Netanyahu admite que encontro com Trump possa “contribuir” para acordo com Gaza

O primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu disse hoje que o seu encontro com o Presidente norte-americano Donald Trump poderá contribuir para a conclusão de um acordo de cessar-fogo e libertação de reféns em Gaza.

© Facebook de Benjamin Netanyahu

“Estamos a agir para chegar a esse acordo, nas condições que aceitámos. Enviei uma equipa de negociação com instruções claras. Penso que o encontro com o presidente Trump pode certamente contribuir para avançar neste resultado que todos esperamos”, afirmou Netanyahu aos jornalistas na pista do aeroporto Ben-Gurion, antes de partir para Washington, citado pela agência de notícias Agence France-Presse (AFP).

Netanyahu insistiu que o seu país está comprometido com os três objetivos que estabeleceu para a sua ofensiva: recuperar os 50 reféns que ainda estão na Faixa (destes apenas 20 estão vivos), eliminar as capacidades do Hamas e garantir que Gaza não representa uma ameaça.

Já a agência espanhola EFE destaca precisamente o facto de Benjamin Netanyahu ter insistido que Israel mantém o objetivo de eliminar as capacidades governamentais e militares do Hamas em Gaza, apesar das negociações de cessar-fogo.

“Estamos determinados a garantir que Gaza não represente mais uma ameaça. Uma ameaça para Israel. Isso significa que não permitiremos uma situação em que haja mais sequestros, mais assassinatos, mais decapitações, mais invasões. Isso significa uma coisa: eliminar a capacidade militar e governamental do Hamas”, disse antes de entrar no avião, em declarações divulgadas pelo seu gabinete e agora citada pela EFE.

Apesar de assegurar que está a trabalhar para alcançar um acordo de trégua no enclave, o líder afirmou que “o Hamas já não estará lá”.

Ao mesmo tempo que Netanyahu viaja para os estados-unidos, uma delegação israelita partiu para Doha, no Catar, para participar nas negociações do cessar-fogo em Gaza com o Hamas, através dos mediadores (Egito, Catar e Estados Unidos).

Quando o gabinete de Netanyahu anunciou o plano de enviar a equipa de negociação ao Catar, fê-lo assegurando que as últimas alterações do Hamas à proposta de cessar-fogo em cima da mesa eram “inaceitáveis” para Israel.

Últimas de Política Internacional

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, alertou hoje que a Rússia se prepara para lançar uma nova ofensiva em grande escala na Ucrânia, de acordo com os meios de comunicação locais.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Dinamarca convocou hoje o encarregado de negócios da embaixada dos Estados Unidos devido a alegadas tentativas norte-americanas de interferência junto da opinião pública da Gronelândia.
O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, afirmou hoje que o Governo iraniano está por trás de ataques antisemitas no país contra a comunidade judaica e anunciou a expulsão do embaixador iraniano em Camberra.
Trump disse que vários países europeus já mostraram disponibilidade para enviar militares para a Ucrânia, como tal "não será um problema" responder às garantias de segurança exigidas pelo homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky.
O Presidente francês, Emmanuel Macron, defendeu hoje uma frente unida entre europeus e ucranianos em defesa de uma paz que não represente a capitulação da Ucrânia, na véspera da reunião com Donald Trump, na Casa Branca.
O enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff, disse hoje que Putin concordou, na cimeira com Donald Trump, que sejam dadas à Ucrânia garantias de segurança semelhantes ao mandato de defesa coletiva da NATO.
O Presidente russo, Vladimir Putin, disse hoje que discutiu formas de terminar a guerra na Ucrânia "de forma justa", na cimeira com o homólogo norte-americano, Donald Trump, na sexta-feira, defendendo a “eliminação das causas iniciais”.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse hoje que “todos” preferem ir “diretamente para um acordo de paz” e não “um mero acordo de cessar-fogo” para acabar com a “terrível guerra” na Ucrânia.
O futuro da Ucrânia passa hoje pelo Alasca, uma antiga colónia russa onde os presidentes dos Estados Unidos e da Rússia se vão reunir sem a participação do país invadido por Moscovo.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou hoje que qualquer acordo para pôr fim à guerra na Ucrânia terá de passar por uma cimeira com os homólogos russo e ucraniano, após a cimeira bilateral na sexta-feira.