Chega vai manter tema dos incêndios na agenda mediática e exige responsabilidades

O líder do CHEGA disse hoje, no distrito de Coimbra, que não vai deixar sair da agenda política a questão dos incêndios, insistindo no apuramento de responsabilidades e na necessidade de aumentar as penas dos incendiários.

© Folha Nacional

“Passámos anos demais em que deixámos passar a época dos incêndios e esquecemos isto, mudando para outra coisa que nos preocupava, e passavam nove ou 10 meses e voltávamos a ter o mesmo problema, mas este ano o CHEGA não vai deixar que isto continue da mesma forma”, afirmou André Ventura aos jornalistas.

Numa visita a Cabanões, no município da Lousã, que foi assolado por um grande incêndio no dia 14 de agosto, o dirigente do CHEGA salientou que vai fazer o que estiver ao seu alcance para que incêndios como os deste verão não se repitam e o país tenha os meios necessários para o combate.

Aquela localidade, já no limite do concelho da Lousã com Góis, inserida no programa Aldeias Seguras, ficou cercada pelas chamas e a população teve de ser retirada.

Salientando que o país não pode esquecer o que aconteceu, André Ventura afirmou que o CHEGA vai pedir responsabilidades a “quem permitiu que isto acontecesse por negligência” e garantir, pelo menos, que o Estado tem os meios para combater os incêndios prontamente e uma lei que garanta que “os incendiários estão presos e não em liberdade”.

“Espero mesmo que o parlamento aceite, já no início desta sessão legislativa, questões simples como proibir negócios em área ardida, aumentar penas para incendiários, garantir que ficam presos e uma reflorestação com uma cultura menos inflamável”, disse.

O líder do CHEGA garantiu que vai lançar uma comissão de inquérito potestativa “para exigir responsabilidades e procurar conhecer a fundo quem é que anda a lucrar com os incêndios e os que saem impunemente disto”.

“Se estamos mesmo empenhados em combater este flagelo vamos procurar evitar o negócio à volta disto e temos de investigar a fundo e depois de Pedrógão voltámos a falhar”, sublinhou.

Para André Ventura, os bombeiros também têm poucos meios para combater os fogos e uma estrutura de comando da Proteção Civil nomeada por Lisboa, “com pessoas sem qualquer ligação ao terreno a darem ordens a quem está no terreno e conhece o terreno”.

“Esta alteração do comando é também fundamental para que existam comandos de bombeiros a nível nacional e distrital, porque são eles que conhecem o território”, vincou, lembrando que Portugal acordou este ano para o drama dos incêndios de forma rápida e não tinha meios aéreos.

O município da Lousã foi afetado por um grande incêndio, com início no dia 14, que alastrou ao município vizinho de Góis e consumiu 3.500 hectares na Serra da Lousã.

Últimas de Política Nacional

O CHEGA voltou a exigir fronteiras controladas perante a invasão migratória registada em Ceuta, onde cerca de 49 mil imigrantes entraram ilegalmente em apenas 24 horas, um número que poderá ser ainda mais elevado. Para André Ventura, a Europa tem de travar a imigração ilegal e recuperar imediatamente o controlo das suas fronteiras. “Temos de proteger o país”, afirmou o presidente do partido líder da oposição em Portugal.
Na mais recente sondagem da Aximage, o CHEGA volta a subir para valores históricos, consolidando-se como segunda força política, com 26,2% das intenções de voto.
O Governo vai avançar com seis milhões de euros para financiar projetos especificamente dirigidos às comunidades ciganas, ao mesmo tempo que milhares de famílias trabalhadoras portuguesas continuam a enfrentar salários baixos, dificuldades no acesso à habitação, longas listas de espera no Serviço Nacional de Saúde e uma carga fiscal cada vez mais pesada.
O CHEGA deu entrada de um requerimento para a convocação urgente da Comissão Permanente da Assembleia da República, com vista à audição do Ministro da Administração Interna, Luís Neves, e da Ministra da Justiça.
Com 132 projetos de lei apresentados na primeira sessão legislativa, a bancada de André Ventura tornou-se a mais produtiva da Assembleia da República. O CHEGA entregou o dobro das iniciativas do PS e superou, de forma destacada, todos os restantes partidos com representação parlamentar.
Para o CHEGA, o Estado não pode continuar a privilegiar quem “não quer fazer nada”, defendendo, por isso, a criação de um “plano nacional de combate à subsidiodependência”.
Líder do CHEGA acusa Luís Montenegro de ignorar os problemas dos portugueses, questiona a confiança política no ministro da Administração Interna e afirma que o Governo está em “acelerada decomposição”.
O presidente do CHEGA disse esperar ter uma conversa com o primeiro-ministro sobre as alegadas ameaças do ministro da Administração Interna (MAI), negadas pelo próprio, e vai convocar os órgãos nacionais para decidir eventuais ações.
A decisão do Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa de condenar o Estado português ao pagamento de uma indemnização de 15 mil euros ao antigo primeiro-ministro José Sócrates constitui, para o partido CHEGA, "um sinal preocupante para a credibilidade da justiça". O PSD defende o cumprimento das decisões dos tribunais.
O debate parlamentar de 27 de maio, dedicado ao SIRESP, ficou marcado por um momento de grande tensão. Depois de André Ventura ter acusado o Governo de esconder informação sobre o Sistema Integrado das Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP), o ministro da Administração Interna, Luís Neves, foi captado a ameaçar o Presidente do CHEGA: “Vais pagá-las todas!”