Sindicato acusa confederação de instituições de solidariedade de instransigência

O Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços (CESP) acusou hoje a Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS) de "ser intransigente" ao não aceitar um aumento superior ao salário mínimo para os trabalhadores das suas instituições.

© D.R.

Em declarações à Lusa, à margem de uma manifestação, no Porto, no dia em que os trabalhadores das Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) cumprem um dia de greve, a dirigente daquele sindicato explicou que a proposta apresentada pena CNIS “mantém o grosso dos trabalhadores” a ganhar o salário mínimo nacional.

“Nós não aceitamos que se continue, reiteradamente, ano após ano, a manter estes trabalhadores, que têm uma importância máxima para a comunidade”, limitados a receber um salário mínimo, apontou Ana Paula Rodrigues.

Segundo aquela sindicalista, a CNIS “tem sido intransigente, sim, mas não é de agora, é de anos a esta parte”.

“É intransigente porque apresenta sempre propostas com base no salário mínimo nacional e os trabalhadores não estão mais para isso”, alertou.

Ana Paula Rodrigues referiu que os trabalhadores exigiam, no inicio das negociações, um aumento salarial de 150 para cada um: “Em resposta, a CNIS ofereceu um aumento de 50 que acaba engolido na tabela salarial para o valor do salário mínimo”.

“Entretanto, reformulamos a proposta e dissemos que estávamos disponíveis para 80 euros e foi também rejeitado pela CNIS. Não podemos aceitar que estes trabalhadores continuem neste registo de salário mínimo”, disse.

Paula Santos trabalhadora numa IPSS, assim como os cerca de 100 trabalhadores que se estão a manifestar esta manhã, no Porto.

“Trabalho há 14 anos num colégio com crianças. É um trabalho gratificante, mas cansativo, de muita responsabilidade, com horários pesados e no final do mês levo o salário mínimo para casa, não é justo”, salientou à Lusa.

Últimas de Política Nacional

O requerimento do CHEGA para ouvir presencialmente o coordenador operacional do INEM no Norte, Miguel Ângelo Santos, foi chumbado na Comissão Parlamentar de Inquérito ao INEM com votos contra de PS e PSD.
Após um confronto com a vice-presidente do Parlamento, Teresa Morais, o líder do CHEGA, André Ventura, decidiu abandonar o hemiciclo, acompanhado por toda a bancada do partido.
O presidente do CHEGA, André Ventura, defendeu no Parlamento que o debate sobre racismo em Portugal está marcado por critérios diferentes consoante os casos, alertando para o que considera ser uma aplicação seletiva do conceito na sociedade, no desporto e no sistema político.
A audição na comissão de inquérito ao INEM expôs fragilidades nos sistemas informáticos da emergência médica. Confrontada pelo deputado do CHEGA, Pedro Frazão, a antiga responsável dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) reconheceu que os sistemas são antigos e que poderia ter havido maior intervenção.
O Ministério Público decidiu arquivar o processo que levou ao levantamento da imunidade parlamentar do deputado do CHEGA João Ribeiro. A decisão concluiu que não existem indícios que justifiquem a continuação da investigação.
O presidente do CHEGA, André Ventura, questionou o Governo sobre a resposta do Estado a portugueses que se encontram em zonas de conflito, defendendo que o Executivo deve garantir proteção e eventual repatriamento dos cidadãos nacionais em territórios afetados pela guerra.
O grupo parlamentar do CHEGA questionou a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, sobre o encerramento das urgências de obstetrícia dos hospitais do Barreiro e de Vila Franca de Xira, através de uma pergunta parlamentar entregue na Assembleia da República.
O primeiro-ministro regressa esta quarta-feira ao Parlamento para um debate quinzenal que será aberto pelo PS e deverá ficar marcado pelo conflito com o Irão e as condições de utilização pelos EUA da Base das Lajes.
De acordo com os números mais recentes, a conta oficial do partido liderado por André Ventura soma mais de 91.500 seguidores, superando os cerca de 90.900 da IL. Logo atrás surgem o PSD, com 70.400 seguidores, e o PS, com 62.900.
O líder do CHEGA defende a reposição do mecanismo de desconto fiscal sobre os combustíveis, criado em 2022 para mitigar o impacto da guerra na Ucrânia. André Ventura acusa as petrolíferas de acumularem lucros em períodos de instabilidade internacional e pede medidas imediatas para aliviar o preço.