partido liderado por André Ventura quer levar mais longe o escrutínio sobre a gestão das vacinas contra a Covid-19 em Portugal e já conseguiu viabilizar no Parlamento um conjunto de audições a entidades-chave, incluindo o Infarmed.
A maioria dos cosméticos, equipamentos de proteção individual e suplementos alimentares comprados online a operadores fora da União Europeia não cumpre as normas europeias de segurança, revelou uma operação divulgada hoje pelo Infarmed que analisou mais de 11.300 produtos.
As prisões portuguesas atingiram em 2025 o seu nível de capacidade máxima pela primeira vez em seis anos, revelou o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI), entregue hoje na Assembleia da República.
Os tempos de espera para cirurgias programadas passam a partir de quinta-feira a ter apenas dois níveis de prioridade, segundo uma portaria hoje publicada, que duplica a espera em cirurgias para casos mais graves.
Mais de 2.400 organizações alertam hoje para “a lacuna profundamente alarmante e irresponsável na proteção das crianças” com o fim do regime europeu que permite detetar abuso sexual de menores 'online', a partir de 03 de abril.
O CHEGA quer avançar com uma investigação parlamentar à gestão das vacinas contra a covid-19, na sequência das notícias que apontam para ocultação de informações pelo Estado português nos contratos celebrados com farmacêuticas durante a pandemia.
O relatório identifica falhas na escolha de procedimentos e adjudicações repetidas num universo de 12,6 milhões de euros.