CHEGA quer estrangeiros a pagar os próprios tratamentos no SNS

O CHEGA apresentou uma proposta de alteração ao Orçamento do Estado para 2026 que pretende que estrangeiros não residentes, sem seguro ou qualquer acordo internacional, passem a assumir os custos dos cuidados de saúde prestados no Serviço Nacional de Saúde

© Folha Nacional

A proposta prevê a criação de um novo artigo que obriga o Governo, já em 2026, a dotar as Unidades Locais de Saúde dos meios técnicos e administrativos necessários para identificar, registar e cobrar de forma efetiva os tratamentos prestados a utentes estrangeiros sem cobertura válida.

Na fundamentação, o CHEGA argumenta que o SNS enfrenta pressão crescente devido ao aumento do número de não residentes que recorrem às urgências sem seguro, protocolo ou Cartão Europeu de Seguro de Doença. Segundo os dados citados no documento, desde 2021 foram assistidos centenas de milhares de estrangeiros não residentes, e uma parte significativa destes atendimentos ocorreu sem qualquer forma de cobertura.

O partido alerta ainda para o impacto financeiro desta situação, destacando que várias unidades hospitalares acumulam dívidas avultadas relacionadas com episódios clínicos de não residentes. Em muitos casos, os valores permanecem por cobrar devido à ausência de mecanismos eficazes de verificação e cobrança.

André Ventura já tinha defendido publicamente esta medida, defendendo que o país deve “respeitar os contribuintes” e combater o “turismo de saúde”. O candidato presidencial apoiado pelo CHEGA afirmou que muitos estrangeiros entram no país “sem meios, sem seguro e sem qualquer recurso” e acabam por recorrer ao SNS, deixando despesas por pagar. Já antes sublinhara que o problema é particularmente evidente nos serviços de urgência e, em especial, nas maternidades, onde, disse, há grávidas que chegam a Portugal apenas “para ter filhos”.

Ventura tem igualmente defendido que estas propostas estão alinhadas com soluções aplicadas noutros países desenvolvidos, considerando que pedir seguro obrigatório à entrada “impede que os contribuintes portugueses fiquem a pagar tratamentos durante anos para quem vinha estar alguns dias”.

A proposta apresentada pelo CHEGA será agora votada durante o processo de apreciação na especialidade do Orçamento do Estado para 2026.

Últimas de Política Nacional

Cinco deputados sociais-democratas, liderados por Hugo Soares, viajaram até Pequim a convite direto do Partido Comunista Chinês. A deslocação não teve carácter parlamentar e escapou às regras de escrutínio da Assembleia da República.
Saiu do Executivo, passou pelo Parlamento e acaba agora a liderar uma empresa pública com um vencimento superior ao que tinha no Governo. Cristina Vaz Tomé foi escolhida para presidir à Metro de Lisboa e vai ganhar cerca de sete mil euros mensais, com despesas da casa pagas.
O Ministério Público (MP) pediu hoje penas entre os cinco e nove anos de prisão para os ex-presidentes da Câmara de Espinho, Miguel Reis (PS) e Pinto Moreira (PSD), por suspeitas de corrupção no processo Vórtex.
O presidente do CHEGA, André Ventura, anunciou hoje que o seu partido votará contra o novo pacote laboral no parlamento se o Governo não ceder em matérias como o despedimentos e alterações na área da parentalidade.
A mensagem gerou indignação, o caso abalou o ministério e levou a uma demissão, mas o inquérito interno concluiu que não houve infração disciplinar. Nataniel Araújo sai ilibado e continua como chefe de gabinete da Agricultura.
Os vereadores e deputados municipais do CHEGA têm rejeitado a criação da Comunidade Intermunicipal da Península de Setúbal.
Bruxelas paga, Lisboa faz campanha: Ângelo Pereira (PSD) e Ricardo Pais Oliveira (IL) estiveram no terreno eleitoral enquanto recebiam vencimentos do Parlamento Europeu, prática proibida pelas regras comunitárias.
A comissão parlamentar de inquérito (CPI) ao INEM decidiu hoje suspender os trabalhos durante o período de Natal e Ano Novo e na segunda semana de janeiro, devido às eleições presidenciais.
Num mês em que as presidenciais já se travavam mais nos ecrãs do que nas ruas, André Ventura esmagou a concorrência: foi o candidato que mais apareceu, mais falou e mais minutos ocupou nos principais noticiários nacionais.
O Ministério da Saúde voltou a entregar um contrato milionário sem concurso: 492 mil euros atribuídos diretamente ao ex-ministro social-democrata Rui Medeiros, aumentando a lista de adjudicações diretas que colocam a Saúde no centro da polémica.